10H. ATIVISTA PORTUGUÊS DA FLOTILHA DENUNCIA TORTURA APÓS EMBARCAÇÃO SER INTERCETADA POR ISRAEL
2026-05-07 21:09:09

Nuno Gomes relata tortura física e psicológica com ameaças de morte. Ainda neste jornal, declarações de advogados de polícias detidos no caso das alegados torturas e violações na Esquadra do Rato. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Observador, são 10 horas. E começamos com a lei laboral. O antigo ministro da Economia, António Pires de Lima, mostra-se preocupado com as cedências da CIP. Alerta que muitas cedências podem desvirtuar a reforma. A CIP revelou ontem a abertura para se aproximar das exigências da UGT em algumas matérias. Hoje as negociações voltam à concertação social e este está a ser visto como um dia decisivo. Convidado do Explicador, Pires de Lima defende que é importante aumentar a competitividade do país, mudando a legislação laboral, que caracteriza como medíocre. O antigo ministro da Economia lamenta, por isso, as dificuldades nas negociações. Eu vejo com muita preocupação que de cedência em cedência, nomeadamente algumas das que foram comunicadas ontem pela CIP, se acabe por vir a não ter nenhuma reforma laboral digna desse nome, e esta possa ser uma oportunidade perdida. E eu acho que isto é uma pena para Portugal, que parece contentar-se com uma posição medíocre em termos de competitividade da legislação laboral. Pires de Lima, que é CEO da Brisa, alega que Portugal se deveria inspirar nas leis laborais dos países do norte da Europa. Confessa também que acha provável um cenário de chumbo do documento, mas ainda há uma esperança para o antigo-ministro, o Presidente da República. E tenho ainda uma esperança, se quer que lhe diga, do ponto de vista político, na capacidade do Presidente da República, que é um homem de compromisso e que foi eleito em nome de compromisso, de poder salvar este processo, se não no dia de hoje, pelo menos nas semanas que se seguem, porque seria verdadeiramente um mau resultado para todos, e também penso que para o novo Presidente da República, que uma reforma dessas fosse paralisada. Análise de António Pires de Lima, o convidado do Explicador desta manhã. Ele recusa a responsabilidade do governo neste impasse, apesar de admitir algumas falhas de comunicação, sobretudo no início do processo. Ontem, o primeiro-ministro avisou que o governo não vai desistir de avançar com a reforma da lei laboral. Destaque agora para os grandes incêndios de 2022, que atingiram a Serra da Estrela. Quase quatro anos depois, os autarcas da região alertam que os apoios prometidos ainda não chegaram. Foi anunciado um plano de 155 milhões de euros para recuperar a região, mas continua por cumprir. O incêndio começou em agosto de 2022, durou mais de duas semanas, consumiu cerca de 22 mil hectares, o que equivale a metade do Parque Natural. Na altura, o governo do PS decretou o estado de calamidade e prometeu que iria recuperar a região e que a Serra da Estrela iria ficar ainda melhor do que antes. Foi depois aprovado o plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela, com um orçamento de 155 milhões de euros. Passado todo este tempo, os apoios continuam por chegar. É o que denuncia o presidente da Câmara da Guarda, o autarca independente Sérgio Costa. O município da Guarda já executou cerca de 2,5 milhões de euros do plano. Recebemos zero até agora. Não temos capacidade financeira, não temos mais liquidez para continuar a avançar com as medidas enquanto não nos pagarem este. E queremos saber onde é que vamos buscar o restante. A pergunta deixada por Sérgio Costa, que é também o presidente da Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela, ou seja, é o responsável pela gestão dos fundos do plano. O PS acusa o governo de Luís Montenegro de ter posto o plano na gaveta há dois anos. O deputado socialista Nuno Fazenda afirma que pouco ou nada avançou na prática. Nuno Fazenda era secretário