POSIÇÃO - MARIANA VIEIRA DA SILVA E SER LÍDER DO PS: "NÃO ME VOU EXCLUIR PARA SEMPRE”
2026-05-06 21:06:31

Mariana Vieira da Silva e ser líder do PS: “Não me vou excluir para sempre” POSIÇÃO Antiga ministra, no entanto, não vê como "provável” hipótese de ser secretária-geral a breve prazo. Elogia escolhas de Carneiro paraa Comissão Política e deixa críticas aos recados de Pedo Nuno Santos. Mariana Vieira da Silva deixa claro que nunca imaginou lideraro Partido Socialista, porém não fecha a porta a uma eventual candidatura. “Não me vou excluir para sempre desse caminho. Quem ocupa as posições políticas que ocupo e já ocupei não pode dizer que põe completamente fora de causa essa possibilidade. Não estaria a ser verdadeira consigo próprio”, reiterou no programa Política com Assinatura daAntena 1, embora diga não considerar ser "provável” vir a ser entrevistada proximamente como secretária-geral do PS e que, “ao contrário de outros, nunca foicoisa que pensasse”. Como O DN avançou, as palavras de Pedro Nuno Santos, categorizando de "taticistas” outros militantes que não se tinham apresentado à candidatura a secretário-geral do PS, encontravamo destinatários em Fernando Medina, Mário Centeno, Duarte Cordeiro e Mariana Vieira da Silva. A ex-ministra da Presidência já tinha respondido às críticas há duas semanas e foi assertiva novamente. “A maior riqueza do PS é a diversidade de opiniões. A liberdade de ex-pressão deve existir, nunca somos demais para o combate. Não quero ques as críticas que fiz sejam confundidas, mas todos têm os seus caminhos. Não me pareceu bem ou justo para aqueles que se querem posicionar. Passar os primeiros minutos da intervenção a atacar e a criticar praticamente todos Os socialistas... não me parece ter sido uma boa forma de regressar”, categorizou a vice-presidente da bancada parlamentar socialista. Vincando que “o PS não estáem condições de viver em permanência neste estado de tensão”, Vieira da Silva entende que a “derrota de Pedro Nuno Santos foi pesada” e que o partido deve “saber interpretá-la. “Eu julgo que o próprio o terá feito e o partido também tem de o fazer”, apontou, sem aceitar o termo “morte política.” Sobre José Luís Carneiro, elogia “a acalmia da vida interna” e considera que “fez bem” em incluir as varias oposições internas na comissão Política. A deputada é uma das mais interventivas nas comissões de Saúde. Por isso, está com Adalberto Campos Fernandes, que vai coordenar o Pacto Estratégico parae a Saúde, uma iniciativa prometida em campanha e já em execução por António José Seguro. “Acho que um pacto estratégico em temas muitos dificeis, que exigem uma coesão, pode ser útil. A ideia de que toda a saúde vai ficar resolvida num pacto, acho dificil”, admitiu à Antena 1. “o meu empenho neste trabalho não diminui por eu ter dúvidas da possibilidade de chegar a acordo em algumas matérias”, disse, perspetivando as posições do Governo em relação às sugestões do Presidente da República. Nesse mesmo capítulo, a Saúde, prefere apontar as “críticas” a Luís Montenegro, descartando “pedidos de demissão” de Ana Paula Martins. PâG. 8 “o PS não está em condições de viver em permanência neste estado de tensão”, considerou a antiga ministra, a propósito das críticas de Pedro Nuno Santos. Mariana Vieira da Silva foi cabeça de lista do PS em Lisboa nas legislativas de maio de 2025. FREDERICO BÁRTOLO