HOSPITAIS PROTOCOLADOS COM O SNS REDUZEM ATIVIDADE CIRÚRGICA EM 2025
2026-05-11 21:01:40

De acordo com os dados, 2.703 utentes encontravam-se em espera para cirurgia de cardiologia, mais 39,5%, dos quais 58,6% com espera superior ao TMRG, menos 0,3 p.p. do que em 2024. Facebook Twitter Linkedin Pinterest Tumblr Pocket A A atividade cirúrgica nos hospitais protocolados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) registou uma quebra de 7% no segundo semestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, enquanto os hospitais de destino aumentaram em 4,5% o número de intervenções realizadas, segundo dados hoje divulgados pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS). De acordo com a “informação de monitorização sobre os tempos de espera no SNS, relativos ao segundo semestre de 2025”, os hospitais protocolados, pertencentes aos setores privado e social e com acordos com o SNS, realizaram 9.963 cirurgias programadas, excluindo intervenções oncológicas e cardíacas. O incumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) nas cirurgias efetuadas nestas unidades foi de 2,6%, representando uma redução de 2,2 pontos percentuais relativamente ao período homólogo. No final de dezembro de 2025, encontravam-se 3.316 utentes em lista de espera para cirurgia nestes prestadores, menos 3,4% do que em 2024, com uma taxa de incumprimento dos TMRG de 1,8%. Na cirurgia oncológica, os hospitais protocolados realizaram 72 intervenções programadas, o que corresponde a uma quebra de 30,8% face ao mesmo período do ano anterior. O incumprimento dos tempos máximos de resposta situou-se nos 19,4%, menos 2,7 pontos percentuais. No final do ano estavam 13 utentes em espera para cirurgia oncológica nestas unidades, dos quais 15,4% já tinham ultrapassado os prazos legalmente definidos. Já os hospitais de destino, que recebem doentes encaminhados através de vale cirurgia ou nota de transferência emitidos pelos hospitais públicos sem capacidade de resposta atempada, realizaram 13.312 cirurgias programadas, excluindo igualmente as áreas oncológica e cardíaca, mais 4,5% do que em 2024. Nestes hospitais, a taxa de incumprimento dos TMRG foi de 26,8%, mais 1,9 pontos percentuais do que no período homólogo. A 31 de dezembro de 2025 havia 6.092 utentes em espera para cirurgia nos hospitais de destino, menos 6,2% do que em 2024, sendo que 16% já tinham ultrapassado o limite legal de espera. No caso das cirurgias oncológicas, os hospitais de destino realizaram 268 intervenções programadas, com um incumprimento dos TMRG de 50,4%, apesar de uma redução de 0,8 pontos percentuais face ao ano anterior. No final do ano estavam 138 utentes em espera para cirurgia oncológica nestas unidades, dos quais 31,2% tinham ultrapassado os tempos máximos legalmente previstos. Segundo a ERS, os hospitais protocolados representaram apenas 0,2% da atividade de cirurgia oncológica, com 72 intervenções realizadas, enquanto os hospitais de destino representaram 0,8%, com 268 cirurgias, num universo dominado pelos hospitais públicos, responsáveis por 34.771 intervenções, correspondentes a 99% da atividade. “Face a igual período de 2024, verificou-se uma diminuição da atividade global de 2,7%, como consequência da diminuição da atividade realizada pelos hospitais públicos (menos 3,0%) e pelos prestadores protocolados (menos 30,8%), que contrasta com o aumento de atividade dos hospitais de destino (107,8%)”, sublinha a ERS. Os hospitais protocolados e os hospitais de destino não realizaram cirurgias programadas de cardiologia nem apresentavam utentes em espera nesta área. Durante o segundo semestre de 2025, o recurso a vales cirurgia e notas de transferência resultou na concretização de 7,7% dos 3.493 documentos emitidos, mais 3,5 pontos percentuais face a 2024. Entre os utentes operados através destes mecanismos, 78% foram tratados em hospitais privados e 22% em instituições do setor social. Relativamente aos tempos de espera, os dados indicam que 20,4% dos utentes operados em hospitais públicos ultrapassaram os limites legais definidos para o respetivo nível de prioridade. Nos prestadores protocolados, o incumprimento foi de 19,4%, enquanto nos hospitais de destino atingiu os 50,4%. “Comparando com igual período de 2024, verificou-se uma diminuição na percentagem de incumprimento do TMRG transversal aos três grupos de prestadores considerados”, refere a ERS. A entidade reguladora acrescenta que a redução do incumprimento dos TMRG foi observada em todos os níveis de prioridade, com exceção dos utentes classificados com prioridade “normal” operados nos hospitais protocolados e dos doentes considerados “muito prioritários” operados em hospitais de destino. Quanto à mediana do tempo de espera, verificou-se um aumento nas cirurgias oncológicas realizadas nos hospitais públicos e protocolados, enquanto nos hospitais de destino se registou uma diminuição. Facebook Twitter Linkedin Pinterest Tumblr Pocket ON Centro + Lusa