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25 DE ABRIL, EM LAGOS , O ALERTA PARA RISCOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, O APELO AOS JOVENS, CUJAS EXPECTATIVAS SE VÃO ESVAZIANDO NUM MUNICÍPIO DE COFRES CHEIOS E A MENSAGEM: COM 25 DE NOVEMBRO, ABRIL TORNOU-SE VERDADEIRAMENTE LIBERDADE

Litoralgarve Online

2026-05-07 21:09:10

Música, largada de pombos e poemas acompanharam a sessão solene conjunta da Assembleia Municipal de Lagos, da Câmara e da Assembleia da Juventude, no âmbito das comemorações do 52º. Aniversário do 25 de Abril, na Praça Gil Eanes, nesta cidade. José Manuel Oliveira Numa manhã de sol, recheada de cravos vermelhos e com representantes de associações, colectividades, estabelecimentos de ensino, instituições e forças de segurança, todos de pé, também se viram cadeiras vazias, nomeadamente durante os discursos políticos, entre a estátua do rei Dom Sebastião e o acesso ao edifício dos Antigos Paços do Concelho de Lagos. Após a sua intervenção, o presidente do executivo municipal, socialista Hugo Pereira, iniciou, a partir das 10h.46m., uma volta pela Praça Gil Eannes, para cumprimentar, um a um, todos os representantes das instituições ali presentes, num total de mais de duas centenas de elementos. O alerta de Daniel José, da CDU de Lagos: “Assistimos ao crescimento de discursos que promovem o ódio, a divisão e o retrocesso” Depois das habituais saudações a todos os presentes, “que aqui estão com Abril no coração - não apenas para o celebrar, mas para afirmar a vontade de continuar a lutar por uma sociedade mais justa, mais solidária e verdadeiramente livre”, Daniel José, em representação da CDU de Lagos, começou por recordar: “Assinalamos, hoje, 52 anos da Revolução de Abril, bem como os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e das primeiras eleições para o Poder Local Democrático - três momentos inseparáveis que marcam profundamente o nosso percurso coletivo enquanto povo e enquanto país. O 25 de Abril [de 1974] foi uma das maiores conquistas da História de Portugal. Resultado de uma longa e corajosa luta, pôs fim a 48 anos de ditadura fascista, de repressão, censura e exploração. Acabou com uma guerra colonial que durante treze anos roubou vidas e futuro a milhares de jovens e às populações dos povos que lutavam pela sua independência.” E prosseguiu: “Abril trouxe liberdade. Trouxe democracia. Trouxe dignidade. Deu voz a quem durante décadas foi silenciado - trabalhadores, mulheres, jovens, camponeses - e abriu caminho a profundas transformações sociais, económicas e culturais. Celebrar Abril é, por isso, afirmar o seu significado. É recordar o que foi o fascismo - a pobreza, o medo, a repressão, a ausência de direitos - e rejeitar todas as tentativas de o branquear ou reescrever a história. É dizer, com clareza: nunca mais.” “Celebrar Abril é, também, valorizar as conquistas alcançadas. A Constituição de 1976 é uma das suas maiores expressões. Nela estão consagrados direitos, liberdades e garantias fundamentais, bem como direitos económicos, sociais e culturais que continuam a ser essenciais: o direito ao trabalho com dignidade, à saúde, à educação, à habitação, à segurança social.” “Defender a Constituição é lutar para que esses direitos sejam reais e efetivos para todos.” “Também o Poder Local Democrático, que hoje evocamos, representa uma das mais importantes transformações trazidas por Abril. Foi através dele, com a participação das populações, que se desenvolveram territórios, se criaram infraestruturas, se melhoraram condições de vida e se aproximou a democracia das pessoas.” Nesta sua intervenção na Praça Gil Eannes, em Lagos, o representante da CDU sublinhou: “mas celebrar Abril é, também, valorizar as conquistas alcançadas”. E apontou um exemplo: “A Constituição de 1976 é uma das suas maiores expressões. Nela estão consagrados direitos, liberdades e garantias fundamentais, bem como direitos económicos, sociais e culturais que continuam a ser essenciais: o direito ao trabalho com dignidade, à saúde, à educação, à habitação, à segurança social.” Daniel José frisou que “a Constituição não é, apenas, um marco do passado, é um compromisso com o presente e o futuro. É um projeto de sociedade que exige concretização na vida de todos os dias.” Por isso, reforçou, “defender a Constituição é lutar para que esses direitos sejam reais e efetivos