pressmedia logo

AUMENTO NA EFICIÊNCIA E QUALIDADE

Tribuna da Madeira

2026-05-08 21:06:05

Governo aponta para redução de 40% no consumo energético da iluminação pública. O Projeto de Modernização da Rede de Iluminação Pública, promovido pela Empresa de Eletricidade da Madeira, vai custar 2,1 milhões de euros e prevê, após Junho deste ano, reduzir o consumo energético em 40%. No primeiro trimestre de 2026, a Região atingiu uma produção global de 55% de energia verde , um valor recorde que é também o objetivo anual definido para 2030. OGoverno Regional (GR) estima que com novo sistema de modernização da rede de iluminação pública - através do Projeto de Modernização da Rede de Iluminação Pública, promovido pela Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM) - será possível reduzir o consumo energético em 40%. A empresa que assegura a exploração e manutenção, enquanto operador de rede em todos os municípios da Região Autónoma da Madeira (RAM), prevê concluir o projeto de 2,1 milhões de euros até ao final de Junho de 2026. Este investimento está a ser feito abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e contempla a instalação de cerca de 8.750 luminárias LED na rede de iluminação pública por todo o território regional, integradas num “sistema centralizado de telegestão com capacidades de comunicação, monitorização e controlo, medição de potência e energia, sensorização dos pontos de luz, reporte de avarias e integração com outras plataformas de informação” da empresa pública madeirense. Recorde-se que a energia elétrica total produzida na Madeira, no primeiro trimestre deste ano, foi de 239,4 Gwh. Mais de metade dessa energia, 132,7 GWh, foi produzida por fontes renováveis, sendo 106,7GWh de origem térmica. Para a “produção recorde”, segundo a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, “contribuíram fortemente” as centrais hidroelétricas da Calheta e da Serra de Água. É natural, aponta, que a menor ocorrência de chuva e vento nos próximos meses afete “o mix da produção”. Impacto direto na qualidade do serviço prestado A EEM explora cerca de 111.000 pontos de luz nas ilhas da Madeira e do Porto Santo. Atualmente, a maioria utiliza lâmpadas de sódio de alta pressão, mas cerca de 20.000 pontos de luz já foram substituídos por luminárias LED. Reduzir significativamente o consumo de energia (ajustando os níveis de iluminação em períodos de menor atividade), testar cenários de demand side management e otimizar o serviço de exploração e manutenção (com identificação automática de anomalias na rede) são os objetivos. O Projeto de Modernização da Rede de Iluminação Pública pretende aumentar “a eficiência e a qualidade do serviço, garantindo níveis de luminância adequados nos períodos de maior utilização das vias (tipicamente no início da noite) e ajustando, depois, os níveis de iluminação em função da utilização, através da regulação de fluxo no sistema de telegestão”. Os perfis de regulação, segundo a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, serão “dinâmicos e adaptáveis às diferentes épocas do ano”, sendo igualmente definidos em colaboração com os municípios. Já a telegestão da rede pública permitirá “identificar avarias em tempo real e com maior rigor, apoiar a definição de planos de manutenção mais eficientes e acelerar o processo de reparação, com impacto direto na qualidade do serviço prestado e na redução dos custos de manutenção”. Melhorar segurança e conforto no espaço público O projeto promovido pela EEM, indicou a 2 de Maio a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, tem também um “caráter demonstrativo”, criando “condições para futuras iniciativas de smart city a desenvolver pelos municípios enquanto provedores do serviço de iluminação pública”. Para agilizar a implementação, a empresa pública separou a aquisição das luminárias da aquisição da plataforma de telegestão. As duas primeiras fases (fornecimento e instalação das luminárias) estão concluídas, tal como na terceira fase a generalidade dos trabalhos de campo, estando atualmente em curso as integrações de software com os sistemas de Tecnologias de Informação da EEM e a migração do sistema de telegestão para uma solução on-premise . Com este projeto, assinala a tutela da elétrica madeirense, a RAM reforça a eficiência energética e a sustentabilidade do serviço de iluminação pública, reduzindo o consumo de energia e as emissões de gases com efeito de estufa. Em paralelo, considera que melhora igualmente a segurança e o conforto na utilização do espaço público. Recorde na produção global de energia verde No primeiro trimestre de 2026, a RAM atingiu uma produção global de 55% de energia verde , um valor recorde que é também o objetivo anual definido para 2030. A energia com fontes renováveis já fora responsável por 36% da energia anual produzida em 2025. Durante alguns dias dos três primeiros meses deste ano, segundo a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, a produção de energia renovável superou mesmo os 80%. A central Térmica da Vitória II, a maior da Madeira, “esteve praticamente parada durante três semanas, funcionando muitos dias com apenas um grupo gerador”, o que para o GR “revela que a RAM tem potência instalada suficiente para produção renovável elevada”. “Esta produção renovável está, no entanto, dependente da disponibilidade de vento, água e sol, pelo que a produção a partir de combustíveis fósseis não poderá ser dispensada para o abastecimento e para a segurança do sistema, tendo em conta que a Madeira tem uma rede elétrica isolada e sem qualquer ligação continental”, apontou Pedro Rodrigues, o secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas. A energia elétrica total produzida na Madeira, no primeiro trimestre deste ano, foi de 239,4 Gwh: 132,7 Gwh de fontes renováveis e 106,7GWh de origem térmica. n