MINISTRA DA SAÚDE REJEITA QUE SNS ESTEJA A FALHAR: "ESSE É UM MITO SISTEMATICAMENTE REPETIDO"
2026-05-07 21:09:05

Ministra da Saúde rejeita “mito” sobre degradação do SNS e atribui quebra temporária da atividade ao impacto da gripe e do inverno - um dia após PS exigir demissão por "perda de autoridade política". Acompanhe o nosso liveblog sobre atualidade política A ministra da Saúde recusou esta quinta-feira que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) esteja a falhar na atividade assistencial que presta aos utentes, alegando que isso é um mito “sistematicamente repetido”. “Os números, todos eles, indicam que o SNS não está a falhar”, afirmou Ana Paula Martins após o Conselho de Ministros, um dia depois de o líder do PS, José Luís Carneiro, ter acusado o primeiro-ministro de ter falhado na saúde e de ser o responsável por manter em funções uma ministra que perdeu “há muito” a autoridade política. No mesmo dia, a deputada socialista Mariana Vieira da Silva tinha defendido a demissão de Ana Paula Martins, acusando-a de já ter desistido do SNS, que apresenta “dados gravíssimos de deterioração na resposta” aos utentes. Na conferência de imprensa desta quinta-feira, a governante salientou que o SNS cobre atualmente mais de 10,5 milhões de utentes, assegurando que, relativamente a 2024, quando o Governo da coligação AD assumiu funções, “todos os indicadores assistenciais melhoraram”. “O SNS não falha, esse é um mito que é sistematicamente repetido por causa de haver situações em que a atividade assistencial não é aquela que, eventualmente, comparando com períodos homólogos, era esperada”, defendeu Ana Paula Martins. Em causa está a redução de vários indicadores nos primeiros dois meses de 2026, que a ministra reconheceu ter acontecido, sobretudo, nas cirurgias e nas primeiras consultas, mas que considerou serem recuperáveis no resto do ano. Ana Paula Martins atribuiu essa diminuição ao pico de gripe, mas também ao “inverno rigoroso”, alegando que os seus impactos no SNS se prolongam por semanas, devido aos internamentos complexos e demorados que provoca. “Têm de nos deixar trabalhar e têm de nos deixar continuar a colocar os incentivos na organização dos serviços e na resposta das listas de espera para cirurgia e para consultas”, apelou a ministra, reafirmando que o novo sistema nacional de acesso SINAAC, que vai substituir o SIGIC, entra em funcionamento a 1 de agosto. [Ao décimo dia em Nova Iorque dá-se o homicídio brutal. As últimas horas, o que aconteceu no quarto 3416 e a confissão de Renato sobre como matou Carlos Castro. O acesso aos ficheiros da investigação permite reconstituir toda a investigação ao crime. Ouça o quinto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio e aqui o quarto episódio] Miguel Feraso Cabral [Additional Text]: A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, fala aos jornalistas após uma visita à delegacia de saúde do Tarrafal de Santiago, Cabo Verde, 29 de janeiro de 2026. A ministra da Saúde conheceu hoje um projeto com que Portugal está a ajudar Cabo Verde a enfrentar riscos acrescidos provocados pela alterações climáticas, entre outras causas. ELTON MONTEIRO/LUSA Agência Lusa