EUROPA VIVE MELHOR SESSÃO EM QUASE UM MÊS COM PERSPETIVAS DE PAZ. BMW DISPARA 5%
2026-05-06 21:06:31

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira. há 48 min.17h59 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Europa vive melhor sessão em quase um mês com perspetivas de paz. BMW dispara 5% As principais praças europeias viveram a melhor sessão em quase um mês esta quarta-feira, com os investidores a mostrarem-se mais otimistas em relação a um acordo de paz entre EUA e Irão. Os EUA enviaram um novo memorando de 14 pontos ao Irão para pôr um ponto final num conflito que já dura há mais de dois meses - e que, caso seja aceite, poderá levar à reabertura do estreito de Ormuz e à reposição do tráfego normal do comércio global. O regime de Teerão disse estar a avaliar a proposta. Neste contexto, o Stoxx 600 encerrou a negociação com ganhos de 2,22% para 623,25 pontos - a melhor sessão desde meados de abril. A queda substancial nos preços do petróleo beneficiou o setor das viagens, compostos em grande parte por companhias aéreas, que têm sido bastante penalizadas pelo aumento dos preços do "jet fuel". O setor acelerou quase 6% esta quarta-feira, trazendo o seu saldo anual para uma queda de 7,30%. "Os mercados estão cada vez mais à procura de uma nova narrativa que assuma o protagonismo”, afirma Joachim Klement, diretor de estratégia da Panmure Liberum, à Bloomberg. “Isto aumenta o risco de uma rotação repentina na liderança do mercado, que leve a um crash momentâneo", acrescenta. Apesar de terem acelerado em força esta quarta-feira, as ações europeias continuam a negociar abaixo dos máximos registados no período pré-guerra. De acordo com a Bloomberg, os avanços mais recentes do Stoxx 600 têm sido impulsionados por um pequeno número de empresas - indicando que a recuperação não tem sido homogénea entre as cotadas -, com seis companhias a representarem 90% dos ganhos desde finais de abril. Entre as principais movimentações de mercado, a Novo Nordisk acelerou 2,5%, tendo chegado a ganhar quase 7%, depois a farmacêutica ter registado lucros de 48.557 milhões de coroas suecas (cerca de 6.497 milhões de euros) no primeiro trimestre, um aumento de 67% em relação ao mesmo período de 2025. Também a BMW disparou 5,4%, após a fabricante de automóveis ter registado vendas mais robustas do que o antecipado no mercado europeu. Entre os principais índices, o alemão DAX ganhou 2,12%, o francês CAC subiu 2,94% e o britânico FTSE progrediu 2,15%. Já o espanhol IBEX avançou 2,47%, o neerlandês AEX subiu 1,67% e o italiano FTSE MIB acelerou 2,35%. há 53 min.17h54 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Juros afundam na Zona Euro após especulações de um acordo de paz Os juros das dívidas soberanas encerraram a sessão desta quarta-feira a afundar, num dia em que a especulação sobre um potencial acordo de paz entre EUA e Irão levou os preços do petróleo a registarem grandes recuos, levando os investidores a reduzirem o número de subidas nas taxas de juro previstas por parte do Banco Central Europeu (BCE) e outros bancos centrais. Durante a madrugada, o Presidente dos EUA já tinha informado sobre "grandes progressos" nas negociações com o Irão, a que se seguiu uma notícia da publicação online Axios esta manhã que indicava que a Casa Branca estava convencida que um acordo de paz poderá chegar no curto prazo. No entanto, do lado iraniano, a posição pública sobre a guerra dos altos responsáveis do país pouco mudou, com a agência de notícias Isna a citar uma fonte governamental para descrever as exigências norte-americanas como "excessivas e irrealistas". "Os investidores estão tão ansiosos por avançar que se precipitam ao mínimo indício de notícia - mesmo relatos sem fonte - para reajustar as curvas de rendimentos", explica Benoit Gerard, estratega de taxas da Natixis, à Bloomberg. Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, terminaram a sessão com um alívio de 6,2 pontos base para 2,998%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade desceu 8,8 pontos para 3,621%. Por Itália, a queda foi ainda mais expressiva, de 11,6 pontos para 3,744%. Já pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa na maturidade de referência caíram 8,9 pontos base para 3,357%, enquanto os juros espanhóis desceram 8,8 pontos para 3,423%. Fora da Zona Euro, a tendência manteve-se, com os juros das "Gilts" britânicas a mergulharem 12,2 pontos base para 4,938% e os das "Treasuries" norte-americanas a afundarem, neste momento, 7,1 pontos para 4,353%. há 56 min.17h51 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ouro acelera quase 3% com possível acordo de paz à vista O ouro está a registar o maior avanço em mais de um mês esta quarta-feira, acelerando quase 3% e negociando próximo da marca dos 4.700 dólares, num dia em que os investidores estão a celebrar um potencial acordo entre os EUA e Irão - e a Casa Branca está confiante numa aproximação, de acordo com a publicação online Axios. De acordo com o porta-voz iraniano dos Negócios Estrangeiros, Teerão está a analisar a proposta enviada por Washington, apesar de classificar as exigências norte-americanas como "excessivas e irrealistas". O metal amarelo está a acelerar 2,90% para 4.688,28 dólares por onça, tendo chegado a acelerar 3,7%. Também a prata está a celebrar esta alegada aproximação, ao disparar 5,93% para 77,11 dólares por onça. Apesar de o ouro normalmente beneficiar de uma escalada nas tensões geopolíticas, a subida nos preços da energia estão a alimentar receios de uma inflação mundial galopante que obrigue bancos centrais por todo o mundo - incluindo o norte-americano - a manter as taxas de juro em território restritivo por mais tempo. O metal amarelo tende a valorizar num ambiente monetário mais flexível, uma vez que não rende juros. "O ouro e a prata estão a valorizar, à medida que as esperanças de um acordo entre os EUA e o Irão fazem com que o petróleo e o dólar desçam, atenuando os ventos contrários macroeconómicos que têm pesado sobre os metais preciosos nas últimas semanas", afirma Ewa Manthey, estratega de matérias-primas do ING Groep NV, à Bloomberg. "A sustentabilidade desta tendência depende agora da persistência desta distensão e da sua capacidade de manter os preços da energia e as expectativas de inflação sob controlo", acrescenta. Antes da notícia da Axios, o Presidente dos EUA, Donald Trump, já tinha escrito nas redes sociais que tinham sido alcançados "grandes progressos" nas negociações com o Irão e que a marinha norte-americana iria interromper, para já, a escolta de navios pelo estreito de Ormuz - uma ação que apelidou de "Projeto Liberdade". O objetivo passava por impulsionar as negociações de paz, mas, já esta tarde, o líder da maior economia do mundo voltou às redes sociais para ameaçar o Irão com novos bombardeamentos caso não aceite o acordo. 17h45 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Dólar cai para mínimos pré-guerra com paz no horizonte O dólar está a perder bastante terreno face aos seus principais concorrentes, acompanhando a queda nos preços do petróleo, numa altura em que os EUA e Irão parecem estar mais próximos do que nunca de alcançar um acordo de paz. De acordo com a publicação norte-americana Axios, a Casa Branca está confiante de que o fim do conflito está no horizonte, num dia em que a televisão estatal do Irão garante que a passagem pelo estreito de Ormuz é agora "segura". O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face aos seus principais rivais - cai 0,57%, tendo chegado a ceder 0,9% e a atingir mínimos de finais de fevereiro. O euro ganha 0,5% para 1,1752 dólares e a libra acelera 0,43% para 1,3599 dólares, enquanto a divisa norte-americana cai quase 1% para 156,36 ienes - atingindo o valor mais baixo em dez semanas, depois de as autoridades japonesas terem-se visto obrigadas a intervir no mercado cambial na semana passada. "As últimas notícias marcam uma mudança significativa na narrativa", explica Daniela Hathorn, analista de mercado sénior da Capital.com, acrescentando que é provável que os investidores se inclinem