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ASSOCIAÇÃO PEDE PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL PARA O TURISMO FLUVIAL DO DOURO ATÉ 2030

TNEWS Online

2026-05-07 21:09:06

A Associação das Atividades Marítimo Turísticas do Douro (AAMTD) defendeu, esta quinta-feira, a criação de um plano estratégico nacional para o turismo fluvial no Douro até 2030, alertando para a necessidade de reforçar infraestruturas e garantir a sustentabilidade do crescimento do setor. Em comunicado, a associação considera que o plano deve envolver o Governo, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), os municípios ribeirinhos e os operadores privados. “Um setor que vale 400 milhões de euros por ano e emprega mais de 8.000 pessoas de forma direta não pode continuar a crescer sem um enquadramento estratégico que assegure a sua sustentabilidade, competitividade e capacidade de planeamento a longo prazo”, alertou a AAMTD. Segundo dados da APDL citados pela associação, a Via Navegável do Douro registou, em 2025, um total de 1.388.646 passageiros, o que representa o oitavo ano consecutivo de crescimento da atividade. No ano passado operaram nesta via navegável 113 operadores e 252 embarcações, tendo sido contabilizadas 16.974 eclusagens. A associação alerta, contudo, para o “risco de estrangulamento das infraestruturas críticas” do Douro, referindo que o número de eclusagens aumentou 9% face a 2024 e que foram registadas avarias nas eclusas de Crestuma-Lever, Bagaúste e Carrapatelo. Para a AAMTD, “a capacidade atual das eclusas representa já um limite estrutural ao crescimento do setor” e, “sem intervenção imediata”, poderá ficar comprometida “a experiência dos turistas e a competitividade dos operadores nacionais face à concorrência europeia”. A associação defende, por isso, “investimento urgente” nas infraestruturas fluviais e considera que o crescimento previsto até 2030 deve ser acompanhado por critérios de sustentabilidade ambiental, planeamento territorial e qualidade da experiência turística. “O Douro não é apenas um rio. É uma via navegável de classe mundial que gera 400 milhões de euros por ano e emprega diretamente oito mil pessoas”, afirmou Mário Ferreira, presidente da direção da AAMTD, citado no comunicado. O responsável acrescentou que a associação pretende assumir-se como “voz ativa do setor” junto do Governo, Turismo de Portugal, APDL e comunidades intermunicipais do Douro. Fundada em 2018, a AAMTD representa atualmente 33 operadores de turismo fluvial na Via Navegável do Douro, incluindo navios-hotel, cruzeiros diários e embarcações de animação turística. TNews