PEUGEOT 308 GT HÍBRIDO: NO REVERSO DA MEDALHA
2026-05-06 21:06:32

O renovado GT é a prova de que as medalhas têm sempre dois lados. De um lado, a motorização híbrida em modo “sport” conjugada com a seleção manual das seis relações, é entusiasmante. Por outro lado, a escolha “eco” e automatização, conferem um agradável conforto na condução, à qual se podem juntar as massagens nas costas dos assentos dianteiros. A Peugeot 308 GT híbrido e-DCS 6 145cv é uma opção híbrida ligeira que aposta num equilíbrio muito bem conseguido. FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com) A liderança no segmento C, a carrinha mais vendida no mercado nacional, e a escolha eléctrica que pode chegar aos 450 km de autonomia (WLTP), fazem parte do cartão de visita da renovada gama 308. Os níveis de equipamento são três (Style, Allure e GT) e as motorizações são quatro, o elétrico, o híbrido “plug-in”, o híbrido e o “regressado” Diesel 1.5 de 130cv e transmissão automatizada EAT8. Nas dimensões o automóvel continua a estar abaixo dos quatro metros e meio de comprimento (4.360 mm), conta com menos de dois metros de largura (1.850 mm) e menos de metro e meio na altura (1.440 mm) nesta versão que monta pneus 225/40 em jantes de 18”. Na bagageira a volumetria é de 412 litros, moduláveis mediante rebatimento dos assentos traseiros ou nivelamento do piso. Nos números mais expressivos, este GT fica em 37.545 euros que incluem cor opcional (850 euros), bancos dinâmicos em Alcantara (1.300 euros), carregamento por indução para “smartphone” (150 euros) e visão 360º+“assist plus” (1.000 euros). Sem alterações significativas face às cotas do anterior modelo, o 308 conta com algumas alterações estéticas no exterior, em especial na dianteira e traseira, mas é no interior que vamos encontrar os mais evidentes sinais de modernidade, que se juntam a outros menos visíveis. No automóvel que obteve quatro estrelas Euro NCAP (Maio 2022) cerca de 31% dos materiais são provenientes de reciclagem e 85% são reutilizáveis. Do lado das mais visíveis, encontramos o “i-connect advanced+Peugeot connect plus” que inclui chat gtp, geolocalização, planeamento de viagem e comando remoto para luzes e portas. Nas versões “plug-in” e eléctricas existe a possibilidade de gerir carregamentos de bateria. A motorização deste híbrido está a cargo do gasolina 1.2 de 136 cv+28cv do motor elétrico (100+21 kW) e transmissão automatizada de seis relações e-DSC 6. Consoante estatura de quem se sentar ao volante, um pilar “A” de acentuada inclinação, a cota em altura e o perfil do assento, podem condicionar o acesso. Uma vez no interior, os diversos ajustes nos assento e volante, permitem encontrar uma boa posição de condução e bons ângulos de visibilidade para a frente e laterais. Na visibilidade traseira, a visualização 360º projectada no visor central de 10”, e o apoio dos sensores de estacionamento à frente e atrás, são uma importante ajuda nas manobras de marcha-atrás, estacionamento e demais manobras. Ainda no visor central táctil, vamos encontrar uma vasta lista de serviços e funcionalidades que exigem alguma dedicação, primeiro para configurar e também para utilizar, e daí retirar os benefícios, desde o “wi-fi” às escolhas de tipos e intensidades das massagens, disponíveis nas costas dos assentos dianteiros. Para quem se sentar ao volante e na consola central, um comando permite escolher os modos de gestão da motorização híbrida: um desportivo; o normal; e o económico. O desportivo implica uma alteração na cor do painel de instrumentos, e uma gestão algo diferente nas acelerações e reprises. Na dinâmica, a existência de pneus/40 acentua a desportividade, com as suspensões e travões a terem um desempenho muito agradável. A escolha “M” e as patilhas (-/+) atrás do volante, enfatizam a desportividade, ao mesmo tempo que proporcionam uma condução mais reactiva. No modo económico, acontece o contrário, com este modo a ser a base ideal para quem pretende fazer uma condução defensiva, ou ter como alvo a economia de combustível. Num breve contacto ao volante e em percurso misto (AE+EN+Urbano) registámos um consumo de 5,5 litros/100 km à média de 49 km/h. Carlos Sousa