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FNAM DIZ QUE MEDIDAS PARA URGÊNCIAS NÃO RESOLVEM FALTA DE MÉDICOS

HealthNews Online

2026-05-07 21:09:09

A Federação Nacional dos Médicos (Federação Nacional dos Médicos) acusou o Governo de falta de seriedade nas negociações sobre os incentivos remuneratórios destinados ao trabalho extraordinário nas urgências, considerando que as medidas propostas não resolvem a carência de médicos no Serviço Nacional de Saúde e contribuem para agravar a exaustão dos profissionais. Em declarações à Lusa, Joana Bordalo e Sá explicou que a FNAM reuniu na terça-feira com o Ministério da Saúde sem ter tido acesso prévio ao documento em discussão, que apenas foi remetido à federação após esse encontro. Apesar de a estrutura sindical ainda estar a analisar o diploma, Joana Bordalo e Sá alertou que, por ser muito semelhante ao modelo já publicado em 2024, a expectativa é de que volte a revelar-se insuficiente para responder aos problemas estruturais do SNS, em particular à falta de médicos nos hospitais e nos serviços de urgência. Segundo a dirigente sindical, a experiência do ano passado demonstrou que a criação de pacotes de horas extraordinárias remuneradas por blocos não evitou o encerramento de serviços de urgência em várias zonas do país, mantendo-se as dificuldades de resposta do sistema. O diploma que segue hoje para Conselho de Ministros prevê que as horas extraordinárias realizadas pelos médicos nas urgências acima do limite legal anual possam ser remuneradas com um incentivo adicional entre 40% e 80% do salário base. No caso dos médicos que exercem funções em entidades integradas no Serviço Nacional de Saúde, esse valor será calculado por grupos de 48 horas de trabalho extraordinário. Para a FNAM, esta abordagem continua centrada no aumento da carga horária dos profissionais, sem atacar as causas de fundo da escassez de médicos no SNS. “De qualquer forma, sendo muito semelhante àquilo que já tinha sido publicado para 2024, nós já sabemos que não vai resolver o problema da falta de médicos no SNS, nomeadamente a nível hospitalar e da urgência”, afirmou Joana Bordalo e Sá. A dirigente defendeu que a resposta passa por garantir condições de trabalho dignas, melhorar a organização dos serviços e rever o salário base dos médicos, considerando que essas medidas seriam determinantes para fixar profissionais no SNS e reforçar a capacidade de resposta dos hospitais. “O que deveria acontecer era dar condições de trabalho dignas, há toda uma panóplia de soluções que estão em cima da mesa neste momento ( ) e também [olhar para] a questão do salário base, porque aí não iam faltar médicos”, sustentou. lusa/HN A Federação Nacional dos Médicos (Federação Nacional dos Médicos) acusou o Governo de falta de seriedade nas negociações sobre os incentivos remuneratórios destinados ao trabalho extraordinário nas urgências, considerando que as medidas propostas não resolvem a carência de médicos no Serviço Nacional de Saúde e contribuem para agravar a exaustão dos profissionais. [Additional Text]: Joana Bordalo e Sá