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PRIMEIRA REUNIÃO DO GRUPO PARA UM CENTRO ACADÉMICO CLÍNICO - SECRETÁRIA DA SAÚDE QUER ESTRUTURA AO NÍVEL DAS MELHORES DO PAÍS

Diário Insular

2026-05-07 21:02:03

O grupo de trabalho para a criação de um Centro Académico Clínico na Região realizou terça-feira a sua primeira reunião, presidida pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi. “Estamos a seguir, com rigor, todos os passos necessários para garantir que os Açores possam vir a ter um Centro Académico Clínico ao nível dos melhores do país, com condições, massa crítica e capacidade para igualar ou até superar os restantes centros existentes”, afri mou a governante. Esta estrutura multidisciplinar foi criada pelo Despacho n.º 843-A/2026, de 22 de abril, e integra representantes da Universidade dos Açores, da secretaria regional da Saúde e Segurança Social, dos três hospitais da Região, das Unidades de Saúde de Ilha e do Centro de Oncologia dos Açores. A secretaria regional da Saúde sublinha que se trata de “uma abordagem abrangente, colaborativa e estratégica para avaliar os requisitos necessários à criação de um Centro Académico Clínico de referência na Região”. A tutela acrescenta que o grupo “conta com elementos que já tiveram experiência direta em processos de criação e desenvolvimento de outros Centros Académicos Clínicos no país, reforçando a solidez técnica e estratégica deste trabalho”. Segundo Mónica Seidi, o objetivo é criar um modelo capaz de assegurar elevados padrões de formação, investigação e inovação clínica. “Este é um processo inclusivo, participado e agregador, construído com todas as entidades relevantes e com total interesse do Governo Regional em garantir o seu sucesso”, assegurou. Numa nota de imprensa, a secretaria regional sustenta que “a criação de um Centro Académico Clínico representa uma oportunidade estratégica para reforçar a diferenciação do Serviço Regional de Saúde, potenciar a formação médica e académica na Região, atrair talento e consolidar os Açores como espaço de inovação em saúde”. “Os trabalhos agora iniciados permitirão analisar modelos, identi-fci ar condições e apresentar uma proposta concreta sobre os termos da eventual criação desta estrutura, num percurso que o Governo dos Açores pretende desenvolver com ambição, rigor e visão de futuro”, é sublinhado. A reitora da Universidade dos Açores, Susana Mira Leal, já assinalou que um Centro Académico Clínico implica adaptar a legislação nacional de 2018, que apenas prevê a criação destas estruturas no continente. O processo deverá também envolver o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O futuro do Serviço Regional de Saúde tem estado em debate. Na semana passada, Mónica Seidi reiterou que o executivo defende uma lógica de complementaridade e que o hospital de Ponta Delgada se manterá como “hospital fim de linha”, mas sem centralização de serviços. “Aquilo que o Hospital do Divino Espírito Santo vai ser é aquilo que na atualidade acontece, ou seja, é um hospital fim de linha, porque presta serviços que mais nenhum hospital da região prestará”, disse. LITERACIA EM SAÚDE Paralelamente, a secretária regional da Saúde e Segurança Social marcou ontem presença na sessão de abertura do curso de capacitação “Literacia em Saúde: Um Compromisso Regional”, promovido pelo Programa Regional de Promoção da Literacia em Saúde, no âmbito do Plano Regional de Saúde 2030. Esta formação, que decorre em Ponta Delgada, assenta na avaliação da literacia em saúde na Região e na capacitação dos profsi sionais, reconhecendo o seu papel essencial enquanto mediadores entre a informação técnica e os utentes. “A Literacia em Saúde é hoje uma ferramenta indispensável para promover decisões mais informadas e melhores escolhas em saúde”, afri - mou Mónica Seidi. Formação, investigação e inovação são prioridades COLABORAÇÃO. Equipa responsável por avaliar a criação de um Centro Académico Clínico nos Açores envolve universidade, hospitais e unidades de saúde. GRUPO DE TRABALHO. Reunião marcou o arranque formal do processo