para todos.” Para a CDU, “também o Poder Local Democrático, que hoje evocamos, representa uma das mais importantes transformações trazidas por Abril.” Isto, porque, “foi através dele, com a participação das populações, que se desenvolveram territórios, se criaram infraestruturas, se melhoraram condições de vida e se aproximou a democracia das pessoas.” “Não podemos ignorar o tempo em que vivemos. Persistem desigualdades profundas, dificuldades no acesso à habitação, pressões sobre os serviços públicos, precariedade laboral e insegurança no futuro, sobretudo para os mais jovens.” “A minha geração nasceu em liberdade. Nunca viveu sob censura, nunca teve medo de expressar uma opinião, nunca conheceu a perseguição política. E isso não é um dado adquirido para sempre; é uma conquista que precisa de ser defendida todos os dias.” “Apesar das dificuldades e dos desafios ao longo destas décadas, o Poder Local continua a ser um espaço fundamental de participação, de proximidade e de concretização de direitos”, destacou Daniel José. “Mas não podemos ignorar o tempo em que vivemos”, fez questão de alertar o jovem representante da coligação liderada pelo PCP. E explicou: “Persistem desigualdades profundas, dificuldades no acesso à habitação, pressões sobre os serviços públicos, precariedade laboral e insegurança no futuro, sobretudo para os mais jovens. Ao mesmo tempo, assistimos ao crescimento de discursos que promovem o ódio, a divisão e o retrocesso.” “A minha geração nasceu em liberdade. Nunca viveu sob censura, nunca teve medo de expressar uma opinião, nunca conheceu a perseguição política”, observou. “E isso não é um dado adquirido para sempre; é uma conquista que precisa de ser defendida todos os dias”, avisou Daniel José, nesta sua intervenção. “Não há democracia plena sem justiça social. Quando os direitos não chegam à vida concreta das pessoas, a democracia enfraquece e abre espaço ao desânimo e ao retrocesso.” Como tal, “defender Abril, hoje, é mais do que recordar o passado. É agir no presente. É lutar por melhores condições de vida, por salários dignos, por uma escola pública de qualidade, por um Serviço Nacional de Saúde forte, por acesso à habitação e por uma sociedade mais justa.” “É afirmar que não há democracia plena sem justiça social. Quando os direitos não chegam à vida concreta das pessoas, a democracia enfraquece e abre espaço ao desânimo e ao retrocesso”, insistiu o dirigente da CDU. “Abril ensinou-nos que nada é oferecido, tudo é conquistado. Foi a força do povo que derrubou a ditadura.” “Foi a participação e a coragem coletiva que construíram a democracia. E é essa mesma força que continua a ser necessária hoje.” E a concluir, deixou mais recados: “Abril ensinou-nos que nada é oferecido, tudo é conquistado. Foi a força do povo que derrubou a ditadura. Foi a participação e a coragem coletiva que construíram a democracia. E é essa mesma força que continua a ser necessária hoje. Por isso, este é um tempo de responsabilidade, mas também de esperança. Um tempo para afirmar valores, para unir esforços e para continuar a construir o futuro que Abril nos prometeu. Que este 25 de Abril seja mais do que uma evocação. Que seja um compromisso renovado com a liberdade, com a democracia e com a justiça social. Viva o 25 de Abril! Viva a Constituição! Viva o Poder Local democrático.” O aviso de Ana Margarida Martins, deputada municipal do Grupo Lagos Com Futuro : “Os perigos para a democracia nem sempre entram pela força; muitas vezes entram pela indiferença. Entram quando as pessoas se afastam da vida pública. Entram quando cresce a desconfiança. Entram quando a abstenção se transforma em hábito e quando a mentira começa a vestir a roupa da verdade” “Bom dia! Bom 25 de Abril! Feliz Dia da Liberdade! A liberdade é um dos nomes mais lindos do mundo. - Ary dos Santos.” Foi desta forma, numa evocação ao célebre poeta e declamador, já falecido, que Ana Margarida Martins, deputada do Grupo Lagos Com Futuro , na Assembleia Municipal de Lagos, após as habituais saudações a autarcas e outros presentes, abriu a sua sessão comemorativa do 52º. aniversário do 25 de Abril de 1974, na Praça Gil Eannes. “Hoje, quando falamos do 25 de Abril, não falamos apenas de uma data.  