“PAVOROSO INCÊNDIO” ARRASOU AS FÁBRICAS TRIUNFO NA BAIXA
2026-05-10 21:06:19

8/12/1938 Chamas ameaçaram “todo um quarteirão de prédios” e foram combatidas por nove corpos de bombeiros. Ficaram feridas 72 pessoas “PAVOROSO INCeNDIO” ARRASOU AS FABRICAS TRIUNFO NA BAIXA = m pouco mais de duas horas, na noite de 8 de dezembro de 1938, um violento incêndio reduziu a «uim monte disfome e fumegante de ruínas» a maior parte dos edificios da fábrica de bolachas e massas Triunfo, na Avenida ds Okciros, junto à Estação Nova de Coimbra O fogo começou às 22h30 no «fomo pequeno da secção de fabrico de bolacha, tendorapidamente passado a0s escritóriose destes, sucessivamente, a mais dois COpS ds edificios das importantes fábricas, tend redridotudo a um montão de escombros», noticiou o Diário de Coimbra, referindo-se a «uma horrorosa tragédia que deixou toda a cidade consternada» e sem trabalho quase quatro centenas de operários, dos quais 110 mulheres O combate às chamas revelou a impreparação dos bmbeiros municipais, ainda traumatiads pelo trágico simulacro que nesse mesmo ano, durante as Festas da Cidade, causara a perda de 12 jovens vidas na Praça da República «o ataque dos bombeiros foi de entrada impotente para localizar o incêndio nos escritórios Osbmbiros, embra dtados de bom material, verificou-se que estão pessimamente instruídos na sua utilização. Viram-se aflitos para montar a modema escada "Magirus” e de duas agulhctas em exercício pela frontaria, até certa altura, inutilizava-se o híquido visto ser lançado do mcio da via pública, talvez com medo do calor que, aliás, naquele momento não era ainda sufocante Aqui e além, entre a população trabalhadora, ouvem-se gritos e choros convulsivos dadas as proporções do incêndio e a perspctiva da paragem de tantos braços que ali arancavam o seu pão», lia-se nojomal d dia seguinte. Não obstante «os esforços despendidos eno meio da geral confusão, que não devia existir se o pessoal estivesse convenientemente adestrado», ofogo tomou «proporções assustadoras» eas chamas, que se elevavam a grande altura, depressa consumiram o edificio central da fábrica Preocupação maior era também irmpedir que o incêndio atingisse «odo um quarteirão de prédios», fábricas e amazéns vizinhos, em especial da Vacuum Oil Companye da Companhia União Fabril (CUF, pelo perigo acrescido de gasolinas, pctrólcos, óleos, enxofre e outras «matérias inflamáveis» ali existentes As primeiras horas da madrugada, «com o fogo em decrescente atividade, visto que das Fábricas Triunfo só restavam as paredes», começou a chegar valiosa ajuda ds bmbeiros da Hõgucira da Foz, de Cantanhede, Soure, Agueda, Avciro, Pampilhosa do Botão e até do Porto, que fizeram a viagem em «menos de duas horas». Mas também sokados de Metralhadoras2 de Artilharia e da Administração Militar e muitos populares colaboraram para retirar materiais em risco, enquanto a PSP mantinha a distância segura milhares de pessoas que acorreram para vero o «emocionante e doloroso espctáculo». No posto de socorrosmontadono lo cal pekosbombciros municipais foram assistidas 72 pessoas que participaram no combate a0 fogo, nomeadamente 32 bombeiros e populares e 40 soldados, todos com ferimentos sem gravidade. «As 3h30 3h30 começaram começaram OS OS tra-trabalhos de rescaldo, rescaldo, que que segui-seguiram ram pela madrugada madrugada adiante, adiante, pela pela pela manhã manhã e epcla epela tarde de de on-ontemo, tem, registou registou o o Diário Diário de de Coimbra . apontando, em resultado do «pavoroso incêndio quereduziu toxda a fábrica a um braseiro irmenso», para uma estimativa de 35 mil contos de prejuízos cobertos pkor duas companhias inglesas de seguros em cerca de 60 mil libras Da unidde industrial na Avenida dos Oleiros apenas escapmui a secção de moagem, que voltou entretanto a funcionar. Mas a sociedade de Mercearias e Farinhas Limitada “Fábricas Triunfoy, criada em l de fevereiro de 1923 por um grupk de empresários liderado pKor Mário Pais e Adriano Viegas da Cunha Lucas (fundador do Diário de Coimbra), não baixou os braços e anunciou que iria «reconstruir imediatamente» as fábricas no mesmo local, «de maneira a brevemente voltarem à sua laboração»». MS. Memórias | Página 2 “ Fazer surgir das cinzas umas novas Fábricas Triunfo” Dez dias após o incêndio, o diretor das Fábricas Triunfo, Mário Pais, expressou a determinação de «fzer surgir das cinas» novos edificios fabris, no mesmo local, o que viria a concretiar-se dois anos depois Na nova fábrica, de cujo projcto apenas havia então “um ligeiro esboço”, seriam utiliados «em grande escala o cimento armado e o ferro», resistentes a0 fogo. Aos jomalistas, adiantou a preocupação de «dar as melhores condições de salubridade às oficinas», adquirir modema maquinaria e dotar «a futura fábrica de balneários, refeitórios, vestiários e uma cozinha mecânica que permita fornecer refeições por preços módicos ou até gratuitas ao pessoab, assumindo a empresa, à partida, a manutenção de 330 postos de trabalho (249 homens e 81 mulheres). Fábrica que ardeu em 1938 na Ra dos Oleiros foi recons truida e erca de dois anos depois voltou a funcionar Três edificios das Fábricas Triunfo foram destruídos pelo fogo M.S.