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GOVERNO ACOMPANHA SURTO DE HANTAVÍRUS EM NAVIO DE CRUZEIRO

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2026-05-07 21:09:04

O Ministério da Saúde está a acompanhar o surto de hantavírus num navio de cruzeiro, garantindo articulação entre entidades nacionais para uma eventual resposta.  A Direção-Geral da Saúde considera que a situação representa, para já, um baixo risco para Portugal, mantendo vigilância em coordenação com a OMS.  O Ministério da Saúde afirmou que está a acompanhar de perto a evolução do surto de hantavírus no navio, adiantando que a DGS está articulada com as instituições nacionais, para dar resposta imediata caso seja necessária intervenção. A agência Lusa teve conhecimento de uma reunião ocorrida esta tarde entre a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, e a diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado. Contactado pela Lusa, o ministério confirmou a reunião, afirmando que resulta do “compromisso do Ministério da Saúde de monitorizar de perto a evolução do surto de hantavírus”. “Esta reunião serviu para a diretora-geral da Saúde fazer o ponto da situação deste surto que tem sido acompanhado pelas autoridades nacionais e internacionais da saúde”, afirma numa resposta escrita. No que diz respeito a Portugal, a DGS informou a secretária de Estado da Saúde que “está articulada com todas as instituições nacionais, nomeadamente o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), para dar resposta imediata, caso venha a ser necessária” intervenção. Em declarações na terça-feira à agência Lusa, a diretora-geral da Saúde afirmou que o surto “é uma situação circunscrita e por isso mesmo é uma situação que atualmente desempenha um baixo risco para Portugal”.  Rita Sá Machado adiantou que a Direção-Geral da Saúde está a acompanhar a situação com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no âmbito das suas funções e do Regulamento Sanitário Internacional.  “Não existem medidas preventivas para Portugal. Existem sim medidas que estão a ser equacionadas, neste momento, dentro do navio cruzeiro”, declarou.  Segundo o último ponto de situação feito pela Organização Mundial da Saúde, há até agora cinco casos suspeitos de infeção com hantavírus e dois confirmados em laboratório entre os ocupantes do navio cruzeiro. Três pessoas que viajavam no “MV Hondius” morreram.  A estirpe de hantavírus detetada num dos passageiros do navio de cruzeiro, transferido para um hospital na África do Sul, é a andina, a única transmissível entre humanos, informou esta quarta-feira o ministro da Saúde sul-africano.  Segundo testemunhas e informação de tráfego marítimo, o navio cruzeiro Hondius deixou esta quarta-feira as imediações do porto da Praia, Cabo Verde, seguindo para Tenerife. Prevê-se que o navio chegue às ilhas Canárias dentro de três dias e que as pessoas a bordo sejam retiradas e repatriadas ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil, disse o Governo de Espanha. O navio, com 149 pessoas (88 passageiros) de 23 nacionalidades fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, de onde saiu a 20 de março, e as ilhas Canárias, com paragens no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem. Segundo a OMS, os relatos de doença a bordo foram recebidos entre 06 e 28 de abril, sobretudo febre e sintomas gastrointestinais, com rápida progressão para pneumonia, síndrome respiratória aguda e choque. [Additional Text]: Ministério da Saúde atento a casos em navio internacional Navio onde foi identificado o hantavirus Agência Lusa