TERCEIRA EDIÇÃO DO EVENTO INTERNACIONAL DECORRE ENTRE 7 E 17 DE MAIO - BIENAL INDEX DESAFIA BRAGA A PENSAR O PODER CONTEMPORÂNEO
2026-05-08 21:06:27

A terceira edição da bienal INDEX arrancou ontem, 7 de maio, no gnration, com um apelo à reflexão crítica sobre as relações entre poder, arte e tecnologia, num momento em que os avanços tecnológicos continuam a transformar a forma como as sociedades se organizam, comunicam e exercem inful ência. O evento, promovido pela Braga Media Arts, ocupa vários espaços da cidade , com exposições, performances, conferências e ações educativas , e está patente até 17 de maio. Na sessão de abertura, o diretor artístico, Luís Fernandes, explicou que o tema “Poder” surge da necessidade de pensar o impacto crescente da tecnologia nas relações políticas, sociais e económicas. O responsável considerou que «a tecnologia está a moldar a defni ição de poder», acrescentando que as sociedades vivem hoje condicionadas por «uma rede complexa de sistemas tecnológicos», muitas vezes, invisíveis para os próprios cidadãos. Também Joana Miran-da, coordenadora de Braga Cidade Criativa da UNESCO em Media Arts, sublinhou que a bienal procura abordar questões contemporâneas urgentes, defendendo que «a tecnologia não é neutra» e que o seu impacto exige reflexão pública. A responsável explicou que o INDEX pretende questionar «como é que o poder se está a tornar cada vez mais invisível», influenciando decisões e comportamentos sem que as pessoas se apercebam plenamente desse processo. A dimensão internacional volta a marcar a iniciativa, reunindo artistas, pensadores e criadores de diferentes geografias. Para Joana Miranda, essa diversidade é essencial para compreender as múltiplas formas como o poder se manifesta. «Diferentes geografias, diferentes vivências e diferentes formas de estar pensam o poder de maneira diferen-te e nós temos de estar disponíveis para as ouvir», afri mou. Além do gnration, do Theatro Circo e do Mosteiro de Tibães, a edição deste ano alarga-se a novos espaços da cidade, como o Muzeu e o Fórum Arte Braga. Luís Fernandes destacou que essa expansão re-força o carácter urbano e coletivo da bienal, permitindo aproximar o público de diferentes contextos culturais e expositivos. Já Nuno Gouveia, CEO da Faz Cultura, considerou que o INDEX se tem afirmado como um dos principais projetos culturais ligados ao programa Braga Media Arts e ao compromisso da cidade enquanto Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts. O responsável defendeu que a bienal já conquistou reconhecimento nacional e internacional, assumindo-se como «um dos pontos importantes do panorama cultural português». Em simultâneo com o arranque do INDEX, Braga recebe, também, o encontro anual da EMAP , European Media Art Platform, rede europeia dedicada às media arts, da qual o gnration é membro. A conferência reúne artistas, curadores e representantes de instituições europeias e marca o arranque do programa anual de residências artísticas da rede, através da apresentação dos projetos selecionados na open call deste ano. Cemile Sahin inaugurou, ontem, a programação expositiva do INDEX, sob curadoria de Joel Valabrega, no gnration Cristiana Barbosa