BRAGANÇA - REUNIÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL MARCADA POR DIVISÃO DEVIDO AO HELICÓPTERO DO INEM
2026-05-07 21:07:11

O assunto até nem estava na ordem de trabalhos e foi apresentado no período antes da ordem do dia devido à notícia que fez capa da edição da semana passada do Mensageiro de Bragança: as declarações da Ministra da Saúde sobre a possível retirada do helicóptero de Macedo de Cavaleirs para o Porto. O membro da bancada do Partido Socialista, Bruno Veloso, apresentou uma moção precisamente recomendando a manutenção daquele meio aéreo de emergência no Nordeste Transmontano. Mas, apesar de ser um assunto de interesse para a região, criou divisão na Assembleia, com a bancada do PSD a votar contra esta proposta, que considerou “extemporânea”, pela voz de Alex Rodrigues. A moção foi proposta por Bruno Veloso, membro da bancada do Partido socialista, defendendo que “o distrito de Bragança apresenta características geográficas e demográficas que tornam particularmente indispensável a manutenção deste equipamento no interior do território”. “A dimensão do distrito, a dispersão dos seus concelhos torna o helicóptero uma peça insubstituível do sistema de emergência. Não está apenas em causa a rapidez do transporte. Está em causa o tempo de resposta em situações em que minutos podem significar a diferença entre a vida e a morte. Importa ainda sublinhar que a relevância deste meio não se limita à emergência médica em sentido estrito. O helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros integra uma lógica mais ampla de coesão territorial e de compromisso do Estado com as populações do interior. Sempre que os pressupostos que estiveram na base da sua colocação permanecem válidos, como sucede atualmente, qual-quer alteração que fragilize esta resposta compromete a confiança das populações”, lê-se no texto apresentado. A Assembleia deliberou, então, reafirmar “a sua posição favorável à manutenção integral da base do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros”, e recomendar “ao Governo que salvaguarde a continuidade deste meio essencial ao serviço das populações do Nordeste Transmontano”. A moção “rejeita qualquer solução que reduza a capacidade de resposta imediata no distrito de Bragança e territórios vizinhos” e “recomenda ao Governo a reavaliação de qualquer decisão que ponha em causa a permanência deste recurso estratégico no interior do país”. “A presente moção deve ser remetida aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, ao Governo, ao Presidente da Repú- blica e às Assembleias Municipais do distrito de Bragança”, termina o texto. A moção foi aprovada com 33 votos a favor, do PS e da Iniciativa Liberal, nove abstenções e 27 votos contra, sobretudo da bancada do PSD e alguns presidentes de junta. O momento da votação provocou ainda uma pequena discussão entre o presidente da Mesa, Eduardo Malhão, e o proponente, Bruno Veloso, pela forma como os trabalhos estavam a ser conduzidos. Em causa, a contagem inicial que apontava para 30 votos favoráveis, tendo, entretanto, entrado mais três elementos na sala. A Mesa esclareceu o Mensageiro que os três votos mais que foram contabilizados a favor aconteceram “porque o sentido de voto não tinha ficado bem visível” e que se tratou de um lapso. António G. Rodrigues Reunião da AM da passada quinta-feira António G. Rodrigues