AS NOTÍCIAS DAS 16H
2026-05-06 21:06:14

Mariana Vieira da Silva defende que Ana Paula Martins não pode invocar mais justificações para a redução da capacidade de resposta do SNS. Ainda, A CIP anuncia várias cedências à UGT. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Jornal das quatro na Rádio Observador, agora com o Miguel Videira. Miguel, começamos este jornal com o Ted Turner. Já vamos conhecer o seu legado, o fundador da CNN morreu hoje aos 87 anos, mas vamos começar este jornal com esse pedido de demissão da Ministra da Saúde, que foi hoje apresentado pelo Partido Socialista. Numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República, a deputada do PS, Mariana Vieira da Silva, defende que Ana Paula Martins não pode invocar mais justificações para a redução da capacidade de resposta do SNS. A Ministra da Saúde já desistiu do SNS. É isso que podemos concluir com estes dados. E aquilo que os portugueses não compreendem, e não podem compreender, é como é que o primeiro-ministro ainda não desistiu da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Nós, desde a nomeação da ministra Ana Paula Martins, no segundo governo de Luís Montenegro, dissemos que a partir dali, tudo o que acontecesse neste setor era da responsabilidade do primeiro-ministro. Nós temos um agravamento brutal das condições financeiras do SNS e em vez de os cidadãos estarem a ter uma melhor resposta, temos dados gravíssimos de deterioração da resposta. Mariana Vieira da Silva acrescenta que o pique de gripe não pode servir de justificação para a diminuição da atividade assistencial. A deputada do PS diz que o pique de gripe este ano se registou mais cedo, pelo que não há justificação para que nesta altura o SNS continue com uma baixa capacidade de resposta. Esta é uma declaração que antecedeu esse arranque da sessão plenária de hoje e que conta com a presença do presidente do Parlamento Ucraniano. Uma presença e uma ausência. O PCP recusou participar na sessão. Seguimos até à Assembleia da República, ao encontro do jornalista Miguel Viterbo Dias. Miguel, o que é que motiva esta recusa? Não esteve presente e ainda está a ouvir críticas sobre isso, porque depois do presidente do Parlamento Ucraniano, Stefán Roslamshuk, ter deixado a Assembleia da República, o PCP quis falar sobre reforma laboral, mas está há cerca de 25 minutos a responder a críticas de todos os outros partidos sobre o facto de não ter estado presente nesta pequena cerimónia. O PCP, em comunicado, dá conta de que a visita do presidente do Parlamento da Ucrânia não se enquadra no objetivo de encontrar uma solução diplomática que ponha fim à guerra e que a Assembleia da República Portuguesa não pode ignorar factos, como por exemplo, o apoio do atual poder ucraniano a colaboracionistas da ocupação nazi. É isso que diz esta nota enviada pelo PCP poucos minutos antes do arranque do discurso do presidente ucraniano na Assembleia da República. Isto depois de, já durante a manhã, o Partido Comunista também ter faltado à reunião que houve entre os partidos e a delegação ucraniana que hoje está de visita ao Parlamento Português. O presidente do Parlamento Ucraniano, que fez um discurso de cerca de 15 minutos a agradecer o apoio português, citou Fernando Pessoa, citou também um poeta brasileiro, isto para dizer que Portugal não deve perder a capacidade de apoiar a Ucrânia e que não deve cansar-se do apoio a este povo. Precisamos da vossa ajuda, tanto quanto nos primeiros dias de guerra. Devemos manter a pressão. As sanções contra a Rússia devem se tornar insuportáveis. Às vezes ouço vozes de alguns políticos europeus a dizer que as sanções também estão a afetar a economia e que talvez seja hora de um meio-termo. Eu respondi que um acordo com um tirano é sempre uma guerra adiada. E as sanções não são apenas uma ferramenta econômica, elas são concebidas para deter a máquina de guerra russa. A Rússia deve pagar por cada dia desta agressão. O presidente do Parlamento Ucraniano a pedir aos países europeus e a Portugal que não se cansem deste apoio, apesar de conhecer as dificuldades desse esforço de guerra que está a ser feito por toda a União Europeia. O líder do Parlamento Ucraniano, que reforçou aqui também a ligação entre os dois países, a enorme diáspora que a Ucrânia tem em Portugal, a ligação ao mundo lusófono que a Ucrânia tem através de Portugal, e fez questão de vincar uma curiosidade, uma coisa que liga os dois países. Portugal e a Ucrânia são postos avançados da Europa