SNS COM 711 VAGAS PARA CONTRATAR MÉDICOS DE FAMÍLIA E MAIS DE 1700 PARA HOSPITAIS
2026-05-12 21:06:44

Amadora-Sintra vai ter 90 vagas para contratar médicos de família. Medicina interna tem 201 lugares disponíveis O Ministério da Saúde identificou 711 vagas para a contratação de jovens clínicos para a área de medicina geral e familiar, 68 para saúde pública e 1749 para a área hospitalar. Está dado o pontapé de partida para o SNS poder contratar médicos recém-formados ou especialistas que, já tendo terminado a especialidade, não têm vínculo com o SNS. De acordo com o despacho, publicado ontem em Diário da República, os concursos para médicos de família e saúde pública serão abertos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Já na área hospitalar, caberá às unidades locais de saúde (ULS) e Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) lançar os procedimentos. Em Abril, a ministra Ana Paula Martins disse, no Parlamento, que este ano o mapa de vagas seria aberto com “todos os lugares identificados como necessários pelas unida-des locais de saúde”, em particular na medicina geral e familiar. Mas salientou que o ministério não consegue “obrigar os médicos a concorrer a zonas onde não querem e não têm motivação para estar”. No final de Março, segundo dados do Portal do SNS, existiam 1,6 milhões de utentes sem médico de família atribuído. Esta é, aliás, a especialidade com mais vagas disponíveis 711, o que representa um acréscimo às 579 lançadas na mesma altura do ano passado. O mesmo acontece com os lugares disponíveis para saúde pública e para os hospitais. Relativamente à saúde pública, no primeiro concurso de 2025 foram disponibilizados 57 lugares e na área hospitalar 1552. O número de vagas identificado ultrapassa, como tem sido hábito nos últimos anos, o número de médicos que terminaram a especialidade na primeira época de avaliação. De acordo com as contas do PÚBLICO às listagens divulgadas pela ACSS, concluíram a formação com êxito 1431 jovens médicos, dos quais 404 são de medicina geral e familiar e 26 de saúde pública. Os restantes dividem-se pelas diversas especialidades hospitalares. Caso no final dos concursos, que ainda terão de ser lançados, fiquem por ocupar postos de trabalho “em virtude de não terem sido escolhidos por nenhum candidato, o Ministério da Saúde “pode autorizar a contratação de pessoal médico sem vínculo ao SNS, na base da carreira, mediante contrato de trabalho sem termo”, desde que “os encargos com o recrutamento estejam devidamente cabimentados no respectivo orçamento”. Vagas para medicina interna Também ontem foi publicado o despacho que identifica os postos de trabalho que podem vir a ser preenchidos por especialidade e entidades de saúde. Assumindo que “ainda persistem assimetrias relevantes na afectação de médicos às diferentesregiõeseespecialidades,verifi# cando-se, ainda, carências acentuadas em zonas geográficas e áreas de intervenção de maior pressão assistencial”, esta listagem ainda identifica as vagas que poderão vir a ser identificadas como carenciadas. Na área de medicina geral e familiar, sobressaem algumas ULS por terem mais lugares disponíveis. Exemplo da ULS Amadora-Sintra com 90 vagas, sendo esta uma das entidades que têm mais população em números absolutos sem clínico atribuído. Já a ULS do Estuário do Tejo terá 35 vagas para contratar médicos de família, Loures-Odivelas com 52 e Leiria com 51. Na área hospitalar é a medicina interna especialidade que tem nos últimos anos ficado com muitos lugares desertos e que, mesmo na escolha para a formação de especialidade, se tem mostrado uma opção menos atraente que mais lugares terá disponíveis. São 201, dos quais 20 atribuídos à ULS Amadora-Sintra, 11 para São José e dez para a ULS de Santa Maria. Anestesiologia, com 126 vagas, e pediatria, com 109, são as outras duas especialidades com mais vagas para a contratação e ginecologia-obstetrícia com 91, área em que a falta de médicos tem levado ao encerramento de algumas urgências e foi a justifi# cação para a criação das urgências regionais da península de Setúbal e entre Loures e Vila Franca de Xira. Ana Paula Martins disse que mapa teria todos os lugares apontados como necessários pelas ULS Ana Maia