Falamos de uma manhã que mudou o rumo de Portugal. Falamos do instante em que o medo começou a recuar e a esperança voltou a entrar pelas portas do país. Falamos de um povo que, depois de tantos anos em silêncio, reencontrou a sua voz”, congratulou-se aquela dirigente política lacobrigense. “O 25 de Abril de 1974 , lembrou , não foi, apenas, o fim de uma ditadura. Foi o nascimento de uma promessa. A promessa de que cada pessoa teria direito a pensar, a dizer, a escolher, a participar.   A promessa de que Portugal deixaria de ser um lugar de medo para se tornar um lugar de liberdade. E foi assim que começou a longa construção da democracia, feita de coragem, de luta e de futuro.” “A democracia não nasce pronta. A democracia é uma casa que se constrói todos os dias, pedra a pedra, gesto a gesto, palavra a palavra.” “Mas a democracia não nasce pronta. A democracia é uma casa que se constrói todos os dias, pedra a pedra, gesto a gesto, palavra a palavra”, notou Ana Margarida Martins, recordando que, “entre 1974 e 1976, Portugal viveu tempos intensos, cheios de mudança, de esperança e também de conflito, até chegar à Constituição de 1976”, a qual “consagrou os direitos fundamentais que, hoje, tomamos como essenciais. Foi um caminho difícil, mas foi um caminho nosso.” “A democracia enfraquece quando deixamos de a cuidar.E, por isso, celebrá-la é também protegê-la.” “E é por isso que Abril não pertence ao passado.   Pertence à consciência viva de todos os portugueses”, acrescentou a representante do Grupo Lagos Com Futuro . No entanto, alertou, “se olharmos com atenção, percebemos que a liberdade precisa sempre de ser defendida. Porque os perigos para a democracia nem sempre entram pela força; muitas vezes entram pela indiferença.   Entram quando as pessoas se afastam da vida pública. Entram quando cresce a desconfiança.   Entram quando a abstenção se transforma em hábito  e quando a mentira começa a vestir a roupa da verdade. A democracia enfraquece quando deixamos de a cuidar. E, por isso, celebrá-la é também protegê-la.” “Mas a luta não terminou. Ainda hoje persistem desigualdades salariais, desigualdade de oportunidades e o peso invisível de tantas responsabilidades que recaem sobretudo sobre as mulheres.” “Quando celebramos Abril, celebramos também a coragem de todas as mulheres que continuam a transformar liberdade em igualdade.” Neste seu discurso, Ana Margarida Martins realçou que “Abril foi, também, a libertação das mulheres portuguesas, que durante demasiado tempo viveram limitadas por leis injustas  e por uma sociedade que lhes negava voz plena.” “Depois de 1974, abriram-se caminhos novos: mais direitos, mais participação, mais acesso à educação, ao trabalho e à vida pública”, enalteceu.  “Mas a luta não terminou”, avisou a deputada de Lagos Com Futuro . É que, “ainda hoje persistem desigualdades salariais, desigualdade de oportunidades e o peso invisível de tantas responsabilidades que recaem sobretudo sobre as mulheres”, lamentou. Por isso, frisou, “quando celebramos Abril, celebramos, também, a coragem de todas as mulheres  que continuam a transformar liberdade em igualdade.” “Os jovens são a força que pode renovar um país, dar-lhe inteligência, criatividade e coragem. Portugal precisa deles como precisa do ar e da luz.” “Mas muitos jovens vivem, hoje, entre a esperança e a frustração, entre o desejo de ficar e a necessidade de partir, entre o sonho de construir uma vida digna e a realidade de salários baixos, habitação difícil e incerteza.” “E um país que não consegue oferecer futuro aos seus jovens arrisca-se a perder não só talento, mas também esperança.” Ana Margarida Martins continuou esta sua intervenção, dirigindo-a à juventude, presente em grande número na Praça Gil Eannes, em representação de escolas e associações diversas: “E quando olhamos para os jovens, olhamos para o coração do futuro. Os jovens são a força que pode renovar um país,  dar-lhe inteligência, criatividade e coragem. Portugal precisa deles como precisa do ar e da luz. Mas muitos jovens vivem, hoje, entre a esperança e a frustração, entre o desejo de ficar e a necessidade de partir, entre o sonho de construir uma vida digna e a realidade de salários baixos, habitação difícil e incerteza. E um país que não consegue oferecer futuro aos seus jovens   arrisca-se a perder não só talento, mas também esperança.” “Abril não é, apenas, memória. É uma exigência. É um apelo à justiça, à igualdade e à participação. É um lembrete de que a liberdade só é verdadeira quando é partilhada por todos. De que não basta celebrar o passado; é preciso continuar a obra inacabada da democracia.” É por isso que o 25 de Abril continua a ser necessário, defendeu Ana Margarida Martins.  “Porque Abril não é, apenas, memória.   É uma exigência. É um apelo à justiça, à igualdade e à participação. É um lembrete de que a liberdade só é verdadeira quando é partilhada por todos. De que não basta celebrar o passado; é preciso continuar a obra inacabada da democracia. De que cada geração tem o dever de proteger aquilo que a anterior conquistou com coragem”, afirmou. “Hoje, ao recordarmos Abril, que o façamos com gratidão e com responsabilidade. Gratidão por aqueles que ousaram abrir as portas da liberdade. Responsabilidade para não deixar que essas portas se fechem. Gratidão pelas mulheres que lutaram por direitos e dignidade. Responsabilidade para que a igualdade deixe de ser promessa e se torne realidade. Gratidão pelos jovens que acreditam no futuro.” “Portugal só será verdadeiramente fiel ao 25 de Abril quando cada pessoa puder viver com voz, com dignidade e com esperança”. Já na parte final, a deputada municipal do Grupo Lagos Com Futuro apelou a sentido de gratidão e de responsabilidade nas comemorações do 52º. Aniversário do 25 de Abril de 1974, entre recados à mistura: “Hoje, ao recordarmos Abril, que o façamos com gratidão e com responsabilidade. Gratidão por aqueles que ousaram abrir as portas da liberdade. Responsabilidade para não deixar que essas portas se fechem. Gratidão pelas mulheres que lutaram por direitos e dignidade. Responsabilidade para que a igualdade deixe de ser promessa  e se torne realidade. Gratidão pelos jovens que acreditam no futuro. Responsabilidade para que esse futuro possa, de facto, existir em Portugal. Porque Abril é uma flor que ainda está a desabrochar. Porque a liberdade não é um ponto de chegada.   É um caminho. Porque a democracia não é um presente. É uma conquista. E porque Portugal só será verdadeiramente fiel ao 25 de Abril quando cada pessoa puder viver com voz, com dignidade e com esperança”. E nas despedidas ao público: “Viva o 25 de Abril! Viva a liberdade! Viva Portugal!” A mensagem de Sandra Oliveira, deputada do Chega na Assembleia Municipal de Lagos: “Sem o 25 de Novembro, Abril poderia ter sido, apenas, uma transição para outra forma de autoritarismo. Com o 25 de Novembro, Abril tornou-se verdadeiramente liberdade” Após lembrar que “celebramos o fim de um regime  que limitava direitos, restringia opiniões e não permitia aos portugueses escolher  livremente o seu destino”, Sandra Oliveira, deputada do Chega na Assembleia Municipal de Lagos”, começou por dizer: “O 25 de Abril foi um momento fundador da nossa democracia. Um momento que  abriu caminho à liberdade de expressão, ao pluralismo político, ao voto livre e à  alternância democrática.” “O 25 de Abril pertence a todos os portugueses. Não pertence à esquerda, não pertence à direita. Não pertence a partidos. Não pertence a elites. Pertence ao povo português. E é precisamente por isso que devemos, hoje, perguntar: Estamos a honrar verdadeiramente o espírito de Abril?” E prosseguiu o seu raciocínio, sublinhando: “Mas celebrar o 25 de Abril não pode significar transformar esta data numa  narrativa única, fechada ou ideológica. O 25 de Abril pertence a todos os  portugueses. Não pertence à esquerda, não pertence à direita. Não pertence a  partidos. Não pertence a elites. Pertence ao povo português.  E é precisamente por isso que devemos, hoje, perguntar: Estamos a honrar  verdadeiramente o espírito de Abril?” “Há portugueses que trabalham toda a vida e não conseguem pagar uma casa. Há jovens que não conseguem construir um futuro no seu próprio país. Há famílias que vivem com medo da insegurança nas ruas.” “Porque o espírito de Abril não é, apenas, liberdade formal. É também liberdade real. Liberdade para trabalhar. Liberdade para empreender. Liberdade para viver com segurança. Liberdade para dizer o que se pensa sem medo de censura social ou política. Liberdade é ter saúde, liberdade é ter educação, liberdade é ter habitação. E hoje, mais de 50 anos depois, muitos portugueses sentem que essa liberdade  está incompleta”, alertou a autarca do Chega. E apontou casos: “Há portugueses que trabalham toda a vida e não conseguem pagar uma casa. Há jovens que não conseguem construir um futuro no seu próprio país. Há