15H. PARTIDO SOCIALISTA PEDE A DEMISSÃO DA MINISTRA DA SAÚDE, ANA PAULA MARTINS
2026-05-06 21:06:16

Declaração da deputada socialista, Mariana Vieira da Silva. Ainda neste jornal, FIFA alarga a suspensão de Prestianni para 6 jogos e jogador do Benfica pode falhar o Mundial. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Vamos às notícias. Jornal das três, na Rádio Observador, com Miguel Vilar. Miguel, o PS acaba de pedir a demissão da ministra da Saúde. É esse o pedido feito em nome do Partido Socialista pela deputada Mariana Vieira da Silva. Seguimos de imediato até ao Parlamento, ao encontro do jornalista do Observador, Miguel Vitério Dias. Miguel, o que é que motiva este pedido de demissão? Os dados mais recentes no acesso ao Sistema Nacional de Saúde. Mariana Vieira da Silva diz que o governo coloca cada vez mais dinheiro no SNS, mas a capacidade de resposta vai sendo cada vez menor e diz, por isso, que não se compreende como é que Luís Montenegro continua ainda a confiar em Ana Paula Martins. Questionada diretamente sobre se é um pedido de demissão, Mariana Vieira da Silva, deputada do PS, que é porta-voz para o setor da saúde, diz que desde este segundo governo do PSD, liderado por Luís Montenegro, que o PS é contra a permanência de Ana Paula Martins no lugar e agora reforça esse pedido de demissão, tendo em conta a redução da atividade assistencial. Diz a deputada e antiga ministra que não se pode justificar esta redução da atividade assistencial com o pico da gripe, até porque isso aconteceu mais cedo do que em outros anos e, portanto, teria existido já a oportunidade para recuperar algum caminho e que não há qualquer desculpa para esta redução no acesso ao Serviço Nacional de Saúde, pedindo assim a saída de Ana Paula Martins, numa declaração feita há pouquíssimos minutos nos Passos Perdidos da Assembleia da República. Aqui no Parlamento, que esta tarde vai receber um convidado especial, o presidente da Assembleia da Ucrânia, esteve já esta manhã reunido com os partidos políticos, encontro ao qual faltou apenas o PCP, que também não vai marcar presença no arranque deste plenário. Isto porque o plenário desta tarde estava destinado apenas a declarações políticas, mas vai arrancar com uma intervenção do presidente do Parlamento Ucraniano, com uma intervenção de Aguiar Branco e depois, então sim, a ordem do dia habitual. Ora, o PCP não marcará presença também neste arranque de sessão para manter essa posição que tem mantido desde o início do conflito, de não apoiar o governo ucraniano durante este conflito. Um arranque de sessão diferente, conhecido apenas esta manhã. Daqui a pouco, ou na próxima hora, teremos a oportunidade também de escutar essa intervenção do homólogo de Aguiar Branco aqui no plenário da Assembleia da República. É um momento que vai ser acompanhado por ti, Miguel Vitério Dias, coordenador de política da Rádio Observador, que vai assistir a esta sessão plenária. Ainda não se sabe se é ou não suficiente para a UGT, mas a CIP anunciou várias cedências à Confederação Sindical em nome de um acordo sobre alterações ao Código do Trabalho. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, aceita, por exemplo, deixar cair a proposta que abria caminho a que um trabalhador despedido de forma ilegal pudesse não ser reintegrado na empresa. Uma possibilidade já prevista no caso das microempresas e que se pretendia agora alargar, uma das propostas de alteração mais criticada pela UGT. Que esta medida, da maneira como ela foi apresentada, trouxe mentira e falta de rigor. Mas repito, se esta medida é uma medida que está a servir de arma de arremesso, de forma irresponsável, então a CIP também aceita a posição da UGT. Não se altera. Armindo Monteiro anuncia que a CIP está ainda disponível para ir ao encontro da UGT nas propostas de alteração ao regime de outsourcing, banco de horas individual, formação contínua e arbitragem. Não estamos a atirar a toalha ao chão, nada disso. Estamos apenas a dizer que perante outras ameaças, nós temos que assumir a nossa responsabilidade e a nossa coragem de vir aqui perante os portugueses dizer assim: "A nossa coragem e o nosso sentido de vigilância obriga-nos a tomar esta posição. Não é o tempo para brincarmos com coisas sérias". Armindo Monteiro volta ainda a criticar a forma como estas alterações, esta negociação em torno das alterações à lei do trabalho, tem sido apresentada no espaço público. É importante falar verdade para tranquilidade de todos os trabalhadores. Não deixem-me dizer, não somos os aiatolas do despedimento, não somos fundamentalistas. Nós somos claramente por uma paz social. É isso que diz Armindo Monteiro, o presidente da Confederação Empresarial Portuguesa, na véspera da reunião de concertação social, apresentada como decisiva para determinar se sim ou não haverá acordo tripartido a juntar governo, patrões e sindicatos. Depois da suspensão de uma hora, o coletivo de juízes do julgamento da Operação Marquês decidiu avançar com a sessão da audiência que estava agendada para esta quarta-feira. Foi suspensa a reboque da decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que aceitou a providência cautelar interposta por José Sócrates contra a nomeação do advogado oficioso atribuído pela Ordem dos Advogados ao antigo primeiro-ministro. Uma hora depois, o coletivo presidido pela juíza Susana Seca invocou a ausência de informação oficial sobre a aceitação da providência cautelar para manter a realização da audiência de julgamento agendada para hoje. O presidente norte-americano voltou a ameaçar o Irão: ou o regime iraniano aceita um acordo ou os Estados Unidos retomam os bombardeamentos. É a publicação que Donald Trump faz nas redes sociais, poucas horas depois da indicação de que estaria para breve a celebração de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão para pôr fim à guerra. O site de informação Axios indica que o documento inclui o compromisso do Irão de suspender o enriquecimento de urânio por um período superior a 10 anos. Os Estados Unidos comprometem-se a levantar todas as sanções e descongelar ativos iranianos. Os dois países asseguram ainda a reabertura sem restrições do Estreito de Ormuz. Teerão diz que está a analisar a proposta. O presidente norte-americano, Donald Trump, faz esta ameaça: ou o regime aceita este memorando de entendimento ou os bombardeamentos vão regressar. Falamos agora do hantavírus, esse vírus que já provocou a morte de três pessoas que iam a bordo de um cruzeiro que está nesta altura a caminho de Tenerife. Três casos suspeitos de terem contraído este vírus foram hoje retirados deste navio em Cabo Verde. Sim, estão agora a caminho dos Países Baixos em dois aviões ambulância. A informação é adiantada pelo diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, na rede social X. Entretanto, a OMS dá também conta de que subiu para oito o número de casos de hantavírus, número que inclui já as três mortes. Esta manhã, o presidente das Canárias recusou receber o cruzeiro, que deve chegar a Tenerife dentro de três dias, apesar da decisão ter sido tomada por acordo entre o governo central de Espanha e a Organização Mundial de Saúde. A ministra da Saúde do governo liderado por Pedro Sánchez já reagiu, diz que não vai entrar em debate e que o atual governo já geriu muitas crises. Mónica Garcia adianta ainda que os passageiros e tripulantes estão atualmente assintomáticos, ou seja, sem sintomas. A FIFA alargou a suspensão de Prestianni para seis jogos a nível internacional. Isso quer dizer que o argentino pode ficar de fora de alguns jogos do Mundial. A notícia foi confirmada à Agência Lusa por um porta-voz da FIFA. Em causa os insultos proferidos por Prestianni dirigidos ao avançado brasileiro Vinicius Júnior, num jogo da Liga dos Campeões, em fevereiro, entre o Benfica e o Real Madrid. A UEFA decidiu suspender o jogador por seis jogos. O castigo passou as fronteiras europeias e estende-se às provas da FIFA. Assim, o avançado vai falhar os dois primeiros jogos da Argentina no Campeonato Mundial, caso venha a ser convocado pelo selecionador Lionel Scaloni. Vamos às notícias de âmbito local. Em Leça da Palmeira, a Galp confirma que houve uma descarga poluente na antiga refinaria de Matosinhos. A empresa adianta que decorrem operações de limpeza e que não há risco para a saúde pública. A Câmara de Matosinhos diz que a Agência Portuguesa do Ambiente está a avançar com o processo, tendo em vista a penalização da empresa petrolífera. Em Sintra, vai ser obrigatório pagar estacionamento junto ao mar. A medida aplica-se de junho a setembro, na Praia Grande e na Praia das Maçãs. Segundo a proposta aprovada, os residentes, comerciantes e pessoas com mobilidade reduzida ficam fora desta obrigatoriedade. A população está revoltada e já criou uma petição que conta com quase 2 mil assinaturas. Em Leiria, quase 200 km de caminhos florestais já estão desobstruídos depois da tempestade Cristine. Mais de 40% da rede afetada está limpa e as zonas mais críticas foram priorizadas para garantir o acesso de meios de socorro. O vereador da Proteção Civil diz que os trabalhos devem ficar concluídos nas próximas semanas. Barreiro e Seixal vão estar ligados por barco a partir do próximo mês de junho, numa nova rota que vai até ao Cais de Sodré, anunciou ontem o ministro das Infraestruturas e Habitação. O transporte vai começar aos fins de semana e deve alargar-se depois aos dias úteis. A nova ligação reforça a oferta fluvial da Marçã Sul, numa altura em que há uma afluência de mais de 20 milhões de passageiros por ano. Em Santarém, o município marca presença na Expocaça deste ano. O evento decorre entre os dias 8 e 10 de maio, no Centro Nacional de Exposições. A autarquia aposta na caça sustentável e na atividade cinegética. A feira maior do país dedicada à caça reúne profissionais e público em geral. Em Ovar, as artes de rua voltam à cidade. O evento Circonflexo decorre de 15 a 17 de maio. O circo contemporâneo e as artes performativas chegam a vários espaços de Ovar, como o Centro de Arte, o Largo do Tribunal e o Parque Urbano. O festival contempla cinco espetáculos gratuitos. Rádio Observador