CITROËN Ë-C3 AUTONOMIA URBANA - UM UTILITÁRIO PENSADO PARA A CIDADE
2026-05-11 21:09:10

A Citroën alargou a oferta do ë-C3 com uma variante de autonomia urbana, pensada para tornar o acesso ao eléctrico mais em conta. Fomos a Marselha pô-la à prova. Carla B. Ribeiro a O ë-C3 Autonomia Urbana acaba de chegar para reforçar uma ideia que a Citroën tem procurado consolidar nos últimos anos: a mobilidade eléctrica não deve ser reservada a propostas caras ou a perfis de utilização desadequados, como deixou claro quando revelou o concept Oli e que serve de base para o caminho actual do emblema gaulês. Para contra-atacar a ideia de que um automóvel eléctrico tem de ser caro, o ë-C3 Autonomia Urbana apresenta-se, no período de lançamento, desde 17.990 euros, sendo o seu preço de tabela a partir de 19.990 euros. E, para mostrar que o automóvel se deve adaptar ao estilo de vida do condutor, equipa-o com uma bateria de química LFP, com 30 kWh de capacidade, cujo alcance é de pouco mais do que 200 quilómetros, apoiando-se nas estatísticas que apontam que um condutor médio europeu realiza entre 25 e 30 quilómetros por dia. A nova versão assenta na plataforma Smart Car e mantém a arquitectura já conhecida na gama, mas adapta o conjunto para uma utilização mais urbana, com a bateria a afirmar-se como uma escolha coerente para o posicionamento da versão: deslocações diárias, trajectos casa-trabalho, mobilidade em contexto urbano e utilização regular sem necessidade de grandes reservas para viagens longas. Ainda assim, o facto de a bateria aceitar carregamento rápido em corrente contínua até 30 kW não anula a possibilidade de uma saída para mais longe num fim-de-semana ou de uma viagem nas férias. Em corrente alternada, a bateria suporta potências de carregamento até 7,4 kW. Vivo, mas pouco rápido Com potência equivalente a 113cv, o ë-C3 Autonomia Urbana não se distingue pela rapidez (acelera de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos), mas no cenário para o qual foi desenhado parece um peixe na água, tirando partido de um binário máximo de 125 Nm, que se revela mais do que suficiente para rolar pela malha urbana. Já a velocidade máxima, de 125 km/h, pode parecer pouco convidativa a fazer auto-estrada, mas a Citroën compensa esse pequeno senão com um nível muito bom de conforto, particularmente em estrada aberta, graças à inclusão da suspensão Citroën Advanced Comfort desde a versão de acesso. Já em caminhos sinuosos ou esburacados, o ë-C3 vai queixar-se e o nosso corpo também. Ainda assim, o que mais sobressai depois de algumas voltas é a sua agi-lidade suave e a forma como se deixa conduzir com facilidade. É que, ao contrário do que sucede com alguns eléctricos, a calibração do pedal do acelerador permite ver a velocidade aumentar de forma progressiva. Não sentimos o mesmo com o pedal vizinho, embora não tenhamos circulado quilómetros suficientes para concluir que os travões precisam de afinação aprimorada. Simples, mas recheado A ideia é de apostar na simplicidade e, assim, cortar custos, dando continuidade à lógica também anunciada com o Oli. Mas isso, concluiu a Citroën, não implica sacrificar o bemestar a bordo. Por isso, dotou o ë-C3 com vários elementos que se propõem a oferecer uma boa experiência. É o caso de uma espécie de “headup display” que recorre a uma faixa que se espraia por todo o tablier, da inclusão de ar condicionado e de sensores de luz de série ou do sistema My Citroën Play com smartphone station, valendo-se da ideia de tornar o smartphone parte da experiência automóvel. A segurança e as ajudas à condução são igualmente relevantes nesta proposta. O ë-C3 Autonomia Urbana integra um conjunto alargado de sistemas no Pack Safety, já em conformidade com a norma GSRV2.2, incluindo travagem automática de emergência com aviso de colisão frontal, alerta de saída de faixa, reconhecimento de sinais de trânsito, cruise control com limitador, assistente de arranque em subidas e detecção de pneu vazio. A gama em Portugal inclui ainda as versões Plus e Van, esta última com homologação N1, orientada para utilização profissional, beneficiando de garantia Citroën We Care, com cobertura até oito anos ou 160 mil quilómetros. Veredicto O ë-C3 Autonomia Urbana constitui uma proposta racional para