2800 COM ALTA FICAM NO HOSPITAL
2026-05-09 21:09:19

00 0 A ministra da Saúde admitiu que a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está “muito diminuída” devido às pessoas que continuam internadas nos hospitais após terem alta clínica. “Nós temos a capacidade de resposta no SNS muita diminuída” por causa dos chamados internamentos inapropriados, afirmou Ana Paula Martins. A ministra foi ouvida no âmbito da apreciação, na especialidade, do projeto de lei do PS que cria o programa “Voltar a Casa” para dar resposta às pessoas que se encontram nos hospitais com alta clínica, mas que continuam a aguardar vaga em respostas sociais. Este diploma da bancada socialista foi aprovado, na generalidade, no final de fevereiro. Estes casos têm um “impacto muito significativo no SNS”, salientou a governante, para quem as pessoas com alta clínica não devem permanecer nos hospitais, em primeiro lugar, pela sua própria segurança e por uma questão de humanização e dignidade, mas também por “ser insustentável” do ponto de vista financeiro. “Uma diária de uma cama de hospital é muito mais dispendiosa do que uma diária em qualquer das respostas sociais ou da rede de cuidados continuados integrados”, realçou a ministra. No início deste ano, cerca de 2.800 utentes com alta clínica continuavam internados nos hospitais públicos, à espera de uma resposta social ou de vaga em cuidados continuados, segundo dados da Direção Executiva do SNS. Nessa altura, o Governo anunciou a criação de 400 vagas de internamento social em novas unidades intermédias, contratualizadas com entidades do setor social e solidário, destinadas a pessoas com alta clínica que ainda não podem ser encaminhadas para respostas permanentes de cuidados continuados. Ministra admite que internamentos inapropriados diminuem capacidade de resposta do SNS