continental. Um posto avançado ocidental e outro oriental. Portugal é o flanco mais ocidental da Europa, indispensável para a unidade transatlântica, para a segurança marítima e pela ampla ligação da Europa com o mundo. A Ucrânia é hoje a sentinela oriental da Europa, uma sentinela confiável, na fronteira onde a Europa termina e começa. O que não é apenas mais um país, é o abismo. O presidente do Parlamento Ucraniano, neste discurso na Assembleia da República de Portugal, em que José Pedro Aguiar-Branco fez questão de vincar também que o povo ucraniano sabe que não há paz sem liberdade e que o projeto europeu é de paz, não é contra país A ou B, mas apenas pela paz, e que isso não deve ser também esquecido. Foi o que disse o presidente do Parlamento depois de receber o seu homólogo ucraniano neste dia. Para já, fazem uma visita ainda ao Centro Interpretativo da Assembleia da República. É a última nota de agenda desta visita surpresa de Stefán Roslamshuk ao Parlamento Português. Com estas declarações aqui trazidas à antena do Observador pela jornalista Miguel Viterbo Dias, que acompanhou o arranque desta sessão plenária. E Miguel, vamos agora à CIP neste jornal. Anunciou várias cedências à UGT em nome de um acordo sobre as alterações ao Código do Trabalho. Sim, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, aceita, por exemplo, deixar cair a proposta que abria caminho a que um trabalhador despedido de forma ilegal pudesse não ser reintegrado na empresa. Uma possibilidade, de resto, já prevista no caso das microempresas e que se pretendia agora alargar uma das propostas de alteração mais criticada pela UGT. Que esta medida Da maneira como ela foi apresentada, trouxe mentira e falta de rigor. Mas repito, se esta medida é uma medida que está a servir de arma de arremesso, de forma irresponsável, então a CIP também aceita a posição da UGT. Não se altera. Armindo Monteiro anuncia que a Confederação Patronal está ainda disponível para ir ao encontro da UGT nas propostas de alteração ao regime de outsourcing, banco de horas individual, formação contínua e arbitragem. Não estamos a atirar a toalha ao chão, nada disso. Estamos apenas a dizer que perante outras ameaças, nós temos que assumir a nossa responsabilidade e a nossa coragem de vir aqui perante os portugueses dizer assim: a nossa coragem e o nosso sentido de vigilância obriga-nos a tomar esta posição. Não é o tempo para brincarmos com coisas sérias. É o que diz Armindo Monteiro a poucas horas da reunião de concertação social, está agendada para amanhã, uma reunião tida como decisiva para se ficar a saber se há ou não um acordo tripartido, ou seja, um acordo assinado por governo, confederações patronais e confederações sindicais. O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses defende uma participação ativa das autarquias na execução do PTRR. Foi tema em cima da mesa durante a reunião do Conselho Diretivo da Associação de Municípios, que decorreu hoje em Coimbra e motiva este pedido do presidente Pedro Pimpão. Aquilo que nós defendemos é que haja uma participação efetiva dos municípios na concretização do PTRR, ou seja, os 22,5 milhões de euros nas várias linhas estratégicas de orientação daquilo que é a fase de recuperação e transformação do nosso país. Mais uma vez, os municípios dizem presente e estamos disponíveis para ajudar a boa execução das medidas que estão plasmadas e naturalmente, que uma das recomendações que fazemos é que os municípios devem ter uma participação ativa nesse modelo de governação. Pedro Pimpão, presidente da Associação Nacional de Municípios, no final da reunião do Conselho Diretivo, que decorreu esta manhã em Coimbra. As Câmaras Municipais querem ter um papel ativo na execução do PTRR. O presidente norte-americano voltou a ameaçar o Irão ou o regime iraniano aceita um acordo ou os Estados Unidos retomam os bombardeamentos. É a publicação que Donald Trump faz nas redes sociais, poucas horas depois da indicação de que estaria para breve a celebração de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão para pôr fim à guerra. O site de informação Axios indica que o documento inclui o compromisso do Irão de suspender o enriquecimento de urânio por um período superior a 10 anos. Os Estados Unidos comprometem-se a levantar todas as sanções e descongelar ativos iranianos. Os dois países devem ainda assegurar a reabertura sem restrições do estreito de Ormuz. Teerão diz que está a analisar a proposta. E a comunidade iraniana residente em Portugal