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USF-AN CRITICA DESFASAMENTO ENTRE AVALIAÇÃO DE CUSTOS E FERRAMENTA DE PRESCRIÇÃO

HealthNews Online

2026-05-13 21:02:07

Associação nacional alerta que médicos são avaliados por despesa com medicamentos mas sistema de prescrição eletrónica não ordena opções por preço, criando incoerência organizacional A Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar veio a público manifestar aquilo que considera uma contradição de fundo no modelo de avaliação das USF: os médicos são pressionados a conter a despesa farmacêutica, mas o sistema informático que utilizam para prescrever não lhes mostra, de forma simples e imediata, quais os medicamentos mais baratos. No atual figurino, o indicador relativo aos custos com medicação por utente padrão tem um peso relevante no Índice de Desempenho da Equipa. Só que a Prescrição Eletrónica Médica, principal instrumento de prescrição no Serviço Nacional de Saúde, não apresenta por defeito os resultados de pesquisa por DCI ordenados por Preço de Venda ao Público crescente. Ou seja, a alternativa economicamente mais favorável não surge como opção imediatamente visível no momento da decisão clínica. A USF-AN admite que a PEM possa disponibilizar alguma informação sobre custos em fases posteriores do fluxo de prescrição, mas sustenta que isso é insuficiente. O que existe, argumenta, é um desfasamento estrutural difícil de justificar: avaliam-se as equipas com base na despesa, mas não se lhes dá, de forma funcional, a ferramenta que permitiria otimizar esse resultado. A associação sublinha ainda um ponto que considera decisivo: não está disponível, nem é previsível a curto prazo, qualquer integração clínica entre a PEM e os sistemas clínicos como o SClínico. Sem essa ligação, é tecnicamente impossível proceder a otimizações terapêuticas baseadas em efetividade clínica, risco ou contexto do doente. Qualquer proposta nesse sentido seria, no momento atual, irrealista. Perante este cenário, a USF-AN defende uma medida concreta: introduzir a ordenação automática por PVP crescente na pesquisa por DCI, abrangendo tanto genéricos como medicamentos de marca. A associação descreve a solução como tecnicamente simples, juridicamente segura, financeiramente neutra e com impacto imediato e mensurável na racionalização da prescrição. E nota que não exigiria qualquer alteração legislativa. Ordenar por preço não condiciona a decisão médica, insiste a associação. Informar não é impor. Mostrar dados não equivale a dirigir prescrições. O que está em causa, no seu entender, é a transparência informativa básica. Avaliar custos sem tornar visível a informação de preço no momento da decisão clínica é, na sua leitura, organizacionalmente incoerente e penalizador para as equipas. Com a ordenação por PVP, a opção economicamente mais eficiente surgiria como escolha por defeito, mas o médico manteria sempre liberdade total para selecionar qualquer alternativa clinicamente adequada. A USF-AN recorda que pequenas decisões repetidas milhares de vezes têm impacto significativo na despesa global, sem comprometer a qualidade dos cuidados. A associação rebate ainda vários argumentos habitualmente invocados contra esta medida: não interfere com a prescrição por DCI, não restringe a autonomia clínica, não exige integração de sistemas clínicos, não representa uma orientação económica coerciva e não acrescenta complexidade burocrática ao ato de prescrever. Trata-se, em suma, de uma melhoria elementar de usabilidade, alinhada com os princípios da prescrição racional e com os objetivos de eficiência na utilização dos recursos públicos do SNS. A USF-AN propõe que a SPMS proceda à implementação da ordenação por preço na Prescrição Eletrónica Médica, considerando-a uma das formas mais simples, rápidas e eficazes de alinhar os instrumentos de prescrição com os critérios de avaliação das unidades funcionais. PR/HN/MM Associação nacional alerta que médicos são avaliados por despesa com medicamentos mas sistema de prescrição eletrónica não ordena opções por preço, criando incoerência organizacional [Additional Text]: Dinheiro_pig-shaped-piggy-bank-euro-banknotes-and-us-dolla-2025-01-07-23-13-00-utc_ENVATO