cada vez mais para uma visão otimista e continuem a desfazer alguns dos piores cenários que já estavam incorporados no preço. O Presidente dos EUA, Donald Trump, deu 48 horas ao Irão para responder à proposta apresentada pela Casa Branca ao Paquistão, que está a servir de mediador das negociações. Caso Teerão não responda positivamente, o líder norte-americano promete voltar aos bombardeamentos - "de um nível e intensidade muito superiores aos anteriores", escreveu nas redes sociais. Do lado iraniano, a posição pública dos altos responsáveis do país não tem mudado muito esta quarta-feira, com o porta-voz da comissão de segurança e política externa do Parlamento a afirmar que a proposta de Washington é uma "lista de desejos, não uma realidade". 17h01 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Petróleo reduz perdas e volta a negociar acima dos 100 dólares O barril de petróleo está de volta a negociar acima da marca dos 100 dólares por barril, tendo brevemente negociado abaixo da mesma, depois de a publicação online Axios ter noticiado que a Casa Branca acredita estar mais próxima de alcançar um acordo de paz com o Irão - apesar de representantes do país do Médio Oriente continuarem a afirmar que a proposta dos EUA é irrealista. A esta hora, o Brent - crude de referência para os EUA - cede 6,89% para 102,30 dólares por barril, tendo chegado a afundar cerca de 12% para 96,75 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) cai 6,58% para 95,55 dólares por barril, depois de ter chegado a mergulhar 13% durante a sessão. Por sua vez, o gás natural de referência para a Europa, negociado em Amesterdão, cai 6,96% para 43,64 euros por megawatt, tendo chegado a desvalorizar aproximadamente 14%. As perdas foram cortadas para cerca de metade depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter escrito nas redes sociais que, se o Irão não concordar com a proposta entregue, "os bombardeamentos começarão e serão, infelizmente, de um nível e intensidade muito superiores aos anteriores". E do lado do regime de Mojtaba Khamenei os sinais não são os mais promissores: o porta-voz da comissão de segurança e política externa do parlamento iraniano apelidou o memorando norte-americano de "lista de desejos, não uma realidade". Caso a proposta vá avante, o duplo bloqueio do estreito de Ormuz poderia cair por terra e a livre circulação por uma das vias marítimas mais importantes do mundo - por onde passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumido no globo - poderia finalmente retomar. O Irão deverá responder aos EUA nas próximas 48 horas, de acordo com a publicação Axios. "O preço do petróleo está a reagir a uma mudança no sentimento do mercado, em vez de aos equilíbrios do mercado, impulsionado pelas notícias de um potencial acordo entre os EUA e o Irão", explica Giovanni Staunovo, analista do UBS Group AG, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "Ainda não é claro quando o tráfego pelo estreito será retomado", acrescenta. 14h55 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Possível acordo entre EUA e Irão leva Wall Street a novos máximos. AMD dispara 18% Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira em território positivo, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a atingirem novos máximos históricos, num dia em que os investidores estão a aplaudir a aproximação entre EUA e Irão, que poderá pôr fim a um conflito que já se arrasta há mais de dois meses. A publicação online Axios está a noticiar que Washington acredita estar perto de chegar a um acordo com Teerão, mas o país do Médio Oriente já veio dizer que há muita especulação em torno da notícia. Em causa está um memorando de uma página com 14 pontos para acabar com a guerra e estabelecer um quadro para negociações nucleares mais detalhadas, de acordo com o que dois responsáveis norte-americanos e outras duas fontes a par do assunto terão dito à Axios. Os EUA esperam uma resposta do Irão nas próximas 48 horas e, caso não seja positiva, Donald Trump promete retomar os