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EMPRESÁRIO DECLARA LAMBORGHINI AVENTADOR COMO CARRO DE SERVIÇO. E SAFA-SE!

Observador Online

2026-05-06 21:06:31

Os carros de serviço vão de berlinas de luxo a furgões comerciais, mas este empresário tentou declarar um Lamborghini Aventador como o seu carro da empresa. E conseguiu, graças a um velho Ferrari. Cada país tem as suas regras para evitar abusos no que respeita aos carros de serviço, pois este estatuto implica que tanto a aquisição como a manutenção e os custos de utilização são considerados um custo para a empresa, em vez de para o utilizador. Habitualmente, os carros de serviço são berlinas ou SUV discretos, com valores que dependem da saúde financeira da empresa e do estatuto do empregado, mas este empresário alemão decidiu declarar ao fisco um veículo demasiado especial como carro de serviço: um Lamborghini Aventador, com 770 cv e um preço que pode ascender a meio milhão de euros. O Aventador possui linhas apaixonantes mas extremamente agressivas, com apenas dois lugares e a oferecer uma bagageira acanhada (140 litros), mas um generoso depósito de gasolina (85 litros). Além de conseguir atingir 350 km/h, o Aventador passa pelos 100 km/h ao fim de somente 2,8 segundos, mas é sobretudo o comportamento exuberante que delicia os potenciais compradores, trunfos que dificilmente conseguirão sensibilizar os funcionários do fisco, pouco dados a aceitar um supercarro como veículo de trabalho. A tentativa de registo do “Lambo” como carro de serviço não foi aceite pelas autoridades, sobretudo depois dos fiscais considerarem que havia muito uso privado naquele carro da empresa, além de registos de quilómetros e deslocações ilegíveis, o que vai contra as regras locais. Mas o empresário não concordou com a decisão e levou o caso para o tribunal fiscal federal que, por estranho que pareça, deu razão ao queixoso. Decidiu o tribunal que o empresário, cuja frota ao seu serviço na empresa incluía um BMW 740d, além do Aventador, não necessitava do Lamborghini para seu uso pessoal, uma vez que possuía na sua garagem particular um Jeep Commander e um velhinho Ferrari 360 Spider. Face à semelhança entre o Ferrari e o Lamborghini, considerando o tipo de veículo, a velocidade elevada e o aspecto geral, o juiz decidiu que o Aventador poderia ser considerado só mais um carro de serviço e, como tinha apenas dois lugares, provavelmente classificaria-o apenas como mais um rápido veículo comercial com dois lugares. Alfredo Lavrador