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NESTE NOVO ESTÚDIO DE PILATES NO BARREIRO, AS AULAS TÊM NO MÁXIMO TRÊS PESSOAS

NiT New in Town Online

2026-05-07 21:09:05

O Reativar recupera o método clássico, com aparelhos, avaliação inicial e correções constantes graças a um acompanhamento próximo Quando Joseph Hubertus Pilates começou a desenvolver o seu método, no início do século XX, a prática ainda se chamava contrologia. O objectivo era treinar o corpo como um sistema completo, juntando respiração, concentração, força, precisão e controlo do movimento. Em 1926, ao chegar a Nova Iorque, abriu o estúdio que ajudou a espalhar a técnica, primeiro entre bailarinos e artistas, depois entre atletas, clínicas de reabilitação e pessoas à procura de uma forma mais consciente de ganhar força e mobilidade. Quase um século depois, esse lado original do método é o ponto de partida do Reativar Pilates Barreiro, o novo estúdio de Ariadne Franco, de 37 anos, inaugurado a 25 de abril numa loja virada para o rio. A proposta distingue-se logo pelo tamanho das turmas. As aulas de grupo aceitam “no máximo três pessoas”, explica a fisioterapeuta. O limite permite que cada sessão tenha correções constantes, adaptação de exercícios e acompanhamento próximo, algo decisivo num método em que pequenos desalinhamentos mudam por completo o efeito do movimento. Ariadne quis trazer para o Barreiro uma prática mais próxima do Pilates clássico, com aparelhos e sequências ligadas à origem da contrologia. “O método difundiu-se muito e sofreu várias adaptações”, diz. A popularização trouxe vários formatos, alguns mais próximos do treino de ginásio, outros voltados para aulas maiores e ritmos mais acelerados. No novo estúdio, a escolha foi regressar à base. A ideia é “trazer mesmo o que o criador do método preza”. O ponto central está na forma como a aula é conduzida. Com três pessoas, Ariadne consegue ajustar a carga das molas, alterar apoios, adaptar amplitudes, corrigir respiração e acompanhar o ritmo de cada aluno. Uma pessoa pode estar a trabalhar mobilidade da coluna, outra a recuperar força depois de uma lesão, outra a procurar postura e consciência corporal. A turma é pequena para permitir essa leitura. Cada aluno entra com uma avaliação inicial, onde são observados historial clínico, dores, limitações, objectivos e hábitos de movimento. O estúdio recebe pessoas que procuram bem-estar, fortalecimento, postura e mobilidade, mas também em reabilitação. Ariadne é fisioterapeuta e traz para a sala a experiência de anos em ambiente hospitalar. Essa vertente clínica pesa na forma como estrutura as sessões. “Juntei todo o meu conhecimento, a minha bagagem hospitalar”, afirma. O Pilates, neste contexto, pode ser usado para recuperar movimento, melhorar autonomia, reforçar a musculatura profunda e ajudar quem vive com dores persistentes ou patologias que exigem acompanhamento técnico. Sessões e mensalidades O Reativar oferece aulas individuais, em dupla e em trio. As sessões individuais custam 40EUR por aula e as mensalidades começam nos 80EUR, podendo variar consoante o plano escolhido. Durante a fase de arranque, é possível marcar uma aula experimental grátis. A intenção é abrir mais turmas de manhã e consolidar a presença do estúdio no Barreiro, mantendo o mesmo limite de três alunos por grupo. Ariadne investiu cerca de 20 mil euros na adaptação do espaço, nos equipamentos e na criação de uma sala preparada para trabalhar com aparelhos. O Barreiro surgiu como segundo passo após a abertura do primeiro Reativar, em Alcochete, instalado no interior de uma clínica. Ali, o modelo de grupos pequenos ganhou procura e confirmou a aposta. “Correu muito bem e nesta primeira semana, no Barreiro, já temos alunos mesmo sem apostar na divulgação”, conta. A escolha pelo Barreiro tem uma dimensão profissional e pessoal. Ariadne vive na cidade há três anos, com o marido e os dois filhos, depois de ter morado em Lisboa. Viu o concelho ganhar novos serviços e sentiu que fazia sentido investir perto de casa. “O Barreiro tem muito potencial e está a crescer mesmo muito”. A responsável pelo projeto nasceu no Brasil e vive em Portugal há nove anos. Filha de pai português, veio para estudar, fez mestrado em Saúde Pública na Universidade Nova de Lisboa e construiu uma carreira ligada à fisioterapia hospitalar. Trabalhou quase cinco anos no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, incluindo o período da pandemia, numa área especialmente exigente para quem é especialista em fisioterapia respiratória. Ariadne Franco pediu demissão da função pública para apostar no estúdio de Pilates A ligação ao Pilates com aparelhos remonta ao último ano da faculdade, no Brasil. O método ficou guardado como uma ferramenta de trabalho e, ao mesmo tempo, como uma vontade antiga de criar algo próprio. Faltava apenas o momento em que a coragem superasse a segurança de um vínculo estável. Após sair do hospital, abriu o primeiro estúdio no Alcochete. “Sempre quis ser empreendedora. Hoje, a olhar pra trás, pergunto-me por que não fiz esta transição antes”, avalia. A saída da função pública aconteceu em outubro de 2024, depois de um processo pessoal difícil, marcado por uma perda gestacional. Ariadne queria preservar a ligação ao cuidado, mas procurava outro ritmo de vida e outra forma de estar com os pacientes. “Queria continuar a ajudar as pessoas, mas de outra forma.” O Pilates com aparelhos, que já conhecia, acabou por reunir as duas partes do percurso. Técnica, reabilitação, acompanhamento individualizado e autonomia. A amplitude do método aparece na idade dos alunos. Em Alcochete, Ariadne acompanha adolescentes e pessoas mais velhas, incluindo uma aluna de 88 anos. “Esta atividade é indicada para todas as idades”, resume. A diferença está no plano, na intensidade e nas adaptações. A escolha pela cidade tem uma camada prática e outra emocional. Ao chegar, vinda de Lisboa, sentiu diferença no ritmo e na oferta local, mas foi assistindo ao crescimento do Barreiro, ao aparecimento de novos serviços e a uma relação cada vez mais forte com a zona onde mora. “O Barreiro tem muito potencial e está a crescer mesmo muito”, afirma. Depois, resume a decisão com menos cálculo e mais pertença. “O estúdio fica a poucos metros da minha casa. E isso ajuda muito a manter a rotina” Hoje, ao olhar para a transição, Ariadne sente que podia ter dado o passo mais cedo. A estabilidade que parecia estar apenas no hospital passou a ser construída noutro lugar, entre aparelhos, avaliações, aulas com turmas pequenas e um acompanhamento mais próximo. “Somos nós que criamos a estabilidade”, assegura. VER GALERIA FICHA TÉCNICA MORADA Rua Miguel Pais, n.º 55 CONTACTOS(+351) 913 582 465 REDES SOCIAISInstagram HORÁRIOSegunda a sexta-feira | das 8h30 às 12h30 e das 15h às 19h15