de Estado do Turismo na altura do incêndio. Atualmente é coordenador da Comissão Parlamentar de Economia e Coesão. Agora acusa o governo de Luís Montenegro de não pôr em prática as medidas por falta de vontade política. O plano da Serra das Estrelas está há dois anos na gaveta. Esse é um facto que tem que ser evidenciado. É um plano concreto, que identifica de forma muito clara os projetos que estão em causa, as entidades promotoras, o financiamento, as fontes de financiamento e um calendário. E mais, este plano, já na altura, alguns projetos chegaram a avançar e posso até testemunhar e dar conta daquilo que foram projetos que nós chegámos a aprovar. Ora, o que acontece de lá para cá é que nunca mais nada avançou. A Rádio Observador pediu também um comentário ao PSD. Não houve disponibilidade por parte dos sociais-democratas para participar neste programa. No entanto, recentemente, no Parlamento, a deputada Dulcinaia Moura afirmou que tem havido consideráveis avanços no plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela. Este é o tema doonde para o caso de hoje, um programa para ouvir na íntegra, mais logo, depois do jornal das 17h, da tarde política. Está previsto para esta manhã o primeiro interrogatório dos agentes da PSP detidos no caso das alegadas torturas e violações na Esquadra do Rato. O início das audições estava marcado para as 9h30 da manhã, no Campus da Justiça, em Lisboa. É lá que está a repórter Teresa Freire. Teresa, são 16 os detidos que vão ser presentes ao juiz. Ainda não há confirmação oficial de que o interrogatório já começou, mas alguns dos detidos já chegaram. Ainda é muito cedo. Nós neste momento ainda não temos o despacho de apresentação, que é aquilo que o Ministério Público vai imputar às pessoas E, portanto, só esse despacho de apresentação é que vai descrever exatamente quais são os factos, quais são os crimes e também quais são os elementos de prova que sustentam esses factos. Tiago Melo Alves, que também disse que já falou com os quatro PSPs que representa e disse que estão, obviamente, preocupados. Estão obviamente preocupados, estão tranquilos, sentem-se injustiçados, mas enfim, terão a oportunidade aqui hoje de explicar a sua- Mas é isso que está a tentar dizer. Eu não queria entrar nessa discussão, se são inocentes, não são inocentes, sentem-se injustiçados e vão se defender aqui e explicar aquilo que têm que explicar. Tiago Melo Alves, um dos advogados que vai representar os PSPs envolvidos neste caso. Foram detidos 16, desses 16, 15 são da PSP. Há 13 agentes e dois chefes. Há ainda um segurança privado entre estes 16 detidos. Ainda não sabemos se já arrancou ou não. Sabemos que já aqui estão, mas acreditamos que ainda não tenha começado, uma vez que também ainda não chegaram todos os advogados, apenas dois que representam quatro desses 16 agentes. É preciso aguardar por mais informação. A Teresa Fraser está em direto do Campus de Justiça em Lisboa, sendo que a Inspeção-Geral da Administração Interna admite abrir novos processos disciplinares num caso que foi denunciado pela própria Polícia de Segurança Pública. Ossos partidos, arranhões e marcas pelo corpo todo. É a denúncia de um ativista português que seguia na flotilha para Gaza depois da embarcação ter sido interceptada pelo exército israelita. Em entrevista à Agência Lusa, Nuno Gomes, já em Lisboa, afirma que na abordagem às embarcações, o exército israelita apoderou-se dos passaportes. Acrescenta ter recebido ordens específicas que, caso não fossem cumpridas, poderiam resultar em disparos ou mesmo na morte. Nuno Gomes revela a tortura física e psicológica de que foi alvo durante os dois dias em que esteve sob o poder israelita. Durante essas 48 horas que estive raptado, sofri uma tortura psicológica permanente. Não nos deixavam dormir. Intercedi em ajuda perante camaradas meus e por não cumprir com algumas ordens, fui penalizado severamente e