pressmedia logo

EXCLUSIVOFÁBRICA DE SATÉLITES EM ALVERCA ENTRA EM PRODUÇÃO “ESTE ANO”

ECO

2026-05-13 21:02:11

Os primeiros satélites a sair da unidade de produção Alverca Space Hub estão previstos no âmbito do programa de empréstimo europeu SAFE, adianta porta-voz da Força Aérea. A fábrica de satélites em Alverca deverá estar concluída até final de junho, com entrada em produção prevista ainda para “este ano”. Os primeiros satélites a sair da unidade de produção são os previstos no âmbito do programa de empréstimo europeu SAFE. Em Santa Maria, a Força Aérea está a negociar a compra de terrenos para o projeto de lançamento de foguetões. Os dois projetos são financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da Agenda New Space, com um total de mais de 16 milhões de euros. “O projeto para a fábrica de satélites em Alverca está em curso, estando previsto ser concluído dentro do prazo previsto no âmbito da Agenda Mobilizadora New Space Portugal”, garante porta-voz da Força Aérea ao ECO/eRadar. Os projetos das Agendas Mobilizadoras têm até final de junho como prazo de conclusão. A Força Aérea integra o consórcio, liderado pelo CEiiA , Centro de Engenharia e Desenvolvimento, que está a desenvolver a Constelação do Atlântico, em parceria com o CTI Aeroespacial, a N3O e a GEOSAT, estando o Alverca Space Hub a ser construído em instalações deste ramo da Força Armada portuguesa. O projeto é financiado com 1,5 milhões do PRR. O projeto [Alverca Space Hub] não se limita à edificação de infraestruturas (por exemplo: salas limpas), prevendo um conjunto de equipamentos necessários aos trabalhos de precisão para a integração de satélites. A abertura , entrada em produção, carece de testes para calibração e certificação dos referidos equipamentos e formação de recursos humanos para desenvolver as competências. Neste sentido prevê-se que a entrada em produção ocorra este ano, sendo que os primeiros satélites a integrar serão os que se encontram no programa SAFE. Porta-voz Força Aérea Portuguesa “O projeto não se limita à edificação de infraestruturas (por exemplo: salas limpas), prevendo um conjunto de equipamentos necessários aos trabalhos de precisão para a integração de satélites. A abertura , entrada em produção, carece de testes para calibração e certificação dos referidos equipamentos e formação de recursos humanos para desenvolver as competências”, detalha o porta-voz da Força Aérea, quando questionado sobre prazos de entrada em produção desta unidade. “Neste sentido prevê-se que a entrada em produção ocorra este ano, sendo que os primeiros satélites a integrar serão os que se encontram no programa SAFE”, adianta. Com uma área de 600 metros quadrados, localizada em Alverca, perto da OGMA, o Alverca Space Hub irá centrar a sua produção “em satélites de tecnologia SAR (Synthetic Aperture Radar), contudo os requisitos de base também permitem a integração de satélites óticos, bem como de comunicações”, refere porta-voz da Força Aérea. “Os postos de trabalhos previstos para uma fase inicial são estimados em 30 pessoas, representando ações que exigem trabalhos muito especializados”, adianta o porta-voz quando questionado sobre os postos de trabalho criados. Santa Maria acolhe futura base espacial A Força Aérea tem vindo a reforçar as suas capacidades também no setor do Espaço. Além do seu envolvimento na Constelação do Atlântico, tendo sido lançado em maio o primeiro satélite detido pela Força Aérea, este ramo das Forças Armadas também tem um projeto em Santa Maria visando ganhos de soberania espacial do país. “A Europa está dependente do acesso ao espaço e Portugal, mais uma vez, poderá tirar partida daquilo que é a sua vantagem geográfica, concretamente do arquipélago dos Açores que reúne as condições para um acesso ao espaço seguro”, justificava em fevereiro o coronel Pedro Costa, chefe do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, ao ECO/eRadar. A Base Espacial de Santa Maria - como lhe chama a Força Aérea - é financiada a 15 milhões pelo PRR. “Sendo um projeto do plano de recuperação e resiliência, as infraestruturas e todas as ações estão a ser desenvolvidas, o prazo é apertado, é um desafio, mas estamos cá para os desafios”, garantia em fevereiro o coronel Pedro Costa, chefe do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, ao ECO/eRadar. Relativamente à “Base Espacial de Santa Maria”, a Força Aérea continua determinada e empenhada no projeto, estando em curso um processo de negociação para a aquisição de terrenos que são necessários para garantir uma operação segura do centro. Porta-voz Força Aérea Portuguesa “Sendo um projeto do plano de recuperação e resiliência, as infraestruturas e todas as ações estão a ser desenvolvidas, o prazo é apertado, é um desafio, mas estamos cá para os desafios”, garantia então o coronel Pedro Costa. Qual é o atual status do projeto? “Relativamente à Base Espacial de Santa Maria , a Força Aérea continua determinada e empenhada no projeto, estando em curso um processo de negociação para a aquisição de terrenos que são necessários para garantir uma operação segura do centro”, avança porta-voz da Força Aérea. E para quando lançamento de foguetões a partir de Santa Maria? “Temos que ir por fases”, apontava em fevereiro o coronel Pedro Costa. “Como disse, são lançadores europeus que estão em desenvolvimento. Já existem alguns testes realizados, concretamente em Andøya, na Noruega, onde foram feitos alguns testes, embora com um conjunto de limitações face à proximidade com a Rússia. Aqui o contexto geopolítico atual, neste aspeto, poderá também trazer algum favor para Portugal”, admite. “Mas, falando em lançamentos, é necessário fazer todo um conjunto de testes primeiro”, refere. “Estou em crer que em 2027, final de 2028, será uma altura que teremos os primeiros lançamentos. Contudo, esse é o vetor que ainda não estamos nesta fase a desenvolver, eventualmente será um dos próximos projetos, e assim conseguiremos ter Portugal em toda a cadeia de valor. Temos a cadeia de valor espaço, com satélites, temos a cadeia de valor de integração de satélites, com o Alverca Space Hub, temos o porto espacial que permite as condições do acesso ao espaço, falta-nos efetivamente o vetor lançamento”. Ana Marcela