PCP INDICA BERNARDINO SOARES PARA PACTO DA SAÚDE E CRITICA ESCOLHA DE CAMPOS FERNANDES COMO COORDENADOR
2026-05-11 21:01:40

Os comunistas avisam mesmo que a iniciativa do Presidente da República “poderá caucionar e branquear o percurso de ataque ao SNS dessas forças políticas, mas não contribuirá para garantir a sua defesa e valorização”. Bernardino Soares vai representar o PCP na estrutura para negociar o Pacto Estratégico para a Saúde, uma iniciativa do Presidente da República. Nos últimos anos, o antigo líder parlamentar comunista e ex-presidente da câmara de Loures tem acompanhado esta área e irá ser o contacto, apesar “das opiniões e dúvidas expressas” pelo partido sobre a eficácia da iniciativa. Em comunicado enviado às redações, e a que a Renascença teve acesso, os comunistas criticam o Pacto Estratégico para a Saúde e, sobretudo, a escolha do ex-ministro Adalberto Campos Fernandes para coordenar a iniciativa de António José Seguro. “Com a frontalidade e clareza que determinam o relacionamento com a Presidência da República, o PCP não deixou de assinalar o facto de a figura escolhida para coordenar o “Pacto Estratégico para a Saúde” ser conhecida pelo seu posicionamento e visão favoráveis a um crescente papel dos grupos económicos no sector”, justifica o PCP. Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui Os comunistas consideram que o “principal e verdadeiro” pacto sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é a Constituição e “o seu cumprimento”. Na nota de imprensa é ainda defendido que a iniciativa de Seguro, “independentemente do sentido e intenção, não conduzirá ao que se impõe e exige quanto a uma verdadeira política de valorização do SNS e dos seus profissionais”. Muito céticos em relação ao resultado que o Pacto poderá trazer, o PCP considera ainda que a iniciativa “traduzir-se-á, nas atuais circunstâncias e atentas as forças políticas em presença, num novo e mais formalizado plano de ataque ao SNS e de favorecimento aos grupos económicos que fazem da doença um negócio”. Com a maioria de direita no Parlamento, o PCP considera que “de facto, não é crível que aqueles que tudo têm feito para atacar o SNS e comprometer o direito à Saúde consagrado na Constituição da República sejam componente séria para encontrar as respostas que o reforcem e afirmem como garantia primeira e principal desse direito”. Os comunistas avisam mesmo que a iniciativa do Presidente da República “poderá caucionar e branquear o percurso de ataque ao SNS dessas forças políticas, mas não contribuirá para garantir a sua defesa e valorização”. PACTO ESTRATÉGICO PARA A SAÚDE Susana Madureira Martins