famílias que vivem com medo da insegurança nas ruas. Há cidadãos que sentem que o Estado lhes pede cada vez mais, mas lhes devolve  cada vez menos.” “Celebrar Abril, também, é reconhecer que a democracia precisa de ser defendida todos os dias. Defendida contra a burocracia excessiva. Defendida contra o centralismo. Defendida contra a perda de soberania e contra decisões afastadas da vontade popular. Porque democracia não é, apenas, votar de quatro em quatro anos. Democracia é ouvir as pessoas.” Sandra Oliveira insistiu que “o 25 de Abril não foi feito para criar novos privilégios, não foi feito para perpetuar desigualdades, não foi feito para criar uma classe política distante das pessoas.” “Foi feito para devolver o poder ao povo. E esse é o compromisso que devemos renovar hoje”, esclareceu. “Celebrar Abril também é reconhecer que a democracia precisa de ser defendida  todos os dias. Defendida contra a burocracia excessiva.  Defendida contra o centralismo.  Defendida contra a perda de soberania e contra decisões afastadas da vontade  popular. Porque democracia não é, apenas, votar de quatro em quatro anos. Democracia é ouvir as pessoas.  É respeitar quem pensa diferente. É aceitar o pluralismo político sem rótulos ou exclusões”, reforçou. “Celebrar Abril é querer um país mais justo.  Celebrar Abril é querer um país mais seguro.  Celebrar Abril é querer um país onde trabalhar compensa. Celebrar Abril é querer um país que respeite os seus cidadãos.”  “A melhor forma de honrar o 25 de Abril não é, apenas, lembrar o passado. É cumprir o futuro. É garantir que a liberdade conquistada não se perde. É garantir que Portugal é um país de oportunidades.” Nesta sua intervenção, a representante do Chega considerou que “a melhor forma de honrar o 25 de Abril não é, apenas, lembrar o passado. É cumprir o futuro. É garantir que a liberdade conquistada não se perde. É garantir que Portugal é um país de oportunidades.” Isto, porque , acentuou , “o 25 de Abril não é, apenas, uma data. É um compromisso permanente com Portugal e com os portugueses.” “Depois do 25 de Abril, Portugal viveu um período de instabilidade profunda, conhecido como Processo Revolucionário em Curso, marcado por ocupações, nacionalizações forçadas, ameaças à liberdade de imprensa e tentativas de imposição de um regime de inspiração revolucionária.” “Foi a 25 de Novembro que militares moderados, liderados por figuras como General Ramalho Eanes, travaram uma deriva que colocava em risco a democracia pluralista e as liberdades fundamentais. Foi nesse momento que Portugal escolheu, definitivamente, a democracia representativa, o pluralismo partidário e o Estado de direito.” Na parte final do seu discurso, Sandra Oliveira aproveitou para deixar mais recados, ao recordar a instabilidade política, conhecida por PREC , Processo Revolucionário Em Curso, pouco depois de 25 Abril de Abril de 1974, e a célebre data de 25 de Novembro de 1975, com a intervenção do general Ramalho Eanes, que acabou por colocar ordem em Portugal. “E não podemos celebrar Abril, sem mencionar Novembro e sem lembrar que a verdadeira liberdade e a verdadeira democracia só foram alcançadas a 25 de  Novembro de 1975. Depois do 25 de Abril, Portugal viveu um período de instabilidade profunda,  conhecido como Processo Revolucionário em Curso, marcado por ocupações,  nacionalizações forçadas, ameaças à liberdade de imprensa e tentativas de imposição de um regime de inspiração revolucionária. Foi a 25 de Novembro [de 1975], que  militares moderados, liderados por figuras como o General Ramalho Eanes,  travaram uma deriva que colocava em risco a democracia pluralista e as liberdades fundamentais. Foi nesse momento que Portugal escolheu, definitivamente, a democracia representativa, o pluralismo partidário e o Estado de direito. Sem o 25 de Novembro, Abril poderia ter sido, apenas, uma transição  para outra forma de autoritarismo. Com o 25 de Novembro, Abril tornou- se  verdadeiramente liberdade. “ E nas despedidas: , “Viva a Liberdade. Viva Abril, Viva Novembro.  