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NÚMERO DE QUEIXAS POR BURLAS ONLINE TEM VINDO A AUMENTAR EM PORTUGAL

Now Online

2026-05-12 21:06:10

Só nos primeiros três meses deste ano, na área da guarda nacional republicana, foram registados quase trezentos casos. Esta força de segurança alerta que os criminosos estão cada vez mais especializados e que muitos deles se fazem passar por funcionários de entidades públicas ou agentes da autoridade. A crescente digitalização de serviços por partes de quase todas as entidades trouxe benefícios inegáveis à população, mas abriu também espaço ao surgimento de criminosos especializados que os sabem explorar com muita precisão. Em Portugal, o número de queixas por burlas na Internet não para de subir. Os dados divulgados pela Guarda Nacional Republicana (GNR) são preocupantes: nos primeiros três meses deste ano, só na área da GNR, foram registadas 298 situações de burla entre esquemas presenciais e ataques digitais. A este número somam-se 671 crimes de burla informática com a obtenção ilícita de dados através do método spoofing, que consiste em falsificar a origem de uma comunicação para que a mesma pareça estar a ser feita por uma entidade legítima. Neste tipo de burla, no ano passado, a GNR registou mais de mil casos, um aumento de 12% face ao registado em 2024. Nas chamadas burlas por falso funcionário, no esquema mais frequente, os criminosos apresentam-se como trabalhadores bancários. Os esquemas com falsos funcionários também envolvem entidades como Serviço Nacional de Saúde ou de serviços ligados ao setor da energia. Muitos burlões também se fazem passar por agentes das forças de segurança. Nesta última situação, nos primeiros três meses deste ano, foram registados 36 casos de falsos agentes de autoridade com uma preocupante taxa de sucesso de 86%. Neste período, duas pessoas foram detidas pela GNR por burla por falso funcionário. Esta força de segurança realça que a crescente taxa de sucesso deste tipo crime muito se deve ao recurso cada vez mais apurado de técnicas de manipulação psicológica para com as vítimas.