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HOSPITAL CRUZ VERMELHA ALCANÇA OPERACIONAL VERDE MAS AINDA DÁ PREJUÍZOS

Negócios Online

2026-05-13 21:02:11

Detido em 55% pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e em 45% pelo Estado, que continua sem o conseguir vender, a unidade de saúde acumula prejuízos de mais de 30 milhões de euros desde 2019, mas já conseguiu fechar o último exercício com um EBITDA positivo de 396 mil euros. Há pouco mais de um ano, o Governo abortou a venda do problemático Hospital Cruz Vermelha (HCV), apesar de haver três candidatos à compra , a Sanfil Medicina, a Trofa Saúde e o Hospital Lusíadas , devido a um parecer da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (tem 55% do capital) e da Parpública (45%) que concluía que as ofertas não tinham “as condições necessárias” para proteger o “interesse patrimonial” dos dois acionistas. E nunca mais falou no assunto. Logo de seguida, muda a equipa de gestão do HCV, com o antigo ministro da Saúde Luís Filipe Pereira a assumir a presidência da instituição hospitalar, tendo o cargo de presidente executivo sido ocupado por Pedro de Albuquerque Mateus, que foi CEO de unidadse de saúde como o Hospital Lusíadas Lisboa e a Malo Clinic. Em apenas um ano, tudo mudou no HCV: após ter acumulado desde 2019 prejuízos da ordem dos 30 milhões de euros, dos quais 3,7 milhões em 2024, “o resultado antes de impostos melhorou 23,3%, de 3,745 milhões negativos em 2024 para 2,874 milhões negativos em 2025”, adiantou ao Negócios fonte oficial da instituição, que ainda está a fechar as contas do exercício. Melhor: o EBITDA registou uma “inversão estrutural, passando de um resultado negativo de 424 mil euros em 2024 para um valor positivo de 396 mil euros em 2025”. O volume de negócios aumentou 2% para 36,5 milhões de euros, tendo no ano passado realizado mais de 100 mil consultas, cinco mil cirurgias, 200 mil meios complementares de diagnóstico e tratamento e cinco mil episódios de urgência. “A melhoria de desempenho resulta da execução disciplinada de um conjunto de iniciativas estruturais que geraram impacto mensurável em produtividade e na eficiência”, explica o HCV, em comunicado. No plano operacional, destaca “a melhoria de 17 % na taxa de ocupação do bloco operatório e uma redução de 35% nos tempos de espera”, enquanto na vertente financeira “recuperou 1,6 milhões de euros em dívidas de terceiros, regularizou 48% dos pendentes de faturação e obteve mais de 350 mil euros em poupanças decorrentes de renegociações contratuais e da otimização de processos internos”. (Notícia em atualização) Rui Neves ruineves@negocios.pt Rui Neves ruineves@negocios.pt