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MAZDA DÁ PASSO ATRÁS E ADIA PRÓXIMO ELÉTRICO DESENVOLVIDO DE RAIZ

Razão Automóvel Online

2026-05-13 21:02:06

A Mazda reviu a estratégia e adiou o lançamento do seu próximo elétrico desenvolvido de raiz para 2029, e os motivos são óbvios. Contra factos não há argumentos: a eletrificação deixou de ser uma hipótese para passar a ser uma inevitabilidade. Ainda que cada construtor siga o seu caminho, a tendência é transversal a todos: motores híbridos, híbridos plug-in e elétricos assumem um peso cada vez maior nas gamas. A Mazda, porém, tem seguido uma estratégia mais cautelosa do que a maioria dos rivais. Apesar de já comercializar modelos híbridos e 100% elétricos, o MX-30 foi o seu único modelo elétrico totalmente desenvolvido por conta própria . Os restantes resultam de parcerias estratégicas com outras marcas. É o caso dos recentes Mazda 6e e CX-6e, dois elétricos desenvolvidos em conjunto com a chinesa Changan. © Mazda O Mazda CX-6e é o novo SUV 100% elétrico do construtor nipónico, que resulta de uma parceria com a chinesa Changan. Nos planos da Mazda estava, para breve, o lançamento do seu segundo elétrico desenvolvido de raiz, mas os planos mudaram. A Mazda acaba de rever a sua estratégia e adiou o lançamento deste elétrico dois anos, para 2029. Em paralelo, a marca de Hiroshima anunciou uma revisão profunda da estratégia de eletrificação, reduzindo quase para metade o investimento previsto nesta área até ao final da década, e os motivos não podiam ser mais fáceis de perceber. Descubra o seu próximo automóvel: Menos elétricos e mais híbridos. Porquê? A decisão surge numa altura em que vários construtores começam a rever os planos definidos há poucos anos para os elétricos. A procura abaixo do esperado em alguns mercados, a redução de incentivos e as alterações nas políticas ambientais - sobretudo nos Estados Unidos - estão a levar várias marcas a desacelerar na transição. No caso da Mazda, a resposta passa por reforçar a aposta nos híbridos. A marca confirmou que irá lançar três novos modelos híbridos entre 2028 e 2030, aos quais se junta uma versão híbrida do CX-5, o modelo mais vendido do construtor a nível global. © Mazda Tanto os futuros modelos como a nova versão full-hybrid do CX-5 vão recorrer ao novo motor Skyactiv-Z, um bloco de quatro cilindros desenvolvido pela Mazda, associado a um sistema híbrido. Uma solução diferente daquela que equipa o CX-50 Hybrid, comercializados nos EUA, que utiliza tecnologia Toyota. Ao mesmo tempo, a marca japonesa reduziu significativamente as metas inicialmente definidas. Em vez dos anteriores 25% a 40% das vendas globais até 2030 serem representadas por elétricos, a Mazda baixou consideravelmente a fasquia para apenas 15%. China ganha ainda mais importância Apesar da Mazda ter revisto a estratégia, desengane-se quem pensa que os elétricos vão deixar de fazer parte da gama da marca. Pelo contrário, até à chegada do próximo elétrico próprio, a Mazda vai continuar a recorrer à joint-venture com a chinesa Changan para acelerar a ofensiva elétrica. Uma parceria da qual já nasceram o Mazda 6e e o SUV CX-6e, que já pudemos conhecer ao vivo e cujas encomendas para o mercado nacional já podem ser feitas, com preços a começar nos 44 985 euros. Conheçam-no em detalhe: Esta mudança estratégica da Mazda confirma aquilo que a própria marca sempre assumiu: ao contrário de muitos rivais, não quer liderar a corrida aos elétricos, preferindo observar a evolução do mercado antes de avançar de forma mais agressiva. Miguel Nascimento