Viva Portugal.” O recado Nuno Marques, vereador AD (PSD e CDS/PP) na Câmara Municipal de Lagos, com críticas à maioria socialista: “Não podemos aceitar que a nossa terra viva de “cofres cheios” enquanto as expectativas dos nossos jovens em relação ao futuro se vão esvaziando” Por sua vez, Nuno Marques, vereador da AD , Aliança Democrática (formada pelo PSD e CDS/PP), na Câmara Municipal de Lagos, começou por lembrar que o 52º. aniversário do 25 de Abril de 1974 não é, apenas, mais uma celebração oficial, nem uma data estática dos livros de História. “O 25 de Abril não foi um destino onde Portugal chegou e se instalou naquela madrugada de 1974. Abril foi, e tem de continuar a ser, um caminho que se abre todos os dias. Uma construção permanente. A liberdade que, hoje, respiramos e que a tantos devemos não é um estado natural das coisas; é uma conquista diária que nos impõe o dever de participar. Uma democracia que descanse é uma democracia conformada, imobilista e condenada. Aqui, como em qualquer lugar, o comodismo é a maior ameaça à renovação continuada que Abril nos exige”, alertou Nuno Marques. “Diz-se, frequentemente, que vocês [jovens] são o “futuro”. Eu prefiro dizer que vocês são o presente consciente. Num tempo em que as fronteiras se diluem e a desinformação viaja à velocidade de um clique, a vossa literacia social e política é uma das nossas maiores fontes de esperança.” “Os falsos profetas entram-nos pela casa dentro: populistas com soluções mágicas para problemas difíceis, extremistas que se alimentam do ódio e da exclusão. Contra isto só a vossa consciência política nos permite continuar firmemente a acreditar num Portugal cada vez mais livre e responsável.” Num discurso dirigido, em particular, aos jovens que o escutavam na Praça Gil Eannes, o autarca lacobrigense quis deixar “uma palavra de confiança e de desafio.” “Diz-se, frequentemente, que vocês são o “futuro”. Eu prefiro dizer que vocês são o presente consciente. Num tempo em que as fronteiras se diluem e a desinformação viaja à velocidade de um clique, a vossa literacia social e política é uma das nossas maiores fontes de esperança”, sublinhou. “Vivemos tempos complexos , avisou Nuno Marques. Os falsos profetas entram-nos pela casa dentro: populistas com soluções mágicas para problemas difíceis,  extremistas que se alimentam do ódio e da exclusão.” “Contra isto , defendeu , só a vossa consciência política nos permite continuar, firmemente, a acreditar num Portugal cada vez mais livre e responsável.” Depois de enaltecer que “Abril serviu para descolonizar, democratizar e desenvolver”, Nuno Marques recordou, igualmente, que “serviu para fechar a porta a quase meio século de ditadura, de repressão e censura, de fome e de uma pobreza extrema que tantos empurrou para a emigração”, além do “expressivo analfabetismo e de acentuada mortalidade infantil, de muita corrupção silenciada, de julgamentos sem justiça, de desigualdades e de subalternização constante das mulheres.” “A democracia não se constrói só com gritos de ordem nas redes sociais. Constrói-se com o trabalho árduo da competência, da moderação e do diálogo permanentes, com a ambição de alcançar progressos sociais.” “Jovens: nunca deixem que outros decidam por vós. Rejeitem o cinismo de quem diz que “os políticos são todos iguais”. Não, não somos todos iguais.” “Há quem se acomode ao exercício do poder, mas também há quem exija gerir com rigor o que é de todos e construir, com renovado e permanente vigor, muito do que falta fazer.” “Muitíssimo se alcançou nestes 52 anos”, reconheceu o vereador lacobrigense da AD, para logo de seguida deixar mais avisos: “Mas não nos conformemos! A democracia não se constrói só com gritos de ordem nas redes sociais. Constrói-se com o trabalho árduo da competência, da moderação e do diálogo permanentes, com a ambição de alcançar progressos sociais.” E apelou: “Jovens: nunca deixem que outros decidam por vós. Rejeitem o cinismo de quem diz que “os políticos são todos iguais”. Não, não somos todos iguais. Há quem se acomode ao exercício do poder, mas também há quem exija gerir com rigor o que é de todos e construir, com renovado e permanente vigor, muito do que falta fazer”, garantiu. “Em Lagos, enquanto oposição democrática, continuamos fiéis a esse dever de construção, trabalho e exigência a favor das liberdades, do progresso social e da Democracia”, referiu Nuno Marques. Foi, então, que o vereador da coligação liderada pelo PSD aproveitou para reforçar apelos, lançando críticas à maioria socialista: “E sejamos claros: não podemos aceitar que a nossa terra viva de “cofres cheios” enquanto as expectativas dos nossos jovens em relação ao futuro se vão esvaziando.” “Exijam que os vossos