ORDENS DA SAÚDE EXIGEM COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA PROFISSIONAIS
2026-05-07 21:09:10

Organismos pedem ao Governo e autoridades que tomem medidas. Em 2025, SNS contou 3429 episódios de agressões, mais 848 face a 2024 APELO De médicos a nutricionistas, passando pOr biólogos ou farmacêuticos, dez ordens profissionais ligadas à saúde exigiram, ontem, “tolerância zero” à violência contra profissionais “no exercício das suas funções ou POr causa delas”. Através de um comunicado conjunto, os organismos apelaram ao Goverono e às autoridades policiais e de saúde que tomem medidas para prevenir todos os atos de violência fisica, verbal, psicológica, moral ou simbólica. O apelo foi feito na sequência da divulgação, em abril, do número de episódios de violência registados, no ano passado, contra profissionais do Serviço Nacional de Saúde: 3429, mais 848 do que em 2024. “Apesar de não estarem abrangidos pela lei aplicada aos restantes profissionais de saúde, 61% dos médicos veterinários sofreram algum tipo de violência”, assinala o comunicado das ordens profissionais, que repudia, “de forma firme e inequívoca”, a “realidade inaceitável” apresentada pela DGS. Os organismos alertam que os números “representam apenas parte do pro-blema, porque muitos profissionais continuam a não reportar POr medo, descrença ou sensação de ausência de consequências”. SISTEMA DE NOTIFICAçãO As ordens dos psicólogos, médicos, nutricionistas, veterinários, médicos dentistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, enfermeiros, biólogos e dos assistentes sociais pedem, por isso, medidas, como “sistemas de notificação simples e protegidos, presença adequada de segurança nos serviços de maior risco, resposta institucional imediata aos profissionais agredidos, apoio jurídico e psicológico estruturador e uma atuação célere e consequente das autoridades”. E apelam ao Governo, Assembleia da República, Direção Executiva do SNS, DGS, unidades locais de saude, instituições privadas e sociais, forças de segurançat e de Proteção Civil e ao Ministério Público para que “reforcem de forma efetiva as medidas de prevenção da violência fisica, verbal, psicológica, moral ou simbólica e o apoio às vítimas”. Porque a saúde “deve ser um lugar de cuidado, não de medo”. Em 2025, SNS contou 3429 episódios de violência