GREVE DOS ENFERMEIROS LEVA PROTESTO AO MINISTÉRIO DA SAÚDE
2026-05-12 21:06:14

Mais de uma centena de enfermeiros de todo o país manifestaram-se hoje em Lisboa para exigir aumentos salariais, valorização da profissão e melhores condições de trabalho, num dia de greve nacional convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP). A manifestação coincidiu com o Dia Internacional do Enfermeiro e começou no Campo Pequeno, em Lisboa, pelas 10:30, seguindo depois em direção ao Ministério da Saúde, onde os profissionais chegaram cerca das 11:50. Durante o protesto ouviram-se palavras de ordem como “É urgente e necessário o aumento de salário”, “Governo escuta enfermeiros estão em luta” e “35 horas para todos sem demoras”. À agência Lusa, o presidente do SEP, José Carlos Martins, afirmou esperar que o Ministério da Saúde convoque o sindicato para uma reunião após a greve, nomeadamente para discutir a contagem de pontos para progressão na carreira. “Esperamos que o Ministério da Saúde, depois desta greve, desta manifestação do Dia Internacional do Enfermeiro, nos convoque para uma reunião, designadamente sobre a questão da contagem de pontos por avaliação de desempenho”, disse. Entre os manifestantes esteve Isabel Barbosa, enfermeira do Hospital Egas Moniz, em Lisboa, que justificou a participação com a necessidade de valorização da profissão. “Nós já temos horários muito penosos. Precisamos que valorizem a profissão de enfermagem”, afirmou à Lusa. Também presente na manifestação, o enfermeiro Ricardo Silva, do Hospital Santa Maria, alertou para a falta de profissionais nos serviços de saúde. “Nós temos serviços onde a dotação de enfermeiros está muito abaixo daquilo que são as recomendações da Ordem dos enfermeiros e de outras entidades”, declarou à Lusa. Segundo José Carlos Martins, a adesão à greve deverá ser elevada, sobretudo nos centros de saúde, consultas externas e blocos operatórios. “É expectável uma elevada adesão à greve, desde logo nos Centros de Saúde e nas consultas externas, onde os enfermeiros não têm o dever legal de comparecer, nos blocos operatórios, onde haverá vários encerrados e, portanto, necessidade da reprogramação das próprias cirurgias”, afirmou, acrescentando que os serviços mínimos estão assegurados. O SEP refere que a paralisação abrange enfermeiros dos setores público, privado e social, independentemente do local onde exercem funções. Entre as principais reivindicações estão a contratação de mais profissionais, o fim dos contratos precários, o pagamento dos retroativos entre 2018 e 2021 relativos à progressão na carreira e a aplicação do horário de 35 horas semanais a todos os enfermeiros. O sindicato contesta ainda o pacote laboral que o Governo pretende implementar e a proposta de novo Acordo Coletivo de Trabalho atualmente em negociação, considerando que as medidas poderão reduzir rendimentos e agravar os problemas já existentes na profissão. A greve pretende igualmente exigir um modelo de avaliação de desempenho “justa, sem quotas e objetiva”, que tenha em conta a prestação de cuidados e as competências de cada enfermeiro. lusa/HN Mais de uma centena de enfermeiros de todo o país manifestaram-se hoje em Lisboa para exigir aumentos salariais, valorização da profissão e melhores condições de trabalho, num dia de greve nacional convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP). [Additional Text]: greve enfermeiros_HN