sonhos se concretizem aqui, na vossa terra. Na nossa terra. A vossa força é a única garantia contra o cansaço de governações que parecem ter perdido a capacidade de sonhar e a vontade de inovar. A democracia vive do inconformismo e vive, sobretudo, da alternância.” “Nós estamos presentes. Estamos prontos para dar a Lagos um novo fôlego.” Já perto do fim do seu discurso, o autarca da AD, dirigindo-se “aos jovens da Assembleia da Juventude e a todos os lacobrigenses”, pediu, com insistência: “acompanhem-nos na participação, na intervenção e no escrutínio. Exijam que os vossos sonhos se concretizem aqui, na vossa terra. Na nossa terra. A vossa força é a única garantia contra o cansaço de governações que parecem ter perdido a capacidade de sonhar e a vontade de inovar. A democracia vive do inconformismo e vive, sobretudo, da alternância. Vive de novas ideias e de novos fôlegos.” E deixou uma promessa: “Nós estamos presentes. Estamos prontos para dar a Lagos um novo fôlego. Continuaremos a trabalhar num compromisso inabalável com a Liberdade, com a Responsabilidade e com o Futuro de Lagos.” “Abril será sempre acerca do fortalecimento da Democracia e da construção de um amanhã mais próspero, livre e feliz. Viva o 25 de Abril! Viva Lagos! Viva Portugal!”, terminou Nuno Marques. Socialista Hugo Pereira, presidente do executivo municipal lacobrigense, reconhece: “A habitação é uma prioridade exigente, a pressão urbanística e turística exigem equilíbrio. Temos de continuar a preparar Lagos para o futuro com mais qualidade de vida” Eram, precisamente, 10h.31m., como o Litoralgarve constatou no local, quando o presidente da Câmara Municipal de Lagos, socialista Hugo Pereira, iniciou o seu discurso no encerramento da sessão solene das comemorações do 52º. aniversário do 25 de Abril, na Praça Gil Eannes. Depois de destacar o papel da Polícia de Segurança Pública (PSP), “24 horas por dia”, incluindo “fins-de-semana”, bem como da Polícia Municipal e da Proteção Civil, entre outras forças de segurança, o autarca recordou o 25 de Abril de 1974, em Portugal, como “o dia em que o povo recuperou a sua voz, o dia em que venceu a nossa democracia, uma democracia inacabada, uma democracia assente no Estado de Direito, de igualdade, de poderes perante a lei, de direitos humanos e respeito pela diversidade.” “Falar de Abril é reconhecer que a democracia não foi oferecida, foi conquistada; falar de Abril é assumir o compromisso de não desperdiçar esse combate.” “Uma democracia que garante a liberdade de expressão, que defende os direitos humanos e respeita a diversidade. Uma democracia que se faz com participação, com responsabilidade e com compromisso. Compromisso de Abril, que hoje aqui celebramos. Falar de Abril é falar da coragem dos militares, da coragem de um povo inteiro”, destacou o edil lacobrigense, para quem, também, “falar de Abril é reconhecer que a democracia não foi oferecida, foi conquistada; falar de Abril é assumir o compromisso de não desperdiçar esse combate.” “A mesma tecnologia que pode aproximar, pode dividir. A mesma presença que pode informar, pode manipular. A mesma informação que pode libertar, pode controlar.” A mudança com a Inteligência Artificial “só faz sentido se estiver ao serviço da dignidade humana.” Posteriormente, Hugo Pereira apontou a sua intervenção para os novos tempos, dos recursos tecnológicos e, em particular, dos desafios impostos pela Inteligência Artificial. “Vivemos num tempo de mudança acelerada, um tempo de extraordinário avanço tecnológico, um tempo de Inteligência Artificial, que nos aproxima de todo o mundo. Mas, também, um tempo de risco imediato. A mesma tecnologia que pode aproximar, pode dividir. A mesma presença que pode informar, pode manipular. A mesma informação que pode libertar, pode controlar”, alertou Hugo Pereira, frisando que a mudança com a Inteligência Artificial “só faz sentido se estiver ao serviço da dignidade humana.” “Assistimos a discursos políticos de lideranças que diminuem instituições e organismos, práticas que colocam em causa o valor democrático. O diálogo sucede ao confronto”. “A palavra deve prevalecer, o diálogo tem de vencer o conflito.” Em seguida, deixou um recado a autores de discursos extremistas: “Assistimos a discursos políticos de lideranças que diminuem instituições e organismos, práticas que colocam em causa o valor democrático. O diálogo