AAMTD EXIGE PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL PARA O DOURO PERANTE NÚMEROS RECORDE NO TURISMO FLUVIAL
2026-05-08 21:06:28

A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) emitiu um comunicado contundente onde reclama ao Estado português a criação de um plano estruturado para o futuro da via navegável. A tomada de posição surge após os dados de 2025 revelarem que o Douro atingiu a marca histórica de 1.388.646 passageiros, num impacto económico que oscila entre os 350 e os 450 milhões de euros. O raio-x de um setor em expansão Os números da APDL (Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo) relativos ao ano transato não deixam margem para dúvidas sobre a vitalidade do Douro: Operadores: 113 empresas e 252 embarcações; Emprego: Entre 6.000 e 8.000 postos de trabalho diretos; Atividade: Mais de 31.500 escalas e 16.974 eclusagens; Mercados: Predomínio de turistas de alto valor (EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália). As duas posições estratégicas da AAMTD 1. Plano Nacional 2030 A associação, que representa gigantes como a Douro Azul, CroisiEurope e Viking Cruises, defende que o setor não pode continuar a crescer de forma orgânica. É exigida a criação de um Plano Estratégico Nacional para o Turismo Fluvial no Douro com horizonte em 2030, que envolva o Governo, autarquias e operadores, garantindo a sustentabilidade e a competitividade do destino. 2. Alerta de Estrangulamento nas Eclusas A AAMTD denuncia o risco real de colapso das infraestruturas críticas. Com um aumento de 9% nas eclusagens em 2025 e avarias recorrentes em Crestuma-Lever, Bagaúste e Carrapatelo, a associação exige investimentos urgentes. Segundo os operadores, a capacidade atual das eclusas é um limite estrutural que coloca em risco a experiência turística e a concorrência direta com rios como o Reno ou o Danúbio. "O Douro não é apenas um rio" Mário Ferreira, Presidente da Direção da AAMTD, sublinha a urgência desta visão estratégica: "O Douro gera 400 milhões de euros por ano e emprega diretamente oito mil pessoas. Exigimos do Estado português que esteja à altura desta responsabilidade, gerindo este ativo com a inteligência e a ambição que ele merece." A associação reafirma-se como o principal interlocutor privado junto do Estado, comprometendo-se a liderar um crescimento que respeite a sustentabilidade ambiental e o planeamento territorial, afirmando o Douro como o destino fluvial de referência na Europa do Sul. Redação