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NAVIO COM HANTAVÍRUS CAUSA MAL-ESTAR ENTRE MADRID E TENERIFE

Jornal de Notícias

2026-05-07 21:09:10

Embarcação deverá atracar depois de amanhã em Granadilla, apesar da oposição do Governo das Canárias maria.campos@jn.pt SAúDE PúBLICA A ministra da Saúde espanhola, Monica García Gómez, explicou ontem que, quando o navio onde há um surto de hantavírus chegar a Tenerife, será implementado um “sistema de avaliação de saúde e evacuação para repatriar todos os passageiros, a menos que o seu estado de saúde o impeça”. Os 14 cidadãos espanhóis a bordo do MV Hondius, incluindo um tripulante, vão ser transferidos para o Hospital Militar Gómez-Ulla, em Madrid, onde ficarão em quarentena “durante o tempo que for necessário”, acrescentou a governante, que garantiu que a evacuação em Tenerife “evitará o contacto” com os cidadãos das Canárias. FALTA DE INFORMAçAO O chefe do Governo das Canárias, Fermando Clavijo, opôs-se ontem a qualquer retirada de doentes para o arquipélago, alegando “total falta de informação” POr parte do Executivo central. Em declarações aos jornalistas em Bruxelas, acrescentou não saber qual a situação dos passageiros e não compreender porque é que o Governo espanhol aceitou que o navio atracasse e porque é que os passageiros não podem desembarcar em Cabo Verde. “Se OS passageiros estiverem seguros e saudáveis, não faz sentido que tenham de vir para as Canárias para serem repatriados. Poderiam fazê-lo a partir do aeroporto internacional de Cabo Verde. Se pensarmos no interesse geral dos passageiros, o que faz sentido é começar a fazê-lo agora”, apontou Clavijo. A ministra espanhola assinalou ainda que tem estado em “contacto constante” com Clavijo, algo que o presidente do Governo das Canárias nega. “Não deviam ter excluído uma região que tem algo a dizer”, afirmou. “A ministra da Saúde não me ligou. Devia ter havido uma conversa com o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, ou um representante do Governo espanhol”, continuou. Questionado sobre se o Hospital Universitário Candelaria, em Tenerife, tem um protocolo para lidar com os passageiros desembarcados, Clavijo foi categórico: “Não, não há um protocolo para isso, é uma situação extremamente extraordinária”. Até ao momento, acrescentou, não receberam qualquer pedido para ativar este tipo de procedimento. Também ontem foram retirados do navio três casos suspeitos e transportados para OS Países Baixos. Dois dos casos são sintomáticos e encontram-se em “estado grave”. O terceiro caso, assintomático, teve “contacto próximo” com o cidadão alemão que morreu a bordo. . Três casos suspeitos foram retirados em Cabo Verde Maria Campos