pressmedia logo

OPERADORES EXIGEM PLANO NACIONAL PARA TURISMO NO DOURO

Jornal de Notícias

2026-05-08 08:23:04

Associação alerta para risco de estrangulamento num rio que teve 3805 passageiros por dia em 2025 hugo@jn.pt REIVINDICAçAO Todos OS dias, houve uma média de 3805 pessoas a viajar óno Douro, realizaram-se 86 escalas e 47 operações para deixar passar os barcos nas cinco eclusas da via navegável do rio.com um crescimento turístico que se verifica há oito anos consecutivos, a a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) exige um plano nacional para o turismo fluvial na região. “A AAMTD defende a criação de um Plano Estratégico Nacional para o Turismo Fluvial óno Douro, com horizonte 2030, envolvendo o Governo, a APDL [Administração dos Portos do Douroe e Leixões], as autarquias ribeirinhas e os operadores privados. A associação alerta que um setor que vale 400 milhões de euros POr ano e emprega mais de oito mil pessoas de forma direta não pode con-tinuar a crescer sem um enquadramento estratégico que assegure a sua sustentabilidade, competitividade e capacidade de planeamento a longo prazo”, assinala aquela entidade, em comunicado emitido ontem. “Com] 388 646 passageiIOS registados em 2025, o que representa um crescimento contínuo pelo oitavo ano consecutivo e um impacto económico estimado entre 350 e 450 milhões de euros, a associação defende que o Dourojá não pode crescer sem estratégia”, reitera a associação. Com um contingente de 113 operadores e 252 embarcações, óno ano passado registaram-se 16 974 eclusagens e mais de 31 500 escalas óno rio Douro. A AAMTD lembra que o setor “sustenta diretamente entre 6000 e 8000 postos de trabalho”, atraindo anualmente “centenas de milhares de turistas oriundos dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Austrália, ou seja, mercados de alto valor e longa distância, com elevado impacto nas economias locais de todo o Vale do Douro”. é PRECISO INVESTIR Caso não haja uma estratégia clara, os operadores “alertam para o risco de estrangulamento das infraestruturas críticas da via navegável do Douro”. Face ao número de eclusagens de 2025 (mais 9% do que em 2024), houve situações de “avaria documentadas nas eclusas de Crestuma-Lever, Bagaúste e Carrapatelo”, denuncia. Assim, “exige ao Estado um plano de investimento urgente nas infraestruturas fluviais”, considerando que “a capacidade atual das eclusas representa já um limite estrutural ao crescimento do setor”. E as empresas acreditam que o turismo fluvial no Douro terá “um crescimento contínuo até 2030, com o aumento do número de operadores e da frota”. Turismo fluvial no Douro cresce há oito anos consecutivos Hugo Silva