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NOVA FRENTE DE GUERRA ÀS PORTAS DO LÍBANO

Expresso

2023-10-13 06:00:18

Pés à porta de Gaza, olhos no Líbano Hezbollah Hipótese de abertura de nova frente de guerra a norte preocupa o recém-formado Governo de emergência nacional Os nervos estão à flor da pele em Israel. Quarta-feira à noite, o Comando de Proteção Civil mandou para os refúgios dois milhões de israelitas que vivem entre a cidade de Haifa e a fronteira com o Líbano. Receava-se que terroristas do Hezbollah, grupo libanês pró-iraniano, se tivessem infiltrado em Israel, como fizeram, no sábado passado, 1500 homens do braço armado do Hamas. Por outro lado, havia rumores de um drone lançado pelo Hezbollah em espaço aéreo israelita. Pouco depois, o porta-voz do exército israelita anunciou que nem uma coisa nem outra tinham acontecido. Houve uma falha no sistema de alarmes. Muitos dos que vivem na primeira linha, junto da cerca fronteiriça entre Israel e o Líbano, têm vivas na memória as imagens da guerra de 2006. As autoridades locais aconselharam as famílias a evacuar a zona e todos acataram. Só se veem unidades militares na zona, incluindo tanques. A força aérea israelita continua a bombardear a Faixa de Gaza de forma inédita. Atinge o que define como alvos militares do Hamas. Governo de unidade O país tem um novo Governo de emergência nacional, cujo gabinete de guerra inclui o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e o dos Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, todos do partido Likud (direita), e dois destacados generais jubilados, com grande experiência de combate, dirigentes da oposição centrista: Benny Gantz, ex-ministro da Defesa, e Gadi Eizenkot, antigo chefe do Estado-Maior do Exército. Há lugar reservado para o ex-primeiro-ministro Yair Lapid, se o quiser. Fora do gabinete de guerra ficam os sectores mais radicais do Governo, assentes numa aliança de direita, partidos judeus ultraortodoxos e extrema-direita. A possibilidade de guerra em duas frentes somando ao Hamas o Hezbollah, no Norte do país é vista no Governo como de alto risco. O grupo islamita libanês apoiado por Teerão conta com pelo menos 150 mil mísseis de alta precisão capazes de alcançar todo o território israelita. Ecos da História O debate no Executivo parte da comparação entre duas guerras passadas. Em 1967, antes da Guerra dos Seis Dias, Israel viveu três semanas de grande temor, face às ameaças de extermínio sírias e egípcias, transmitidas através da emissora de rádio Voz do Cairo, em hebraico, criada pelo regime egípcio: “Telavive será totalmente destruída, as nossas bombas atingirão os alvos. Sionistas, para onde ides correr? Não podereis resistir nem sequer duas horas... Presidente Nasser, estamos consigo! Vamos destruí-los, queimá-los, reduzi-los a pó.” Receava-se que Israel perdesse a independência, prepararam-se cemitérios em parques e jardins das grandes cidades, e reservistas, entre eles professores universitários, entregaram aos seus parentes pastilhas de cianeto para o caso de os exércitos inimigos chegarem às suas casas. Israel começou por bombardear as forças aéreas egípcia e síria antes de elas poderem descolar. Obteve a sua maior vitória militar, contra todas as previsões, e ocupou ao Egito o deserto do Sinai (o triplo do território israelita original) e a Faixa de Gaza; à Jordânia, Jerusalém Oriental, incluindo o Muro das Lamentações, lugar mais sagrado do judaísmo, e a Cisjordânia; à Síria, os montes Golã. Em 1973, nos dias anteriores à festa do Yom Kippur (Dia do Perdão), surgiram informações sobre uma possível ofensiva egípcia e síria. Washington aconselhou Israel a não atacar primeiro se quisesse o seu apoio. O resultado foi um ataque surpresa às 14h de 6 de outubro, quando muitos israelitas