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PRIMEIRO TESTE , BYD ATTO 2 DM-I: PLUG-IN É APOSTA 2026

Sapo Online

2026-02-28 14:42:03

PHEV são a tendência 26/27 A BYD tornou-se conhecida em todo o mundo pelos seus modelos elétricos. Mas o mercado pede PHEV e a marca chinesa está preparada para os fornecer, mesmo em segmentos onde não existem. Neste Primeiro Teste TARGA 67 do BYD Atto 2 DM-i, conduzido por Francisco Mota, temos a primeira hipótese de ver se esta opção faz sentido. A “guerra” com a Tesla pelo primeiro lugar entre os produtores mundiais de automóveis elétricos e a consequente vitória, foi o que tornou a BYD rapidamente conhecida em todo o mundo, mais do que qualquer campanha publicitária. O resto foi conquistado por decisões de gestão acertadas, uma das mais importantes é a abertura, ainda este ano, de uma fábrica na Europa, mais concretamente na Hungria. Fábrica, empregos, impostos A fábrica na Europa vai abastecer os mercados europeus, vai criar empregos na Europa e vai pagar impostos na Europa, além de fazer escapar das taxas de importação para a Europa os modelos que cá forem produzidos. Mas não é apenas nas decisões estratégicas que a BYD se distingue de outros grandes construtores chineses. É também na reação rápida às mudanças do mercado. O BYD Atto 2 DM-i é disso um exemplo. O mercado europeu começou a pedir modelos híbridos com bateria recarregável, os chamados Plug-in ou PHEV (Plug-in Hybrid Electric Vehicle) e a BYD respondeu com a oferta de um modelo desse tipo no segmento que mais cresce na Europa, o dos B-SUV. Plug-in na BYD é DM-i Na verdade, não é o primeiro Plug-in da BYD no nosso mercado. Antes dele já tinham sido lançados o Seal U DM-i, o Seal 6 DM-i e o Seal 6 Touring DM-i. Claro que são modelos muito maiores, vendidos a preços mais altos e com muitos concorrentes, alguns deles instalados há bastante tempo, sobretudo no mercado de frotas. Mas os representantes da BYD em Portugal ficaram desiludidos com a falta de procura especificamente do Seal 6 Touring DM-i, uma carrinha do segmento D, rival da VW Passat Variant PHEV, de que esperavam uma melhor performance comercial. Talvez o Atto-2 DM-i seja a melhor maneira de implementar os DM-i (Double Motor- Intelligence) começando num segmento mas baixo onde, neste momento, não tem concorrência. A maioria das marcas só encontra justificação para os híbridos no segmento B-SUV se forem HEV, MHEV ou meros micro-híbridos. A Renault chegou a ter um Captur PHEV mas retirou-o do mercado por falta de procura. BYD faz tudo Logicamente, o principal problema de um PHEV neste segmento é o custo de produção e a inclusão de uma bateria suficientemente grande para suportar a condução em modo elétrico durante cerca de 100 Km. E aqui, a BYD tem várias vantagens. A primeira é fabricar as suas próprias baterias, no caso baterias de lâminas com química LFP. A segunda vantagem é a longa experiência que esta marca tem nos híbridos Plug-in. Na verdade, para a BYD tudo começou com o modelo BYD F3 DM. Uma berlina PHEV lançada em 2008. Já na altura era usada a designação DM (Dual Mode) para referenciar que o automóvel tinha a possibilidade de circular em modo elétrico ou híbrido. Hoje são 7,3 milhões de modelos da BYD que circulam nas estradas, somando todas as motorizações. Pouco mudou Apenas a sigla DM-i diferencia o ATTO 2 PHEV da versão elétrica. Tudo o resto é semelhante, considerando que esta motorização só está disponível na versão Boost. Por dentro há mais diferenças, nomeadamente nos botões colocados na consola central que permitem comandar os modos de condução e os modos de utilização (EV ou HEV). Em termos técnicos, a plataforma E-Platform 3.0 é a mesma com suspensão traseira independente. A bateria híbrida LFP faz 5000 ciclos carga/descarga e também está colocada no mesmo local, sob o habitáculo, mas ocupando logicamente menos espaço. Contudo, a sua caixa continua a fazer parte da estrutura, a que a marca chama “cell-to-body” como é hábito da BYD, para aumentar a rigidez torcional. Autonomia elétrica O motor a gasolina é novo e foi otimizado para sistemas PHEV, tem 72 KW (98 cv) e 122 Nm. O motor elétrico tem 145 KW (197 cv) e 300 Nm formando um conjunto com o motor a gasolina, transmissão e um gerador elétrico que pode ser usado nas desacelerações, regenerando energia ou atuado diretamente pelo motor a gasolina, para manter a carga no nível definido pelo condutor, portanto carregando em andamento. Em termos de valores combinados, a potência máxima atinge os 212 cv e o binário máximo os 300 Nm. Com estes números, o Atto 2 DM-i consegue acelerar dos 0 aos 100 Km/h em 7,5 segundos e atingir uma velocidade máxima de 180 Km/h. A BYD afirma que a bateria de 18 KWh é capaz de alimentar sozinha o motor elétrico durante 90 Km. Somando os 45 litros de gasolina do depósito para o modo HEV, a autonomia total anunciada é de 1000 Km. Quase sempre EV Em termos de equipamento, destaque para a bomba de calor, fundamental para aumentar a eficiência, sobretudo em climas frios, o Google Auto (pela primeira vez na BYD) e dois assistentes de voz, um da BYD e outro da Google, além de jogos, controlo de funções através de aplicação no smartphone e muito mais. Este Primeiro Teste TARGA 67 decorreu na zona de Colares, em Sintra, em estradas secundárias estreitas. Comecei pelo modo EV, que se mostrou muito suave, mas com força suficiente para uma condução tranquila. Notei que, mesmo acelerando forte, o sistema permanece durante bastante tempo em modo elétrico, não ligando de imediato o motor a gasolina, como acontece noutros sistemas deste tipo. Consumos para depois A insonorização foi bem acautelada, não deixando entrar sons, nem da mecânica nem de fora do habitáculo. A posição de condução está à altura típica dos B-SUV, o volante tem uma boa pega e a suspensão é bastante confortável. Nenhuma questão no doseamento do pedal de travão nem do acelerador. Mais impressões de condução e os vários consumos reais vão ter que ficar para um Teste TARGA 67, que já está a ser agendado. A BYD tem no Atto 2 DM-i uma alternativa invulgar no segmento B-SUV, mas que poderá ser útil para quem tenha acesso a tomadas domésticas para carregar a bateria durante a noite e durante o dia. O tempo de carga total é de três horas numa tomada de 7,4 KW AC, não há possibilidade de carga rápida DC. O preço é de 33 990 euros, bem posicionado face aos HEV não recarregáveis do exterior. Conclusão Ao mesmo tempo foi apresentado o Atto 2 Comfort, um elétrico com a bateria a aumentar de 45 KWh e 312 Km de autonomia, para 64,8 KWh e 430 Km de autonomia. O novo modelo tem 204 cv, 310 Nm e faz os 0-100 Km/h em 7,9 segundos. O preço é de 37 990 euros. Ambos têm 6 anos/150 000 Km de garantia e a bateria chega aos 8 anos/250 000 Km. Ver também seguindo o Link: Primeiro Teste , BYD Atto 2: No coração do mercado 27 Fevereiro 2026 22:0027 Fevereiro 2026 22:00 SAPO