9H. MILITAR EM MORTE CEREBRAL APÓS QUEDA EM TANCOS
2026-05-07 21:09:08

O sargento está internado no Hospital de São José em coma induzido e entrou em morte cerebral. Ainda as negociações para a reforma laboral e uma atualização do conflito no Médio Oriente. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Está marcado para daqui a meia hora o primeiro interrogatório dos agentes da PSP detidos no caso das alegadas torturas e violações na Esquadra do Rato, em Lisboa. Vão ser ouvidos no Campus da Justiça, também em Lisboa. Os crimes de tortura, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física, têm sido praticados contra pessoas vulneráveis e depois partilhados em grupos internos do WhatsApp. Os detidos começam a ser ouvidos daqui a pouco, em Lisboa, no Campus da Justiça, que está a repórter Teresa Freire. Teresa, são 16 as pessoas que vão começar a ser ouvidas hoje. Sim, desses detidos, 15 são da Polícia de Segurança Pública, 13 são agentes e há também dois chefes. Há ainda um segurança privado entre estes 16 detidos. Este caso que remonta à terça-feira, o dia em que foram detidos, na sequência de buscas realizadas. Foram buscas domiciliárias e também a esquadras. Isto porque parte dos arguidos já não se encontrava a trabalhar nas instalações do Rato e do Bairro Alto, as esquadras mais faladas neste caso. Em causa estão crimes como a tortura, a violação, o abuso de poder e ofensas à integridade física, como Carla dizias, alegadamente praticados contra pessoas que são vulneráveis, maioritariamente toxicodependentes e sem-abrigo, tendo em conta que a maior parte destas vítimas são estrangeiros. O primeiro interrogatório está marcado para daqui a meia hora, aqui no Campus da Justiça, em Lisboa. Não temos, para já, a informação se já chegou alguém ou não, mas também ainda falta cerca de 30 minutos. Espera-se que de hoje se saiba quais são as medidas de coação a ser aplicadas aos 16 detidos. Vamos aguardar, então, pelo momento da chegada, quer dos detidos, quer dos representantes legais. É o que vai fazer a Teresa Freire, que vai continuar esta manhã no Campus de Justiça, em Lisboa, sendo que a Inspeção-Geral da Administração Interna admite abrir novos processos disciplinares. Este caso, é importante recordar também, foi denunciado pela própria Polícia de Segurança Pública. E seguimos com a reforma laboral, porque hoje é um dia decisivo. A negociação volta à concertação social depois de ontem a CIP ter admitido ceder e aproximar-se de algumas propostas da UGT. Esta parece ser a última oportunidade para o governo tentar alcançar um acordo com as confederações patronais e com a UGT, que rejeitou a mais recente proposta do Executivo. A CIP mostrou ontem abertura para se aproximar da central sindical em várias matérias, mas o Observador sabe que esta posição da CIP não é acompanhada por todos os patrões. Algumas confederações não conheciam nem aprovaram as cedências anunciadas na conferência de imprensa de ontem. Mais, algumas dessas cedências que foram anunciadas por Armindo Monteiro são mesmo vistas como inaceitáveis por alguns patrões, que consideram que, em certa medida, acabam até por esvaziar a reforma laboral. E a poucas horas desta reunião da concertação social, o primeiro-ministro volta a deixar um aviso: o governo não pode ficar refém de intransigências. Luís Montenegro deixa nas entrelinhas a garantia de que não vai desistir de avançar com a reforma da Lei do Trabalho. Sendo este também um governo de concertação, é um governo que obviamente não vai desistir. Nós já demos muitas mostras de cedência. O que não podemos é ficar reféns da intransigência ou ficar reféns do imobilismo. O primeiro-ministro, num discurso ontem dos 52 anos do PSD, afirma também que este período vai marcar tanto a história de Portugal como os grandes períodos governativos, numa referência indireta aos 10 anos da liderança do governo de Cavaco Silva. Este é o tema do Explicador de hoje, a seguir a este jornal. É nosso convidado o CEO da Brisa, António Pires de Lima, antigo ministro da