rezavam e jejuavam. A soberania de Israel esteve em perigo vários dias. O desespero inicial das forças militares limitadas e sem reforços no Canal do Suez e nos montes Golã, com soldados a implorar socorro através do sistema de comunicação militar tem eco até hoje. Apesar dos 2500 mortos em 19 dias de guerra, Israel ganhou a guerra, com armamento enviado pelos americanos. O gabinete de guerra israelita debate agora se adota o modelo dos Seis Dias ou do Yom Kippur. Não quer ser surpreendido pelo Hezbollah. Poderá valer um ataque preventivo? É uma situação de altíssima volatilidade, em que as partes se observam e um erro de cálculo causa um cenário de enorme perigo. O discurso de Joe Biden serviu de cheque em branco para Israel em Gaza, mas também de advertência séria ao Hezbollah e ao Irão. O Presidente não se ficou pelas palavras, ao enviar para o Leste do Mediterrâneo o porta-aviões “Gerald Ford”. Um dos fundadores do Hamas em 1987, Khaled Mashal, que vive em Doha (Catar), pediu a todo o mundo islâmico uma guerra santa contra os israelitas. O “Dia D” é hoje, sexta-feira, em que os muçulmanos vão à mesquita. internacional@expresso.impresa.pt Incursão por terra é dada como certa e muito arriscada Estado judaico prometeu eliminar o Hamas. Apesar de não haver decisão final, o exército prepara-se para entrar em Gaza. Operação vai demorar Entre o ataque levado a cabo pelo Hamas, sábado, e a retaliação de Israel, há a lamentar mais de 2 mil mortes. A mobilização de 300 mil reservistas israelitas, o cerco à Faixa de Gaza e as declarações políticas da semana remetem para uma escalada. Depois de quarta-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter formado um governo de unidade nacional e um gabinete de guerra, o ministro da Defesa, deixou a promessa: “Apagar essa coisa chamada Hamas da face da Terra.” Declarações de Yoav Gallant no domingo já tinham gerado especulação sobre quão longe Israel se dispõe a ir na resposta contra o ataque que sofreu. Já houve ataques aéreos e comida, água e eletricidade não entram na Faixa de Gaza, morada de 2 milhões de pessoas. “O preço que a Faixa de Gaza vai pagar será pesado e vai mudar a realidade durante gerações”, disse o ministro, citado pela agência Reuters. A possibilidade de incursão israelita na Faixa de Gaza foi ganhando destaque. “Parece--me claro haver aqui, quase dia a dia, um sentimento crescente do Estado de Israel de que terá de haver uma ofensiva terrestre”, indicou ao Expresso Germano Almeida. O comentador da SIC entende que perante as ações do Hamas, “bombardeamentos sobre Gaza não bastariam para que Israel se sentisse, neste momento, minimamente vingado perante as atrocidades que aconteceram desde sábado”. O ataque surpresa do movimento radical palestiniano, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, envolveu o disparo de milhares de rockets contra Israel e a entrada de milícias. Centenas de pessoas morreram e houve civis a serem levados como reféns. Preparativos em marcha “A pressão política em Israel para entrar em Gaza é alta, com os israelitas a recuperarem do ataque brutal do Hamas. Como resultado, os dirigentes israelitas procuram destruir o Hamas, o que é difícil de fazer, mas impossível sem entrar em Gaza em força durante um período prolongado”, afirmou ao Expresso Daniel Byman, membro do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede em Washington. No entanto, o especialista alerta que tal operação será “muito difícil”. Quinta-feira, o tenente-coronel Richard Hecht fez saber que ainda não havia decisão sobre uma invasão de Gaza, mas que o exército estava a preparar-se nesse sentido. Invadir, e depois? Em 2005, após o cessar-fogo que pôs fim à segunda Intifada (revolta palestiniana), Israel retirou-se da Faixa de Gaza unilateralmente. Cerca de 18 anos