OPINIÃO DE... - AS EMPRESAS MUNICIPAIS FORAM PARIDAS PELO PSD LOCAL
2026-05-06 21:06:13

Agrande empresa empregadora que dá pelo nome de Estado, tem sido ao longo dos anos o principal cancro do nosso país. Quando tomamos conhecimento da chamada reforma do Estado que sai da boca dos atuais governantes dá-nos vontade de rir, e olhem que o caso não é para menos! Vejamos: a geringonça de direita PSD/ CDS que foi criada para que o PSD fosse governo e repescasse o CDS, um partido que estava nos cuidados paliativos, sem expressão política, pois agora já não é o partido do táxi, mas sim da trotinete. Com puras e escandalosas mentiras, e com a mão do PS, a coligação PSD/ CDS lá conseguiu formar um governo minoritário. De início, com o dinheiro que o PS deixou nos cofres do governo, lá foram pondo uns pensos nos mais descontentes, com muitas promessas e pouco mais. Várias classes profissionais sentiramse enganadas e, num curto espaço de tempo, o encanto passou a tormenta. O país assistiu a diversos protestos na rua, a vida dos portugueses começou a andar para trás, tudo ficou mais caro, famílias a passar fome, hospitais sem medicamentos, falta de casas, listas de espera no SNS a crescer diariamente, entre muitas outras desgraças. Apesar disso, o primeiro-ministro, desavergonhadamente, afirma que os portugueses vivem melhor. Uma mentira dita muitas vezes acaba por ser assumida como uma verdade e, nesse contexto, Portugal é visto como um país das maravilhas. Esta é a verdade que enche a boca dos políticos da AD, que dominam a comunicação social através de uma série de comentadores que venderam a alma ao diabo. Este governo minoritário é mesmo medíocre, e só vive da mentira! Tenho acompanhado através do jornal regional, Notícias de Vila Real, algumas posições de políticos do PSD local, com algumas responsabilidades na gestão do município. Vou referir-me, em particular, ao vereador sem pelouro na Câmara Municipal, Pedro Seixas, que tem assumido, em minha opinião, posições muito tendenciosas. Este dirigente político deveria refletir sobre a sua escrita e, libertar-se das amarras ideológicas que tem, porque, felizmente, há vila-realenses que não se esquecem da gestão autárquica do PSD, durante quase quatro décadas. Se assim o fizesse, poderia receber alguma atenção por parte dos leitores. A liberdade intelectual é um dos pilares fortes da vida dos cidadãos, é uma das práticas para atingir alguma credibilidade, mas, mas o género de escrita que usa ficaria bem melhor num jornal do PSD. Eu sei, como todos nós sabemos, que não é fácil para muitos dos atuais responsáveis políticos do PSD/Vila Real recordar como foi a gestão do seu partido na nossa terra, mas, é preciso ter cuidado com as posições que se tomam em relação ao presente. Para quem não saiba, convém recordar que as empresas municipais foram paridas e são uma criação do PSD local. A partir daí, nasceram redes de proximidade que deram vida a um enorme polvo que vem do tempo dos presidentes municipais, Armando Moreira e Manuel Martins. AS VERGONHOSAS NOMEAÇÕES DE MONTENEGRO NO ESTADO O compadrio e a influência na área política são uma realidade deste país, mas, os favores e cunhas praticados pelos governos de Montenegro, são uma montanha russa. Poderia de situações ocorridas com outros governos, mas, falo deste, porque é o governo responsável pela atual situação de descalabro. Poderia abordar muitos casos de nomeações fantasmas, mas, vou referir apenas, o caso recente, da secretária de estado da saúde, Ana Povo, que nomeou o filho do seu chefe, para seu assessor, com um vencimento superior a 4.000 euros por mês. Qual foi o critério? Nenhum, pois esta nomeação é mais uma situação escandalosa em que o PSD já perdeu a vergonha. Em dois anos de governo, a AD já superou o número de nomeações durante os mandatos de António Costa. O aparelho de Estado é, neste momento, o grande laranjal do país e, com estes mestres da política, não podemos ficar surpreendidos com aquilo que por esse país fora acontece nas autarquias ou nas juntas de freguesia. Termino, utilizando uma velha máxima: não atires uma pedra ao charco de água para molhares o outro porque podes ser tu a ficar molhado. João Rodrigues