CÂMARA DO PORTO VAI TER CARTA DE ÉTICA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
2026-05-13 21:01:58

A transformação digital proporcionada pela IA esteve em debate na FIL, em Lisboa Foto: Mário Vasa Conferência concluiu que é preciso uma mudança cultural e os cidadãos não podem ser excluídos. Rodrigo Passos, vereador da Câmara Municipal do Porto, afirma que a carta ética para a utilização da inteligência artificial (IA) vai ser lançada em breve. "O objetivo é que cada uma das pessoas da esfera municipal possa compreender as regras do jogo", avançou durante o Portugal Smart Cities Summit, que se realizou na FIL, esta terça-feira, em Lisboa. No painel de debate sobre "Transformação Digital & Dados para a Cidade", Vasco Anjos, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, apontou que a mudança digital é também o objetivo da autarquia. "Estamos a alterar a nossa arquitetura de gestão de dados, queremos ter uma cidade mais eficiente e preparar-nos para aproveitar a IA ao máximo", refere. Ponto assente entre os oradores foi a necessidade de uma mudança cultural nos municípios, empresas e sociedade civil. Fernando Reino da Costa, CEO da Unipartner, também insiste nessa mudança: "temos de colocar sentido crítico nos jovens". A confiança dos cidadãos na IA foi outra das questões levantadas. "Temos de garantir que as pessoas confiam no que estamos a fazer, porque a realidade é que temos imensos produtos a ser desenvolvidos, muitos algoritmos, vários modelos que saem todos os dias, que são atualizados diariamente, e acho que as pessoas não confiam no resultado que sai dali", afirma André Glória, professor auxiliar na Escola de Tecnologias Digitais Aplicadas do ISCTE Sintra e assistente de Investigação no Instituto de Telecomunicações do ISCTE Branch. No caso da aplicação da IA a outros níveis, como na prevenção de incêndios, João Bentes, Head of Institutional Affairs da GEOSAT, refere que "também no caso dos incêndios, que é bastante comum no país, é possível fazer muito para a prevenção a partir de dados de satélite". Para aquele responsável, "seja, mapear zonas mais secas, utilizando índices de vegetação - mais suscetíveis a arder - seja, identificar mato dito limpo e não foi, devem existir zonas de intervalos de segurança". Paulo Cavaleiro, deputado, presidente da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no Parlamento, destaca que a IA pode ter menos resistência na implementação dos pequenos municípios. "Às vezes é mais fácil, a decisão é mais rápida e há menos gente e menos resistência para implementar projetos". A transformação digital está aí e Rodrigo Passos alerta que esta não deve ser fator de exclusão de ninguém, nomeadamente dos mais velhos. O autarca considera tratar-se de um caminho de capacitação que deve ser feito com todos. Redação