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FORÇA DE UM APERTO DE MÃO PODE INDICAR RISCO DE DESENVOLVER DOENÇAS

Diário de Viseu

2026-05-07 21:09:09

Testes Investigadores apontam para a simplicidade, rapidez e baixo custo dos testes que podem ser feitos nos consultórios e centros de saúde Um estudo internacional sugere que testes simples de força muscular, como apertar uma mão ou levantar-se de uma cadeira várias vezes seguidas, podem prever o risco de desenvolver doenças cardiovasculares ou diabetes tipo 2, entre outras. A meta-análise de 94 estudos, que reforça o papel da força muscular como indicador-chave da saúde futura, foi publicada recentemente no British Journal of Sports Medicine. Os resultados do estudo indicam que dois testes bastante acessíveis, como são a força de preensão manual e a capacidade de se levantar e sentar numa cadeira cinco vezes seguidas, permitem estimar o risco de desenvolvimento de diversas patologias ao longo do tempo. As pessoas com maior força muscular apresentam menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, declínio cognitivo, depressão, incapacidade funcional e doenças neurodegenerativas como demência ou Parkinson, adianta a EFE. A principal vantagem destes testes, salientaram os investigadores, é a sua simplicidade, rapidez e baixo custo, pois não requerem equipamentos complexos e podem ser fa-cilmente aplicados em consultórios médicos, centros de saúde ou programas comunitários. Ou seja, estes testes “podem integrar a prática clínica, como ferramentas úteis para a deteção precoce de riscos em adultos, permitindo a identificação de pessoas com maior probabilidade de desenvolver doenças crónicas” e a tomada de medidas antes do aparecimento das doenças, reduzindo o impacto no sistema de saúde. Os cientistas também acreditam que os resultados podem contribuir para melhorar as estratégias de prevenção, facilitando intervenções baseadas no exercício físico e na promoção de estilos de vida saudáveis. “Importância clínica dos testes simples de aptidão muscular para prever condições de saúde a longo prazo”, assinado por Nuria Marín Jiménez, da Universidade de Almeria, e Bruno Bizzozero-Peroni, do Instituto Karolinska (Suécia), envolveu instituições da Europa, América e Oceânia. ?