bombardeamentos "a um nível e intensidade muito superiores aos anteriores", disse nas redes sociais. Ao New York Post, afirmou que ainda era "muito cedo" para falar de paz. Neste contexto, o S&P 500 está a acelerar 0,79% para 7.316,78 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 1% para 25.579,04 pontos. Ambos atingiram novos máximos históricos em 7.319,41 pontos e 25.588,42 pontos, respetivamente. Já o industrial Dow Jones valoriza 0,93% para 49.757,98 pontos. O otimismo dos investidores está ainda a ser alimentado para uma queda expressiva nos preços do petróleo, com o crude de referência para a Europa e de referência para os EUA a cair mais de 6% a esta hora. "O mercado continua a antecipar uma desaceleração e uma diminuição das restrições de oferta", afirmou Geoff Yu, estratega macroeconómico sénior do BNY, à Bloomberg. "O caminho a percorrer é acidentado, mas a direção a seguir parece clara", acrescenta. Fora do escopo da guerra, é o setor do tecnológico que está a captar as atenções dos investidores - e há uma série de catalisadores por detrás das subidas desta quarta-feira. A SpaceX, que está próxima de entrar em bolsa, quer gastar 55 mil milhões de dólares para construir uma fábrica de semicondutores no Texas. O anúncio foi feito um dia após a Alphabet, dona da Google, ter conseguido angariar 17 mil milhões para investir em inteligência artificial (IA). A Advanced Micro Devices (AMD) dispara 18,70%, atingindo um novo máximo histórico nos 430,57 dólares, depois de a fabricante de "chips" ter registado lucros e vendas bastante acima das expectativas do mercado, citando uma explosão na procura por semicondutores de IA. As receitas da empresa aceleraram 38% para 7,44 mil milhões de dólares no primeiro trimestre do ano, com uma grande fatia (5,8 mil milhões) a vir das vendas para centros de dados. O lucro chegou aos 1,38 mil milhões. 12h36 Rui da Rocha Ferreira ruiferreira@negocios.pt Preço do petróleo tomba mais de 10%. Brent negoceia baixo dos 100 dólares O preço do petróleo está em queda acentuada ao início da tarde desta quarta-feira, com a desvalorização do "ouro negro" a acentuar-se depois dos mais recentes desenvolvimentos relacionados com a guerra do Médio Oriente. Primeiro foi a notícia que dá conta de um possível acordo entre os EUA e o Irão a fazer cair os preços do petróleo. Depois foi a afirmação da Guarda Revolucionária iraniana, que garante que é "seguro" atravessar Ormuz, a ter impacto na negociação do petróleo. Pelas 12:29 horas desta quarta-feira, o preço do barril de Brent, a referência europeia, caía 10,86%, negociando nos 97,94 dólares e abaixo da barreira simbólica dos 100 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, recuava 11,33% para os 90,98 dólares por barril. 10h52 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Mercados celebram aproximação entre Washington e Teerão. Crude afunda 6%, ouro sobe e bolsas disparam Os mercados estão a reagir à notícia de que o Irão e os Estados Unidos (EUA) poderão estar perto de chegar a um entendimento em relação a um acordo de paz para pôr fim à guerra no Médio Oriente e os investidores parecem já estar a precificar o possível fim do conflito no golfo Pérsico. Nesta medida, após já terem arrancado a sessão com desvalorizações, os preços do crude nos mercados internacionais estão agora a registar quedas expressivas, com o Brent - de referência para a Europa - e o West Texas Intermediate - de referência para os EUA - a cederem mais de 6%. O preço de referência para o barril no Velho Continente está agora a negociar ligeiramente acima dos 103 dólares, enquanto o de referência para a maior economia mundial se fixa nos 95,38 dólares por barril. Noutros pontos do mercado, também o ouro está a acentuar a tendência de ganhos e pula mais de 3%, para os 4.703,630 dólares por onça, beneficiando de uma queda generalizada do dólar. No que toca aos ativos de risco, os futuros do S&P 500 e as ações europeias negoceiam em máximos intradiários, com os principais índices da Europa Ocidental a dispararem mais de 2% em praticamente toda a linha. 