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TURISMO FLUVIAL DO DOURO EXIGE PLANO NACIONAL E INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURAS

Turisver Online

2026-05-07 21:09:10

A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) exige a criação de um Plano Estratégico Nacional para o Turismo Fluvial no Douro, com horizonte 2030, envolvendo o Governo, a APDL, as autarquias ribeirinhas e os operadores privados que inclua “investimento urgente” em infraestruturas. Em comunicado difundido esta quinta-feira, 7 de maio, a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) chama a atenção para o crescimento da actividade e para os riscos de sobrecarga nas infraestruturas da Via Navegável do Douro, por onde passaram, em 2025, 1.388.646 passageiros, com um “impacto económico estimado entre 350 e 450 milhões de euros”. Face a estes números, a AAMTD defende “a criação de um Plano Estratégico Nacional para o Turismo Fluvial no Douro, com horizonte 2030, envolvendo o Governo, a APDL, as autarquias ribeirinhas e os operadores privados”. E justifica: “um setor que vale 400 milhões de euros por ano e emprega mais de 8.000 pessoas de forma direta não pode continuar a crescer sem um enquadramento estratégico que assegure a sua sustentabilidade, competitividade e capacidade de planeamento a longo prazo”. A AAMTD alerta para o risco de estrangulamento das infraestruturas críticas da via navegável do Douro. “Com 16.974 eclusações realizadas em 2025, mais 9% do que no ano anterior, e episódios de avaria documentados nas eclusas de Crestuma-Lever, Bagaúste e Carrapatelo, a associação exige ao Estado português um plano de investimento urgente nas infraestruturas fluviais”. Isto porque, segundo a mesma entidade, “a capacidade atual das eclusas representa já um limite estrutural ao crescimento do setor”, sendo que, “sem intervenção imediata corre-se o risco de comprometer a experiência dos turistas e a competitividade dos operadores nacionais face à concorrência europeia”, alerta. Em 2025, acrescenta o comunicado, o Douro recebeu 113 operadores, 252 embarcações, 16.974 eclusaçens e mais de 31.500 escalas, atraindo centenas de milhares de turistas oriundos dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Austrália, ou seja, “mercados de alto valor e longa distância, com elevado impacto nas economias locais de todo o Vale do Douro”. A AAMTD, que representa os principais operadores da via navegável do Douro, incluindo a Douro Azul, a CroisiEurope, a Tomaz do Douro, a Rota Ouro do Douro e a Viking Cruises, antecipa “um crescimento contínuo do setor até 2030”, com o aumento do número de operadores e da frota, e “defende que esse crescimento seja orientado por critérios de sustentabilidade ambiental, planeamento territorial e qualidade da experiência turística”. “O Douro não é apenas um rio. É uma via navegável de classe mundial que gera 400 milhões de euros por ano e emprega diretamente oito mil pessoas. A AAMTD existe para garantir que este ativo seja gerido com a inteligência, a ambição e a seriedade que ele merece. E exigimos do Estado português que esteja à altura desta responsabilidade”, afirma Mário Ferreira, presidente da Direção, citado em comunicado.