depois, uma incursão terrestre poderia resultar em nova ocupação. Almeida prevê uma operação terrestre “iminente”. Seria uma demonstração de força de Israel, afirma, e “implicaria recuperar Gaza”. No entanto, reconhece que isso levaria outros atores regionais a pronunciar-se e que “Israel terá grandes dificuldades e correrá riscos ao realizar uma operação terrestre”. Numa análise publicada pelo think tank Atlantic Council, Alex Plitsas partilha a sua convicção de que a única forma de Israel destruir as capacidades militares do Hamas é “uma guerra urbana quarteirão a quarteirão, casa a casa”, que pode durar vários meses. Defende, porém, que ainda que o resultado fosse favorável a Israel, “não seria um ponto final. Seria necessária uma importante decisão política: se Israel planeia devolver o controlo e segurança a alguma fação ou grupo palestiniano depois da conclusão da operação”. Salomé Fernandes sfernandes@expresso.impresa.pt Irão ajudou a armar o Hamas, mas ninguém o quer na guerra O pior ataque da história de Israel só foi possível graças a financiamento de Teerão. Isso não significa que o regime estivesse a par dos planos do Hamas Mal as atrocidades cometidas pelo Hamas em Israel começaram a correr mundo e em especial quando se constatou o volume de armamento usado e a estratégia engenhosa com que enganou os serviços secretos israelitas , o papel do Irão começou a ser dissecado. Teria fornecido os milhares de rockets lançados? Haveria Guardas da Revolução em Gaza? O Irão deu “luz verde” ao ataque? Israel afastou a possibilidade de envolvimento direto da República Islâmica no ataque, que matou mais judeus do que tombaram na Guerra dos Seis Dias (1967). “O Irão é um ator importante, mas ainda não podemos dizer se esteve envolvido no planeamento ou no treino”, disse Daniel Hagari, porta-voz das forças de defesa de Israel. “Não há provas concretas que liguem o Irão ao ataque do Hamas. O Irão negou-o e os Estados Unidos dizem não ter conhecimento direto do papel do Irão no ataque”, afirma ao Expresso Ghoncheh Tazmini, investigadora em Relações Inhuthis ternacionais. “É crucial distinguir o apoio iraniano ao Hamas e a coordenação mais ampla dentro da Frente de Resistência da última ação do Hamas. Embora o Irão colabore com o Hamas, é duvidoso que tenha desempenhado um papel significativo neste incidente específico. Continua a ser principalmente uma questão palestiniana. No final, é uma ação levada a cabo pelo Hamas motivada pelos seus próprios interesses, moldados pelas circunstâncias palestinianas.” A “Frente de Resistência” de que fala a iraniana passa pelo apoio de Teerão a atores regionais cujas agendas servem os seus interesses, designadamente o combate a Israel. Esse arco de influência passa pelo Iraque (país de maioria xiita), pelo Líbano (onde o movimento xiita Hezbollah é um fiel aliado), pela Síria (onde o Irão ajudou Bashar al-Assad a manter-se no poder), pelo Iémen (onde tem ascendente sobre os rebeldes xiitas) e pelo Hamas, que, até este ataque, era o único esboço de resistência à ocupação israelita. Khamenei saúda crimes Num discurso televisivo, usando lenço palestiniano, o líder supremo do Irão saudou a derrota “irreparável” de Israel. “Beijamos as mãos dos que planearam o ataque ao regime sionista”, disse o aiatola Ali Khamenei. A República Islâmica só reagiu ao terceiro dia. “O Irão só foi apanhado de surpresa quanto ao timing”, diz ao Expresso Tiago André Lopes, da Universidade Portucalense. “Economicamente, o Irão viabilizou tudo o que está a acontecer, mas não sozinho. Formalmente, o Irão e o Catar são financiadores do Hamas.” Khalid Mashal, fundador e rosto do Hamas, vive no Catar. “O grau de organização do Hamas é surpreendente. Este ataque revela um nível de planeamento a cinco ou seis anos, pelo menos”, continua. “É