10h32 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Europa celebra aproximação entre Irão e EUA com índices a subirem mais de 1%. Novo Nordisk dispara 6% Os principais índices europeus negoceiam em alta em praticamente toda a linha e atingirm já o seu valor mais elevado das últimas duas semanas, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter ontem reacendido esperanças de que um acordo de paz com o Irão possa ser assinado em breve. Neste contexto, o índice Stoxx 600 , de referência para a Europa , ganha 1,62%, para os 619,62 pontos. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 1,63%, o italiano FTSEMIB avança 1,39%, o francês CAC-40 dispara 2,57%, o espanhol IBEX pula 1,56%, ao passo que o neerlandês AEX regista ganhos de 1,48%, num dia em que o britânico FTSE 100 pula 1,84%. Depois de já terem arrancado a sessão em alta, com o sentimento dos investidores a ser impulsionado uma queda do crude nos mercados internacionais, após Trump ter sinalizado progressos nas negociações com o Irão para pôr fim à guerra - tendo suspendido as escoltas a navios comerciais no estreito de Ormuz -, as praças bolsistas ganham agora ainda mais terreno. Isto depois de a Axios ter avançado há instantes que a Casa Branca acredita estar perto de chegar a um acordo com o Irão sobre um memorando de entendimento de uma página para acabar com a guerra e estabelecer um quadro para negociações nucleares mais detalhadas, segundo dois responsáveis norte-americanos e outras duas fontes a par do assunto citadas pela agência de notícias. “O mercado continua a precificar a desaceleração do conflito e uma atenuação das restrições de oferta”, disse à Bloomberg Geoff Yu, da BNY. “O caminho a seguir é acidentado, mas a direção parece clara”, resumiu o especialista. As ações da região ainda permanecem abaixo dos máximos históricos registados no início deste ano e os retornos do Stoxx 600 têm sido impulsionados por um pequeno número de empresas, com seis ações a representarem quase 90% dos ganhos no final de abril, de acordo com dados avançados pela Bloomberg. Além do que parece ser uma abertura para a paz no Médio Oriente, também fortes resultados das cotadas seguem a alimentar o apetite pelo risco. Num dia repleto de divulgações de contas trimestrais, a Novo Nordisk está a subir quase 6%, com o novo medicamento Wegovy a contribuir para impulsionar as vendas do primeiro trimestre, sendo que a farmacêutica registou uma subida de mais de 65% nos lucros até março, em comparação com o período homólogo. Noutros movimentos do mercado, a energética Orsted cai mais de 4%, com o lucro após impostos da operadora de parques eólicos a ficar aquém das expectativas do mercado. 10h31 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Juros da Zona Euro registam fortes alívios com queda de mais de 5% do crude Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar fortes alívios em toda a linha na sessão desta quarta-feira, depois de a publicação Axios ter avançado há instantes que a Casa Branca acredita estar perto de chegar a um acordo com o Irão sobre um memorando de entendimento de uma página para acabar com a guerra e estabelecer um quadro para negociações nucleares mais detalhadas, segundo dois responsáveis norte-americanos e outras duas fontes a par do assunto citadas pela agência de notícias. Nesta linha, também os preços do crude negoceiam com quedas de mais de 5%, aliviando as preocupações em relação a uma escalada da inflação ao nível global. Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 7,5 pontos-base, para os 2,986%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 9,6 pontos-base, para 3,612%. Já em Itália, os juros aliviam 12 pontos-base para 3,740%. Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos recua 9,6 pontos-base para 3,350%, com a “yield” das obrigações espanholas a cair 9,7 pontos, neste caso para 3,414%. Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, seguem a mesma tendência e recuam 10,7 pontos, para 4,953%. 