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ANA JORGE: "FIQUEI DE COLABORAR EM ALGUMAS ÁREAS" DO PACTO PARA A SAÚDE

Renascença Online

2026-05-12 21:06:10

A ex-ministra da Saúde confirma à Renascença que já reuniu e vai colaborar com Adalberto Campos Fernandes, o coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde. Ana Jorge sublinha que a Saúde não é irreformável e acredita que este esforço, a pedido do Presidente da República, "não vai falhar". "Eu acho que isto não vai falhar", exclama Ana Jorge questionada pela Renascença em que situação ficaria o Presidente da República, que aposta tanto na criação de um Pacto para a Saúde, se o esforço não fosse bem-sucedido. A ex-ministra da Saúde sublinha "que a saúde está numa situação muito preocupante" e que "é relevante chamar a atenção para alguns pontos e colaborar com os governos que estiverem em atuação para que se possa chegar a um entendimento básico. É muito, muito importante". Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui Nestas declarações à Renascença, Ana Jorge revela que já reuniu com Adalberto Campos Fernandes , também ele um antigo ministro socialista da pasta, e deverá colaborar em três áreas essenciais: "Uma delas poderá ser na organização do trabalho médico dentro do Serviço Nacional de Saúde. Outra estará na minha área específica, que é a saúde materno-infantil e também na área da continuidade de cuidados, a que me tenho também dedicado ultimamente de ponto de vista técnico". Ana Jorge admite, por outro lado, que a construção de um Pacto Estratégico para a Saúde contará com o envolvimento de especialistas de outras sensibilidades políticas: "Penso que todas as pessoas que poderão colaborar, e não são só estes antigos ministros que são, no fundo, da área do Partido Socialista". Questionada pela Renascença se a equipa de trabalho poderá integrar, também, alguma pessoa experiente da área do PSD, incluindo algum ex-ministro, Ana Jorge sublinha que é preciso ouvir todos os lados: "Claro. Tem que ouvir toda a gente, acho eu. Não sei qual é a ideia do professor Adalberto, mas obviamente que se é um Pacto significa que se tem de ouvir todos os lados, quer do lado mais à direita, quer do lado mais à esquerda, e a parte central obviamente. Todos têm de ser ouvidos". Antiga ministra confessa à Renascença que ainda desconhece o método de trabalho que será seguido, mas insiste que é possível chegar a um entendimento: "A saúde não é irreformável, acho eu. Agora, depende de qual é a reforma que queremos fazer". Apesar de se assumir como "uma defensora do Serviço Nacional de Saúde público", Ana Jorge diz que nada impede, como já hoje acontece, "a participação do setor privado e do setor social. Tem de haver regras muito bem definidas e coordenação dos processos. Obviamente que tem de existir uma abertura grande para haver algum entendimento, e há linhas básicas". A ex-ministra remata: "Se as pessoas estão bem-intencionadas e querem que os portugueses tenham saúde - sejam eles de que origem forem, estejam onde estiverem , podemos entender-nos". Exclusivo Renascença Pedro Mesquita