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BAIÃO ASSINALOU 52 ANOS DO 25 DE ABRIL COM MÚLTIPLAS INICIATIVAS

Comércio de Baião (O)

2026-05-06 21:06:13

BAIÃO ASSINALOU 52 ANOS DO 25 DE ABRIL COM MÚLTIPLAS INICIATIVAS COM DESTAQUE PARA O PODER LOCAL DEMOCRÁTICO No passado dia 25 de abril, o Município de Baião celebrou os 52 anos da Revolução dos Cravos com um conjunto de iniciativas que evocaram a liberdade conquistada e reafri maram os princípios democráticos. As comemorações começaram às 9h15 no Auditório Municipal, com o hastear da bandeira e a execução do Hino Nacional pela Banda Marcial de Ancede, seguidos por intervenções institucionais e políticas. Armando Fonseca, presidente da Assembleia Municipal, destacou a importância dos trabalhadores do município e a prevenção dos maus-tratos na infância, agradecendo o trabalho da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Baião. Defendeu que o 25 de Abril é uma herança viva, marcada pela coragem, luta e compromisso com a dignidade humana, salientando que o poder local democrático foi institucionalizado pela Constituição da República Portuguesa de 1976, ganhando uma nova centralidade e aproximando a administração das pessoas. Reforçou ainda que as Assembleias Municipais são fundamentais para a democracia local, promovem o debate público e fsi calizam os executivos municipais, desempenhando um papel essencial na aprovação de planos, orçamentos e estratégias e dando voz às populações e freguesias. Susana Amorim, representante do CHEGA na Assembleia Municipal, sublinhou que o 25 de Abril marcou o fim de um regime autoritário e abriu caminho à liberdade de expressão e pluralismo político, mas alertou que o espírito de Abril não pode ser apropriado por visões ideológicas e que muitos portugueses ainda sentem a liberdade incompleta. Destacou problemas como a falta de oportunidades para os jovens, insegurança e a distância do Estado relativamente às necessidades locais, afri mando que celebrar Abril é renovar o compromisso com uma democracia participativa e plural. Referiu também o 25 de Novembro de 1975 como decisivo para consolidar a democracia plena em Portugal. Alexandre Cabral Campelo, representante do CDS, considerou o 25 de Abril uma data incontornável da história moderna portuguesa, que abriu portas a uma sociedade mais justa e ao combate às desigualdades. Defendeu que o 25 de Abril não concretizou a liberdade por si só, mas permitiu a sua construção, valorizando igualmente o 25 de Novembro. Expressou preocupações atuais, nomeadamente o aumento dos crimes de ódio, problemas no funcionamento das instituições e difci uldades no Serviço Nacional de Saúde. Reafri mou a importância da revisão constitucional defendendo a economia livre e supervisionada pelo Estado, e destacou que a beleza do 25 de Abril reside na possibilidade da discordância e pluralismo. Miguel Dinis Correia, representante do PSD, lembrou o 25 de Abril como o início da construção da democracia em Portugal, terminando um regime de repressão e censura. Destacou o crescimento de movimentos extremistas, discursos de ódio e lideranças autocratas na atualidade, e ressaltou a necessidade de vigilância permanente para proteger a democracia. Sublinhou a importância da proteção às mulheres vítimas de violência e às crianças vítimas de abusos, afri mando que a celebração do 25 de Abril é também a renovação de um compromisso diário com a liberdade, democracia e dignidade humana. Paulo Ferraz, líder da bancada do PS, evocou o 25 de Abril como um momento em que o povo recuperou a voz, dignidade e liberdade de escolha, salientando que a libertação teve origem numa longa luta civil, cultural e social. Destacou a importância do 25 de Abril para o desenvolvimento local em Baião, referindo também difci uldades recentes na prática política local. Defendeu que a democracia é um regime que permite discordância e participação, reforçando o combate às desigualdades, promoção da educação, acesso à saúde, habitação digna e reforço dos serviços públicos como prioridades políticas. Apelou a um compromisso renovado com os valores democráticos e à transmissão desse legado às gerações mais jovens. A presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, relatou a sua missão na linha da memória coletiva do 25 de Abril e do poder local democrático. Recordou os tempos do Estado Novo, caracterizados pela ausência de eleições livres, censura e repressão, e a transformação levada a cabo pela Revolução. Relatou os primeiros passos do poder local democrático, passando pelas comissões administrativas até às primeiras eleições autárquicas livres a 12 de dezembro de 1976, com uma participação de cerca de 48%. Sublinhou o poder local como o nível de poder mais próximo das populações, tendo ao longo de cinco décadas assegurado proximidade e resposta aos desafoi s locais. Destacou a responsável legitimidade do cargo e apelou à dignificação coletiva do concelho, reafri mando que a democracia deve ser cuidada todos os dias. Um dos momentos centrais do programa foi a descida pela Rua de Camões, que assumiu um forte valor simbólico ao estabelecer a ligação entre o Auditório Municipal, onde decorreram as intervenções, e os Paços do Concelho, aproximando a celebração a toda a população. Ao longo deste percurso foram distribuídos cravos, num gesto coletivo que apelou ao envolvimento cívico e à vivência ativa da democracia no espaço público.