09h04 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Iene ganha força com mercados a apontar para nova intervenção. Dólar recua com acordo EUA-Irão à vista O iene registou uma subida repentina nesta quarta-feira, suscitando novamente especulações sobre uma nova intervenção no mercado cambial por parte de Tóquio. Não houve ainda nenhuma confirmação por parte do Japão de que o Governo e o banco central estarão a comprar ienes, mas as autoridades têm ameaçado intervir há meses, sendo que na passada quinta-feira, o Nikkei , operador da bolsa de Tóquio - confirmou à Bloomberg que autoridades do país tinham seguido esse caminho. Neste contexto de uma possível nova intervenção, a divisa nipónica chegou a tocar nos 155 ienes por dólar, valor atingido pela última vez no final de fevereiro deste ano. Nesta altura, a “nota verde” perde 0,87% para os 156,510 ienes. A valorização do iene na quarta-feira ocorre também num contexto em que o dólar está a ceder de forma generalizada, devido às esperanças de uma resolução do impasse entre os EUA e o Irão no estreito de Ormuz. Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes , recua 0,33% para os 98,115 pontos. Noutros pontos, o euro soma 0,30% para os 1,173 dólares, enquanto a libra avança 0,32% para os 1,359 dólares. 09h01 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Ouro e prata ganham mais de 2% com dólar mais fraco e desvalorização do crude O ouro está a negociar com valorizações na sessão de hoje, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dado a entender que poderá ser alcançado um acordo de paz com o Irão, o que está a alimentar uma queda do dólar e do petróleo, à medida que as preocupações com a inflação diminuem ligeiramente. A esta hora, o ouro soma 2,27%, para os 4.660,450 dólares por onça, tendo atingido no arranque da sessão máximos de 28 de abril. No que toca à prata, o metal precioso ganha 3,93%, para os 75,715 dólares por onça. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a jornalistas na terça-feira que “a Operação Fúria Épica está concluída”, acrescentando que “não estamos a torcer para que ocorra uma situação adicional”, cita a Bloomberg. A ajudar à subida dos preços do metal amarelo está um dólar mais fraco, o que torna o ouro mais barato para detentores de outras divisas. E embora o ouro seja considerado uma proteção contra a inflação, taxas de juro elevadas prejudicam o apelo pelo metal, que não rende juros, sendo que a redução dos preços do crude nos mercados internacionais , que ainda assim se mantêm acima dos 100 dólares por barril - está a alimentar expectativas de que a inflação possa ser mais contida do que o esperado. Os investidores aguardam agora por dados do mercado laboral dos EUA conhecidos no final desta semana, que irão testar se a maior economia mundial continua suficientemente resiliente para manter as taxas diretoras da Reserva Federal inalteradas. 08h08 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Brent cai e negoceia nos 108 dólares por barril com Trump a sinalizar possível acordo com Teerão Os preços do petróleo negoceiam com desvalorizações nesta quarta-feira e caem pela segunda sessão consecutiva, com sinais de que os Estados Unidos (EUA) e o Irão poderão estar mais perto de chegar a um acordo para pôr fim à guerra, com os “traders” otimistas de que o fluxo de petróleo e gás natural retido na região possa ser retomado em breve. Nesta medida, o Brent , de referência para a Europa ,, cede 1,61%, para os 108,10 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) , de referência para os EUA , recua 1,73% para os 100,50 dólares por barril. Ambos os preços de referência caíram cerca de 4% na sessão de terça-feira. Noutras matérias-primas, o gás natural negociado na Europa cai 2,14%, para os 45,92 euros por megawatt-hora. Na terça-feira, Donald Trump afirmou inesperadamente que iria suspender temporariamente uma operação destinada a ajudar a escoltar navios comerciais através do estreito de Ormuz, citando progressos no sentido de um acordo com o Irão, sem fornecer detalhes sobre