está a esta hora concentrada em frente à Assembleia da República. Sim, com o objetivo de pressionar governo e deputados a tomarem uma posição mais firme contra a repressão e a onda de execuções no Irão. Isto depois de terem enviado uma carta aberta a todos os deputados e grupos parlamentares na Assembleia da República. Em declarações à jornalista Marta Nobre, um dos organizadores da manifestação considera que Portugal não deve estar apenas atento ao bloqueio no estreito de Ormuz. Eu também gostava que a mídia portuguesa, especialmente televisões e tudo, falassem mais das execuções que têm havido diariamente no Irão e falassem mais, não esquecessem o povo iraniano. Sei que a guerra agora há um cessar-fogo, mas não podem só pensar no estreito de Ormuz, têm que pensar no povo do Irão também. É o que diz o organizador, um dos organizadores desta iniciativa que decorre a esta hora frente à Assembleia da República, Shervin Azarpour está preocupado com a repressão que continua a ocorrer em território iraniano. Miguel, morreu o fundador da CNN, Ted Turner. Um pioneiro. Abriu o caminho aos canais de informação 24 horas, sendo que, Miguel Pina-Andrade, agora aqui conosco em estúdio, a vida de Ted Turner vai muito para lá da inovação no jornalismo televisivo. Nasceu no Ohio em 1938 e 42 anos depois revolucionou o jornalismo com a criação da CNN, um canal de transmissão de notícias 24 horas por dia. Seguiu-se a criação dos canais CNN Headline News e a CNN Internacional. Foi o fundador da superestação de desporto e entretenimento, que ficou conhecida como TBS, que posteriormente deu origem ao canal irmão TNT. Ambos continuam a chegar a milhões de pessoas por todo o mundo. Para além de ser um visionário na área dos media, Ted Turner foi também ativista, fundou a Fundação das Nações Unidas, lutou pela eliminação das armas nucleares e tornou-se num dos maiores proprietários de terras dos Estados Unidos, com papel crucial na reintrodução do bisonte no oeste americano. Em 1991, foi nomeado Homem do Ano pela revista Time por influenciar a dinâmica dos acontecimentos e transformar os espectadores de 150 países em testemunhas instantâneas da história. Anos mais tarde, acabou por vender os canais à Time Warner e deixou o ramo dos media, mas continuou a expressar orgulho pela CNN, a maior conquista da vida. Antes de fazer 80 anos, Ted Turner revelou que tinha demência, uma doença cerebral progressiva. O homem que revolucionou os canais de notícias morreu hoje. Tinha 87 anos. Jornalista Miguel Pina-Andrade com a resenha de uma vida longa e cheia. Morreu Ted Turner. Vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora, Miguel. O PCP questionou hoje o governo sobre se já tomou medidas para garantir os direitos dos cidadãos portugueses que estiveram a bordo da flotilha que seguia para Gaza, foi intercetada por Israel. O requerimento foi entregue no Parlamento e é dirigido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. Isto depois das notícias, sublinha o PCP, que dão nota de maus-tratos por parte das autoridades israelitas aos detidos. Depois da suspensão de uma hora, o coletivo de juízes do julgamento da Operação Marquês decidiu avançar com a sessão de audiência agendada para esta quarta-feira. Foi suspensa a reboque da decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que aceitou a providência cautelar interposta por José Sócrates contra a nomeação do advogado oficioso atribuído pela Ordem dos Advogados ao antigo primeiro-ministro. Ora, uma hora depois, o coletivo presidido pela magistrada Susana Seca invocou a ausência de informação oficial sobre a aceitação da providência cautelar para manter a realização da audiência de julgamento. A FIFA alargou a suspensão de Prestianni para seis jogos a nível internacional. O argentino pode assim ficar de fora de alguns jogos do Mundial de Futebol deste verão. A notícia foi confirmada à Agência Lusa por um porta-voz da FIFA. Em causa, os insultos homofóbicos, segundo a FIFA, proferidos por Prestianni, dirigidos ao avançado brasileiro, jogador do Real Madrid, Vinicius Junior, no jogo da Liga dos Campeões em fevereiro. A UEFA suspendeu num primeiramente o jogador por seis jogos, mas o castigo agora ultrapassa fronteiras, estende-se às provas da FIFA. Assim, o avançado vai falhar os dois primeiros jogos da Argentina no Campeonato do Mundo, caso venha a ser convocado pelo selecionador Lionel Scaloni. Este foi o Jornal das Quatro na Rádio Observador, edição do Miguel Videira. Rádio Observador