sucede ao confronto”. Neste contexto, Hugo Pereira considerou “essencial reafirmar”: “a palavra deve prevalecer, o diálogo tem de vencer o conflito.” “Só uma Europa forte pode reafirmar-se com o progresso de direitos e deveres. Só uma Europa coesa e economicamente forte, poderá ser determinante nesta ordem mundial.” “Portugal faz parte da Europa e a Europa vive, hoje, momentos difíceis perante desafios profundos, geopolíticos, económicos e inteligências artificiais”, que exigem “união em plena coesão”, afirmou, a dada altura. “Só uma Europa forte pode reafirmar-se com o progresso de direitos e deveres. Só uma Europa coesa e economicamente forte, poderá ser determinante nesta ordem mundial”, preconizou Hugo Pereira. “Desigualdades, baixos salários”, dificuldade de inovação económica e social e de “fixação de jovens” em Portugal Depois de lamentar, em Portugal, a existência de “desigualdades, baixos salários”, além da dificuldade de inovação económica e social e da “fixação de jovens”, o autarca ressalvou: “Vivemos num país mais justo, mais competitivo e mais inclusivo”, com “mais trabalho e responsabilidade.” Dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa aos 50 anos do poder local democrático, o qual “ganhou proximidade, deixou de ser distante, passou a fazer parte da vida das pessoas.” “Foi nas autarquias que encontrou soluções, que se criaram oportunidades e que se mudou a vida das pessoas, fazendo muitas vezes aquilo que o Estado Central não consegue fazer. Lagos é um exemplo desse caminho.” Por outro lado, aproveitou para assinalar “os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e os 50 anos do poder local democrático”, o qual “ganhou proximidade, deixou de ser distante, passou a fazer parte da vida das pessoas”, notou. “O trabalho de muitos autarcas, assembleias municipais, câmaras municipais e juntas de freguesia, e de muitas outras instituições da sociedade civil, que em intervenção contribuíram para um município moderno, dinâmico, que hoje temos. Um percurso que nos orgulha, mas que também nos responsabiliza, pois os desafios são contínuos.” “Foi nas autarquias que [o poder local após o 25 de Abril de 1974] encontrou soluções, que se criaram oportunidades e que se mudou a vida das pessoas, fazendo muitas vezes aquilo que o Estado Central não consegue fazer. Lagos é um exemplo desse caminho. O trabalho de muitos autarcas, assembleias municipais, câmaras municipais e juntas de freguesia, e de muitas outras instituições da sociedade civil, que em intervenção contribuíram para um município moderno, dinâmico, que hoje temos. Um percurso que nos orgulha, mas que também nos responsabiliza, pois os desafios são contínuos. A habitação é uma prioridade exigente, a pressão urbanística e turística exigem equilíbrio. Temos de continuar a preparar Lagos para o futuro com mais qualidade de vida. A nossa identidade, a nossa História, o ser lacobrigense”, frisou Hugo Pereira. “Aos que aqui nasceram, que aqui escolherem viver, que aqui trabalham e, particularmente, aos que amam a nossa terra, será com essas pessoas que partilharemos o futuro. Um futuro que exige liderança, exige decisão, mas também diálogo.” “A melhor forma de falar de Abril não é, apenas, recordá-lo; é vivê-lo. Vivê-lo de uma forma comparticipada, vivê-lo na forma como respeitamos os outros; vivê-lo como construímos uma cidade mais justa, uma obrigação permanente e renovada, com liberdade e com democracia.” “Estejamos todos à altura desse compromisso.” “Aos que aqui nasceram, que aqui escolherem viver, que aqui trabalham e, particularmente, aos que amam a nossa terra, será com essas pessoas que partilharemos o futuro. Um futuro que exige liderança, exige decisão, mas também diálogo”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Lagos. Na sua perspectiva, “a melhor forma de falar de Abril não é, apenas, recordá-lo; é vivê-lo.” “Vivê-lo de uma forma comparticipada, vivê-lo na forma como respeitamos os outros, vivê-lo como construímos uma cidade mais justa, uma obrigação permanente e renovada, com liberdade e com democracia. Estamos todos nesse compromisso”, declarou Hugo Pereira. E em jeito de mais um recado, apelou para que “estejamos todos à altura desse compromisso.” “Viva Lagos! Viva Portugal! Viva o poder local democrático!  Viva a Constituição da República Portuguesa! Viva o 25 de Abril! Muito obrigado todos e Viva Lagos.”