o possível entendimento. Ainda assim, tanto o Brent como o WTI mantêm-se acima dos 100 dólares por barril, já que as perspetivas de um acordo de paz permanecem ainda incertas, enquanto os "traders" notam que levará tempo para que os fluxos comerciais através da via marítima sejam totalmente restaurados, mesmo que se chegue a um acordo. Trump afirmou que a Marinha dos EUA continuaria o seu bloqueio aos portos iranianos. Noutros pontos, os “stocks” de petróleo bruto dos EUA terão caído pela terceira semana consecutiva. Segundo dados preliminares, as reservas de crude caíram em mais de 8 milhões de barris na semana que terminou a 1 de maio. 07h46 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Ásia fixa novos máximos com Trump a sinalizar progressos no Irão. Samsung dispara 15% e já vale mais de 1 bilião de dólares Os principais índices asiáticos fecharam em alta, seguindo o movimento registado durante a sessão de ontem em Wall Street, com vários índices da região a atingirem novos recordes, impulsionados por uma queda do crude nos mercados internacionais, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter sinalizado progressos nas negociações com o Irão para pôr fim à guerra, tendo suspendido as escoltas a navios comerciais no estreito de Ormuz. Os futuros do norte-americano S&P 500 seguem a ganhar cerca de 0,30%, enquanto pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 somam 0,90%, apontando para uma abertura em alta. Por Taiwan, o TWSE pulou 0,91%, tendo atingido um novo máximo histórico nos 41.575,84 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong subiu 0,99%, enquanto o Shanghai Composite avançou 1,04%. Na Coreia do Sul, o Kospi fixou um novo máximo histórico de 7.426,60 pontos, com o “benchmark” do país a encerrar com ganhos expressivos de 6,93%. Tanto o índice regional MSCI Ásia-Pacífico, que subiu até 2,5%, como o índice MSCI de ações globais atingiram um máximo histórico, com as ações do setor tecnológico a liderarem as valorizações, impulsionadas por um otimismo renovado em relação ao setor da inteligência artificial (IA). Nesta medida, o Kospi da Coreia do Sul foi impulsionado pela gigante Samsung Electronics, que disparou mais de 15% para atingir um "market cap" de 1 bilião de dólares, sendo apenas a segunda empresa asiática a atingir essa marca depois da Taiwan Semiconductor Company, que ultrapassou a barreira no verão do ano passado. O petróleo Brent segue a cair cerca de 1,50% e negoceia abaixo dos 109 dólares por barril devido à especulação de que as tensões no Médio Oriente irão abrandar na sequência dos comentários de Trump, com a queda registada nesta manhã nos preços do crude a alimentar, também, as expectativas de um abrandamento da inflação e de um crescimento económico mais forte. Os resultados acima do esperado apresentados pela Advanced Micro Devices e pela Super Micro Computer, após o fecho dos mercados nos EUA, contribuíram para o apetite pelo risco. Este contexto coincidiu também com uma retoma do setor da IA, uma vez que a diminuição das pressões inflacionistas e a melhoria do clima de confiança reforçaram as expectativas de melhores resultados empresariais. “O aumento da utilização de semicondutores na IA e na computação de alto desempenho constitui um motor de crescimento estrutural ao longo de vários anos”, disse à Bloomberg Vey-Sern Ling, do Union Bancaire Privée. “Por isso, quaisquer sinais de abrandamento das tensões no Médio Oriente irão trazer os investidores de volta ao mercado, especialmente no que diz respeito aos intervenientes da cadeia de abastecimento sediados na Ásia e nos mercados emergentes”, resumiu o especialista. Negócios jng@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Rui da Rocha Ferreira ruiferreira@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt [Additional Text]: Europa celebra aproximação entre Irão e EUA com índices a subirem mais de 1%. Novo Nordisk dispara 6% Brent cai e negoceia nos 108 dólares por barril com Trump a sinalizar possível acordo com Teerão Negócios jng@negocios.pt