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GUIMARÃES - AVANCA PRIMEIRA FÁBRICA DE SATÉLITES ÓPTICOS DO PAÍS

Correio do Minho

2026-05-06 21:06:29

Unidade de produção de satélites ópticos concluída em seis meses PRIMEIRA unidade de produção e teste de satélites ópticos do país estará concluída dentro de seis meses, anunciaram ontem 0 Município de Guimarães e 0 CEiiA. GUIMARAES A cidade que é berço da nação quer agora afirmar-se também como o berço da inovação e foi nesse contexto que O Município de Guimarães assinou ontem um contrato de comodato com o CEiiA , Centro de Engenharia e Desenvolvimento para a instalação, em Pevidém, de uma unidade de produção e teste de satélites ópticos. As obras de reabilitação das instalações da antiga Fábrica do Alto, que operava no sector têxtil, decorrem já a bom ritmo”, prevendo-se que a nova unidade esteja concluída e a operar dentro de seis meses. “ Estamos a concretizar uma visão que temos para o concelho, que é 1ma visão com a ambicão e transformar Guimarães no berço da inovação, com forte dinâmica industrial, sobretudo em novos sectores de actividades”, sublinhou Ricardo Araújo, O presidente da Câmara, que falava na sessão que decorreu no salão nobre e que contou com a presença do secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira. o edil apontou que este é mais um exemplo desta proactividade, deste dinamismo, desta visão” que quer imprimir ao território. Ricardo Araújo realçou que este trabalho em parceria, com instituições como a Universidade do Minho e o CEiiA, está a permitir a concretização daquele que é o primeiro grande investimento num sector de ponta, de grande crescimento e de grande potencial, ligado ao sector aeroespacial”, notando que esta será a primeira fábrica e centro de testes para satélites ópticos em Portugal. é de destacar esta capacidade de Guimarães, com a sua história, continuar a olhar para o futuro; de Guimarães que tem uma fortíssima tradição em sectores industriais como o têxtil, o calçado e as cutelarias ser ao mesmo tempo capaz de estar na li-nha da frente, na vanguarda de uma aposta que também é nacional, uma aposta que o Governo e o país estão a fazer neste sector aeroespacial”, acrescentou, lembrando que em curso estão também as obras nas antigas instalações da Fábrica do Arquinho, na cidade, que vão acolher a Escola de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho e também o projecto Fibrenamics. Antes da assinatura do contrato de comodato com O CEiiA realizou-se uma visita às obras já em curso na Fábrica do Alto, onde o secretário de Estado da Econo-mia testemunhou o andamento dos trabalhos. João Rui Ferreira enfatizou que a sua presença na sessão deve ser vista como um sinal de confiança e de agradecimento” por tudo o que Guimarães tem feito de uma forma próactiva. “Não ficaram à espera, não houve lamentações, criaram-se as oportunidades, a câmara percebeu a dimensão do projecto, uniu-se a uma entidade do desenvolvimento tecnológico muito importante do país, encontrou-se espaço, deram-se as condições e o projecto vai acontecer”, descreveu João Rui Fer-reira, acrescentando que este projecto acabará por ter efeitos positivos nos sectores de actividade já instalados naquela zona. Já José Rui Felizardo, CEO do CEiiA, realçou que esta parceria com o Município de Guimarães é um compromisso com o futuro”, vincando a importância desta unidade de testes e de produção de satélites no quadro da estratéoin nacional nara o esnaço”, uma estratégia que está centrada em dois grandes programas: Constelação do Atlântico e Acesso ao Espaço. José Felizardo especificou que no âmbito do Acesso ao Espaço estão contemplados três pólos: “ o pólo do acesso ao espaço dos Açores, o pólo de Alverca mais centrado nas questões da defesa e o pólo de Guimarães, em que combinamos o desenvolvimento tecnológico com o desenvolvimento industrial, com a parte dos testes . Toda esta estratégia visa permitir que Portugal se assuma como um dos países líderes da Europa na área do espaço. “A instalação em Pevidém, na Fábrica do Alto, desta primeira unidade de produção de satélites ópticos representa uma escolha muito clara: Guimarães não quer ficar à margem dos sectores que estão a redesenhar a economia, a indústria e a soberania tecnológica do nosso país e da Europa. Queremos ser parte da inovação e da economia do espaço, onde Portugal está a fazer uma aposta estratégica”, afirmou Ricardo Araújo. Realizou-se ontem a assinatura do contrato de comodato entre a Câmara e o CEiiA para instalacão da unidade na antiaa Fábrica do Alto Marlene Cerqueira