SABIAS QUE OS ELÉTRICOS E OS HÍBRIDOS PERDEM AUTONOMIA NO FRIO E NO CALOR - E OS RESULTADOS VÃO SURPREENDER-TE
2026-05-06 21:06:28

Um dos argumentos mais repetidos por quem ainda hesita em comprar um veículo elétrico é simples e direto: no inverno, a bateria perde autonomia e o carro fica muito mais caro de usar. É verdade. Mas o que esse argumento convenientemente ignora é que os híbridos convencionais sofrem exatamente do mesmo problema, só que a indústria nunca fez grande alarde disso. Um novo estudo da AAA, a maior organização de assistência automóvel dos Estados Unidos, veio agora colocar os dois tipos de veículo lado a lado, com condições de teste rigorosas e iguais para todos, e as conclusões são reveladoras em mais do que uma direção. O estudo testou seis modelos num dinamómetro, o que permite controlar todas as variáveis externas e comparar os resultados com rigor científico. Do lado dos elétricos, entraram em pista um Chevrolet Equinox EV 2025 de tração dianteira, um Tesla Model Y 2025 de tração traseira e um Ford Mustang Mach-E 2025 de tração integral. Pelos híbridos, responderam um Toyota Prius 2025 de tração dianteira, um Honda CR-V 2026 de tração integral e um Hyundai Tucson 2025 de tração integral. Nenhum dos carros era novo em folha, com quilometragens entre os 5.988 e os 21.396 quilómetros. Os valores de referência foram registados a uma temperatura ambiente de 22 graus Celsius, com o sistema de climatização de bordo definido para a mesma temperatura. Os resultados do frio são os que mais captam a atenção, porque confirmam a suspeita popular sobre os elétricos mas acrescentam uma dimensão que poucos esperavam encontrar nos híbridos. A menos 13,5 graus Celsius, os três veículos elétricos perderam em média 35,6% de eficiência em termos de consumo equivalente, o que se traduziu numa perda média calculada de autonomia de 39%. O Tesla Model Y de tração traseira foi o modelo que registou a maior diferença entre os valores de referência e os obtidos a temperatura negativa. Até aqui, nada de surpreendente para quem acompanha este tema. O choque vem a seguir: a mesma temperatura fez os três híbridos perderem em média 22,8% de eficiência de combustível. Quase um quarto da economia de consumo, simplesmente por fazer frio. No calor, a 35 graus Celsius, o cenário inverte-se ligeiramente em favor dos elétricos. Os três veículos a bateria mostraram uma queda de eficiência de 10,4% e uma perda de autonomia de 8,5% face aos valores de referência. Os híbridos saíram pior neste cenário, com uma redução média de eficiência de 12%. Quando o sol castiga, os elétricos aguentam melhor do que os híbridos. Mas o estudo vai mais longe do que simplesmente comparar percentagens de perda. A questão mais relevante para o bolso de quem conduz é quanto custa percorrer a mesma distância em cada cenário. E aqui os números são claros, com uma condição fundamental que não pode ser ignorada. A custar 87,75 dólares por cada 1.600 quilómetros percorridos a menos 13,5 graus, os elétricos ficam em média 29% mais baratos do que os híbridos na mesma temperatura, que custam 123,95 dólares pelo mesmo percurso. Em condições moderadas, a diferença é ainda maior: os elétricos gastam 55,64 dólares por cada 1.600 quilómetros, enquanto os híbridos chegam a 95,51 dólares. Esta vantagem financeira dos elétricos, porém, aplica-se exclusivamente a quem carrega em casa, onde as tarifas de eletricidade são substancialmente mais baixas do que nos carregadores rápidos públicos. Quem depende exclusivamente da rede pública de carregamento paga mais do que num híbrido, independentemente da temperatura. Greg Brannon, diretor de engenharia e investigação automóvel da AAA, sintetizou as conclusões com uma honestidade que raramente se encontra nos comunicados técnicos do setor: “Os veículos elétricos são eficientes em temperaturas moderadas, mas perdem autonomia significativa no frio. Já esperávamos isso com base nas nossas investigações anteriores, mas ficámos surpreendidos com a redução de 23% na eficiência dos híbridos em temperaturas frias. Os condutores devem ter em conta o clima, os custos de energia e os seus padrões de condução ao escolher o veículo que melhor se adapta ao seu estilo de vida.” A mensagem central deste estudo é, no fundo, um convite à honestidade intelectual no debate entre tecnologias. Os elétricos perdem mais autonomia no inverno do que os híbridos, isso é um facto indesmentível. Mas também custam menos a usar em praticamente todas as condições, desde que o carregamento seja feito em casa. Os híbridos são mais consistentes face às temperaturas extremas em termos percentuais, mas são sistematicamente mais caros a abastecer. Não existe a escolha perfeita para todas as pessoas. Existe a escolha certa para cada perfil de utilização, e este estudo fornece finalmente os dados para a fazer com os olhos abertos. [Additional Text]: Sabias que os elétricos e os Híbridos perdem autonomia no Frio e no Calor - E os resultados vão surpreender-te Redação