a mobilidade eléctrica em cidade, ao combinar um preço relativamente acessível com autonomia suficiente para o uso diário. Não impressiona pelo desempenho, mas dá cartas na racionalidade e na coerência. a A Toyota prepara-se para expandir a sua oferta eléctrica em Portugal com o lançamento do bZ4X Touring, uma variante do seu conhecido SUV que coloca o foco na versatilidade e na aventura em família.com chegada prevista aos concessionários nacionais já durante este mês de Maio, o novo modelo 100% eléctrico destacase por um crescimento de 14 centímetros no comprimento exterior, uma alteração que permite aumentar a capacidade de carga em quase 50 por cento face ao bZ4X convencional. De acordo com a Toyota, o bZ4X Touring foi projectado para estilos de vida ao ar livre, oferecendo uma bagageira de 669 litros (medidos até à chapeleira). Este valor coloca o modelo entre os melhores do seu segmento, permitindo acomodar facilmente o equipamento desportivo ou as bagagens de toda a família. Em termos estéticos, a robustez é sublinhada por pára-choques redesenhados, novas protecções inferiores e barras de tejadilho de série, capazes de suportar até 80kg de carga adicional. Primeiras impressões de condução Tivemos a oportunidade de conduzir o bZ4X Touring na Eslovénia, num trajecto que, embora curto, foi muito variado, englobando estradas de montanha e troços em terra batida. A unidade testada, com tracção frontal, surpreendeu pela disponibilidade mecânica, demonstrando fôlego para manter ritmos elevados sem esforço aparente. O comportamento dinâmico é marcado por uma grande suavidade de rolamento. O bZ4X Touring apresenta um pisar firme, que transmite confiança nas trajectórias, mas sem comprometer o conforto dos ocupantes. Esta sensação de segurança é reforçada pelo tacto do volante e pela eficácia do sistema de travagem. No que toca à eficiência, os consumos registados nesta primeira abordagem parecem acompanhar a evolução introduzida na gama bZ4X, revelando-se significativamente mais comedidos do que os verificados na primeira geração do modelo original. Potência e tracção integral No capítulo mecânico, o novo modelo apresenta-se com duas opções distintas, ambas alimentadas por uma bateria de 74,7 kWh. A versão de tracção dianteira (FWD) oferece 224cv e uma autonomia que pode chegar aos 591 quilómetros em ciclo combinado WLTP. No entanto, é na versão de tracção integral (AWD) que a Toyota estabelece um novo marco.com 280 kW (o equivalente a 380cv), o bZ4X Touring torna-se o modelo mais potente da marca fora da linha desportiva GR, sendo capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 4,5 segundos. Para garantir que esta potência é aproveitável fora do asfalto, a variante AWD conta com os sistemas X-Mode e Grip Control, herdados da vasta tradição da Toyota no segmento dos todo-o-terreno. Estes sistemas optimizam a tracção em superfícies escor-regadias, como lama ou neve, e incluem assistência em descidas e passagens a vau até 50cm de profundidade. Eficiência e rapidez no carregamento A gestão térmica da bateria foi um dos pontos de melhoria destacados pela marca japonesa. O sistema de pré-condicionamento permite manter a eficiência do carregamento mesmo em temperaturas extremas de-20°C. Num posto de carregamento rápido de 150 kW DC, é possível recuperar de 10 a 80 por cento da bateria em 28 minutos. Para o carregamento em postos lentos (de corrente alternada) ou via wallbox, o veículo está equipado com carregadores de bordo de 11 kW ou 22 kW, dependendo da versão escolhida. A confiança na durabilidade da tecnologia eléctrica é reforçada com a garantia Toyota Relax, que assegura, pelo menos, 70 por cento da capacidade original da bateria até aos dez anos ou um milhão de quilómetros percorridos, mediante a realização de uma verificação anual na rede oficial. Em Portugal, a gama bZ4X Touring estará disponível com preços a partir dos 52.200 euros para a versão Premium FWD, subindo para os 59.900 euros na versão Lounge AWD, a mais equipada do catálogo. A marca já iniciou o período de reservas online, prevendo que a campanha de comunicação e as primeiras entregas ocorram durante o mês de Junho. A nova versão assenta na plataforma Smart Car e mantém a arquitectura já conhecida na gama Carla B. Ribeiro