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PRAÇA DA LIBERDADE - PRECISAMOS DE UMA AUTOEUROPA NA SAÚDE!

Jornal de Notícias

2026-05-12 21:06:44

Diretor-executivo do Health Cluster Portugal O cluster nacional da saúde é hoje, antes de mais e, õno meu modesto entender, acima de tudo, detentor de um enorme potencial de desenvolvimento que, se bem aproveitado e adequadamente alavancado, õnos poderá trazer grandes alegrias, desde logo, ao nível do acesso a melhores e mais atempados cuidados de saúde, mas também ao nível do desempenho económico deste cada vez mais amplo e abrangente setor, sendo que estas duas dinâmicas se retroalimentam mutuamente. Este potencial resulta, essencialmente, de três origens: a) da reconhecida, cá dentro e lá fora, qualidade dos recursos humanos que todos os anos saem das nossas universidades; b) da, igualmente reconhecida, ciência que se faz no nosso país, nomeadamente num conjunto de instituições de referência, com resultados que comparam bem em termos globais; e c) do desempenho positivo, apesar de alguma turbulência e das vicissitudes que decorrem da sua elevada exposição e mediatização, do sistema e do Serviço Nacional de Saúde, na resposta equilibrada às necessidades das populações. Ora, é quanto ao aproveitamento deste potencial na sua dimensão de motor da economia que julgo valerá a pena refletirmos nas duas grandes opções que estão pela frente: a) mantermos, ainda que com boa margem para melhoria, o atual modelo, essencialmente baseado na capacidade do nosso tecido empresarial; ou b) ousarmos um passo mais ambicioso no sentido de criar as condições para a atração de investimento direto estrangeiro (IDE) estruturante. Não tendo qualquer dúvida quanto à opção, e certo da enorme dimensão das dificuldades e dos desafios que estão em cima da mesa, é aqui que o exemplo do projeto Autoeuropa ganha sentido, pela clarividência estratégica que encerrou e, sobretudo, pela determinação e concertação de vontades e de empenho que exigiu ao mais alto nível dos decisores políticos. Só assim foi possível acontecer, e desse modo a afirmação de uma fileira industrial de elevado impacto na nossa economia. Na saude, aparentemente, os ingredientes estão lá todos e o caminho das pedras, que comporta muitas especificidades desde logo, o caráter estratégico do papel que cabe ao SNS, enquanto grande comprador, e aos reguladores õno modo como o país é visto pelos grandes investidores =3 está mapeado e é conhecido. Faltará a visão, a determinação e a coragem para agir. No fínal do dia, a inação vigente inibe uma enorme oportunidade e, talvez pior, vai erodindo as bases da sustentabilidade do nosso sistema nacional de saúde. O exemplo do projeto Autoeuropa ganha sentido pela clarividência estratégica que encerrou e pela determinação e concertação de vontades e de empenho que exigiu ao mais alto nível dos decisores políticos Joaquim Cunha