provável que o Irão tivesse noção do que estava a ser preparado. Não acredito que financiasse e não soubesse que havia uma operação em curso. O Hamas já disparou mais de cinco mil mísseis. Agora, se sabia que iria ser agora, parece-me que não. Foi mantido um pouco às cegas. Interessa a estas forças radicalizadas proteger o financiador.” Também Washington afastou o Irão do centro da “Tempestade Al-Aqsa”, como lhe chamou o Hamas. “Ainda não vimos provas de que o Irão tenha dirigido ou estado por detrás deste ataque, mas existe uma longa relação”, disse o secretário de Estado Antony Blinken. “O Irão sempre apoiou o Hamas. O montante e os tipos de apoio não são nem nunca serão conhecidos”, diz ao Expresso Javad Heirannia, do Centro de Investigação Científica e Estudos Estratégicos do Médio Oriente, de Teerão. “O facto de os Estados Unidos deixarem claro que o Irão não deu apoio direto ao ataque serve para evitar que a guerra se alastre. Parece que o esconderiam mesmo que soubessem que tinha havido apoio direto. Maior desestabilização da região não é do interesse da América nem do Irão”, diz o iraniano. Se Israel optar por destruir o Hamas, “será desastroso para o Irão”, conclui. “Nenhuma das forças de resistência tem peso geopolítico e tanto poder de fogo como o Hamas.” Margarida Mota mmota@expresso.impresa.pt A sociedade israelita sente uma profunda vontade de vingança, diz familiar de vítimas dos massacres do Hamas no passado sábado Yafiperdeu os primos em Kfar Aza Quando Yafi Shpirer ligou a televisão, às primeiras horas de sábado, a vida mudou. Já se alterara antes, com as sirenes a ecoarem e os estrondos da salva de dois mil mísseis disparados contra Israel. Mas a crueza das novas circunstâncias demorou um pouco mais a revelar-se de forma cabal. “Foram 48 horas de tensão muito intensa, uma sensação desconhecida de fim da vida. Quando não se sabe o que está a acontecer, não se pode estar seguro”, conta ao Expresso esta israelita sexagenária. Como milhões de israelitas, e não só, Yafi passou a ouvir ininterruptamente uma banda sonora feita de ruído e medo. “Quando acontecem coisas assim, a televisão fica sempre ligada. Tentamos desligá-la, para passar tempo com os nossos netos, mas é uma bomba-relógio. E ouvimos as explosões daqui, não é um barulho agradável. Não é música.” Terror e devastação Mais descobertas se seguiriam. Em Kfar Aza, aldeia perto de Gaza onde se empilham corpos, entre casas e carros queimados e mobília espalhada pelo chão, os primos de Yafi Shpirer, de 67 e 68 anos, morreram no sábado infame, 7 de outubro. “Os meus primos Orly Pinko e David Shwartzman foram assassinados no primeiro dia do ataque terrorista, quando estavam dentro de casa”, refere YafiShpirer ao Expresso. Terça-feira, três dias depois dos ataques, os boatos não confirmados eram de que até bebés teriam sido decapitados. “Na mesma aldeia, encontraram 40 crianças mortas. Nem quero pensar sobre isso ”, admite Yafi Shpirer, cidadã israelita prestes a completar 64 anos (até ao momento não há confirmação da veracidade das notícias que circulam e dão conta de quatro dezenas de menores mortos). 30 segundos para fugir Os soldados israelitas demoraram 12 horas a chegar ao local, e encontraram mulheres decapitadas, corpos envolvidos em sacos plásticos, um cheiro intenso a putrefação. Mas a incerteza quanto ao que se passou em Kfar Aza ainda é tanta que Yafidesconhece como terão sido mortos os primos: “Tiros ou algo pior. O Hamas entrou na casa deles e matou--os no seu lugar mais seguro.” O desespero por confirmar as mortes, mesmo que à distância, consumiu-a. “O homem que levou o meu sobrinho à morgue mostrou-nos uma fotografia. Nós reconhecemo-lo.” Perturbada pelos ataques do Hamas, Yafi, que vive em Nitzanim, a 20 quilómetros da Faixa de Gaza, não