fui torturado fisicamente, acabando por sofrer lesões graves no meu corpo, incluindo uma costela rachada em dois sítios diferentes, uma lesão também grave que me causa bastantes dores na coluna vertebral e tenho algumas nódoas negras e arranhões pelo meu corpo todo. O português considerou ainda vergonhosa a abordagem feita pelo cônsul de Portugal em Creta e lamentou que o governo português continua ao lado de Israel. Eu tenho que apelidar esta abordagem do consulado como absolutamente vergonhosa, mas também tendo em conta a posição do nosso governo, que continua a negociar com um Estado genocida, isso não me admira. Pura e simplesmente, disse-me que não podia fazer nada, que eu tinha o meu passaporte comigo, que eu era um cidadão livre, que eu podia fazer aquilo que eu quisesse e que tinha que contactar os meus familiares em Portugal para me comprarem uma passagem para eu ir para Portugal. As declarações deste português, Nuno Gomes, que seguia na flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza, que foi detida pelas forças israelitas a 27 de abril. Treze países emitiram hoje um comunicado conjunto em que condenam esta interceção da flotilha de ativistas pró-Palestina. Espanha está entre os países signatários, Portugal não. A comunicação condena o ataque israelita à flotilha. É considerada uma iniciativa civil pacífica, com o objetivo de destacar a catástrofe humanitária, que, dizem estes países, existe na Faixa de Gaza. E falamos agora da guerra do Médio Oriente. Para o investigador Francisco Proença Garcia, a suspensão do Projeto Liberdade pode significar que Donald Trump percebeu finalmente que precisa dos aliados para poder manter a guerra. O presidente dos Estados Unidos anunciou terça-feira a suspensão temporária da nova operação militar no Estreito de Ormuz, que estava em vigor há apenas um dia. Trump deu-lhe o nome Projeto Liberdade, tinha como objetivo escoltar navios de países estrangeiros retidos no estreito devido ao bloqueio iraniano. Francisco Proença Garcia acredita que os Estados Unidos têm um poder limitado porque necessitam dos aliados para atingir os objetivos da guerra. Não só não pode fazer a guerra sem o apoio dos aliados árabes, como não pode fazer a guerra sem o apoio dos aliados europeus. Ele está a chegar a essa conclusão, que ele tem muito poder, é de facto um país muito poderoso, sobretudo do ponto de vista militar é imbatível, mas é um poder que acaba por ser limitado. Quando chegamos à realidade dos factos, ele ainda não conseguiu abrir o estreito. Ele não conseguiu os objetivos a que se tinha proposto, pelo menos inicialmente, da destruição da capacidade militar iraniana e sobretudo, desmantelar o programa de desenvolvimento nuclear, de maneira que ele precisa seriamente dos aliados. A análise do professor universitário e investigador Francisco Proença Garcia esteve esta manhã no Gabinete de Guerra. O Irão deve responder hoje ao plano proposto ontem pelos Estados Unidos para terminar a guerra no Médio Oriente. São agora 10h11, já a seguir o Contracorrente também sobre a guerra no Médio Oriente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque? Um dos militares que ficou gravemente ferido num salto de paraquedas em Tancos está em morte cerebral, confirmou o Observador, junto de fonte do Exército. O sargento estava internado no Hospital de São José, em Lisboa, em coma induzido, depois de ter sido inicialmente transportado para o Hospital de Abrantes. A segunda vítima, o outro sargento, continua sob observação hospitalar em Leiria. Este acidente ocorreu durante um salto quando os paraquedas se enrolaram no ar. A Rússia abateu esta noite quase 400 drones ucranianos, representa o maior ataque da Ucrânia à Rússia nos últimos tempos e acontece a dois dias do desfile militar dos 81 anos do Dia da Vitória. Trata-se do 9 de maio, o feriado que comemora a vitória da União Soviética sobre a Alemanha. Rádio Observador