Economia. Falamos agora dos incêndios que atingiram a Serra da Estrela em 2022. Quase quatro anos depois, os autarcas da região denunciam que os apoios prometidos ainda não chegaram e alertam que a tragédia, como descrevem, pode repetir-se se nada for feito. Foi anunciado pelo governo do PS um plano de revitalização com orçamento de EUR155 milhões. Entretanto, passou para a alçada do Executivo da AD. Os autarcas ouvidos pela Rádio Observador afirmam que as verbas ainda não foram aplicadas e acusam PS e PSD de fazerem o jogo do empurra das responsabilidades. O presidente da Câmara da Guarda, o independente Sérgio Costa, alerta que sem financiamento é impossível pôr em prática as medidas. O município da Guarda já executou cerca de EUR2,5 milhões do plano. Recebemos zero até agora. Não temos capacidade financeira, não temos mais liquidez para continuar a avançar com as medidas enquanto não nos pagarem este. E queremos saber onde é que vamos buscar o restante. O presidente da Câmara de Mantegas, também independente, Flávio Maçano, fala igualmente de uma espera que dura há quatro anos e alerta que a questão dos incêndios pode repetir-se. Não temos tido respostas ou respostas muito pouco concretas, sempre deixando para frente, dizendo que não há dinheiro, dizendo que tem que se ver. E não passamos disto, portanto, quatro anos a aguardarmos. Não há financiamento, não há verbas. Este governo não olhou para o plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela da mesma forma em que ele foi colocado numa resolução de Conselho de Ministros. E, portanto, na verdade, também assistimos aqui, enquanto municípios, a um jogo do empurra. Também ouvido pela Rádio Observador, o deputado do PS Nuno Fazenda acusa o governo de Luís Montenegro de ter posto o plano na gaveta há dois anos. Os incêndios começaram no início de agosto de 2022, duraram mais de duas semanas, foram os maiores das últimas décadas, destruíram cerca de metade do Parque Natural da Serra da Estrela. Este é o tema doonde para o caso de hoje, para ouvir logo a seguir ao jornal das 17h. São 9h07, já a seguir o Explicador sobre a reforma laboral. Connosco vai estar António Pires de Lima. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam a atualidade? Está em morte cerebral um dos militares que ficou gravemente ferido durante o curso de paraquedismo em Tancos. A notícia foi avançada inicialmente pela CNN Portugal, confirmada pelo Observador junto de fonte do Exército. O furriel, de 23 anos, estava em coma induzido no Hospital de São José, em Lisboa. O outro ferido, segundo-sargento, continua sob observação no Hospital de Leiria. Este acidente ocorreu durante o último salto do curso, quando os paraquedas das duas vítimas se enrolaram no ar. O PS quer reforçar as competências do Parlamento em matérias de defesa. O projeto socialista vai hoje a debate. Em causa estão alterações a três diplomas estruturais da defesa e das Forças Armadas. Entre as propostas, a bancada socialista quer que seja entregue aos deputados um relatório anual sobre as missões das forças militares portuguesas no estrangeiro e que o conceito estratégico de defesa nacional, documento que define as prioridades do Estado para a defesa e que não é atualizado há mais de 10 anos, passe a ser debatido e aprovado pela Assembleia da República. O Irão deve responder hoje ao plano proposto pelos Estados Unidos para acabar a guerra no Médio Oriente. Esta é uma informação que foi transmitida por uma fonte de Teerão à CNN Internacional. Nas últimas horas, o Irão negou, no entanto, que esteja iminente qualquer acordo com os Estados Unidos. O presidente do Parlamento de Teerão classifica como falsas as notícias que dão conta de uma aproximação entre os dois países. O Sporting de Braga pode chegar hoje, pela segunda vez na história, à final da Liga Europa. Joga mais logo, na Alemanha, contra o Friburgo, e parte com uma vantagem de 2 x 1 da primeira mão. O jogo começa às 20h e vai ter, como sempre, relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. Rádio Observador