sabe o que pensar. “É longe ou é perto? Não sei. Para nós, não é assim tão perto Temos muito tempo para correr para o abrigo 30 segundos. Estou a ser cínica.” Catarina Maldonado Vasconcelos cmvasconcelos@expresso.impresa.pt Hamas fez propaganda em Lisboa Um dirigente do braço político do Hamas foi convidado há poucos anos para dar uma aula aberta sobre o conflito israelo--palestiniano numa universidade em Lisboa. A participação deste representante do grupo terrorista causou celeuma entre alguns dos alunos que assistiram ao colóquio, sobretudo depois da exibição de um vídeo de propaganda. Durante a aula, o orador leu passagens de um manual que trazia consigo e que fazia a apologia do Hamas. No final ainda Dirigente do braço político do grupo terrorista participou em aula aberta numa universidade distribuiu aos participantes um DVD de enaltecimento do movimento extremista. “Foi uma aula bem polémica”, lembra ao Expresso um dos participantes nesse debate, pedindo o anonimato. Um ex-responsável da faculdade, que também não quis ser identificado, corrobora este episódio: “O assunto foi falado durante várias semanas na faculdade.” Já os dois professores que organizaram o debate garantem que não se lembram de qualquer aula envolvendo um representante do Hamas. O grupo terrorista não tem ligações a Portugal e existem apenas “umas poucas sinalizações” de “intermediários” jordanos, turcos e iranianos que terão passado por Lisboa nos últimos anos. “São testas de ferro de negócios imobiliários, que servem, sobretudo, para branqueamento de fundos da organização”, conta fonte conhecedora do processo. Hezbollah andou por cá Em Portugal, as polícias reforçaram esta semana a segurança nas sinagogas e na Embaixada de Israel. No entanto, e apesar do vandalismo à sinagoga do Porto com inscrições de “Libertem a Palestina”, as autoridades afastam qualquer tipo de suspeita sobre possíveis ataques em Portugal. Ao contrário do Hamas, o seu aliado Hezbollah foi detetado formalmente em Portugal na Operação Cedro, em 2018. Durante meses, quatro operacionais libaneses viajaram por países da Europa, incluindo Portugal, com a missão de recolher dinheiro vendendo cocaína. A Polícia Judiciária concluiu que estes correios de droga financiavam terrorismo no Médio Oriente. O alerta da unidade de contraterrorismo às congéneres europeias foi decisivo para a megaoperação que se estendeu de Paris a Miami e levou à detenção de quinze pessoas, incluindo estes quatro operacionais. Hugo Franco hfranco@expresso.impresa.pt Torre de observação Muro de cimento com 6 m de Fronteira com cerca altura de ferro e arame farpado Israel em estado de guerra GAZA Zona de segurança de alto risco ISRAEL Israel está na iminência de invadir Gaza, o que aumenta os riscos geopolíticos. E agora os olhares voltam-se também para o Hezbollah, a norte. Reportagem de Henrique Cymerman, correspondente em Israel P8 MUITOS DOS QUE VIVEM NA FRONTEIRA ENTRE ISRAEL E O LÍBANO TÊM NA MEMÓRIA AS IMAGENS DA GUERRA DE 2006 COMBATE À esquerda, soldado israelita numa pausa perto da fronteira com a Faixa de Gaza; acima, evacuação das redondezas da mesquita de Sousi; abaixo, palestinianos atravessam a cerca fronteiriça e entram no sul de Israel “O Irão foi mantido um pouco às cegas. Interessa a estas forças radicalizadas proteger o seu financiador”, diz um perito ao Expresso MAIS PARA LER EM EXPRESSO.PT Indústria de defesa avançada, um dos Exércitos mais bem treinados do mundo e potencial nuclear: qual é o poderio militar de Israel? Um glossário simplificado para os mais novos (ou para quem se perdeu nos acontecimentos e nos conceitos) Da paz de Oslo ao terror do Hamas: 30 anos de radicalização contínua de israelitas e palestinianos (em dez momentos históricos) 13 livros para entender melhor uma história complexa