PLUG-IN DIESEL REQUEREM ATENÇÃO ESPECIAL
2026-02-27 22:09:03

Os híbridos plug-in diesel combinam eficiência elétrica com tecnologia diesel, porém o uso maioritariamente urbano em modo elétrico pode causar problemas técnicos sérios. Conheça quais S veículos híbridos plug-in a diesel (PHEV diesel), solução que só a Mercedes disponibiliza, utilizam um motor de combustão interna de ciclo Diesel equipado com pós-tratamento de emissões, aliado a um motor elétrico e uma bateria que lhe fornece a energia elétrica necessária ao seu funcionamento. Há que ter em conta o facto de quando estes PHEV diesel são utilizados maioritariamente em modo elétrico, poderem surgir limitações técnicas inerentes ao funcionamento do motor diesel, em particular ao nível do filtro de partículas (DPF) e da gestão do óleo do motor. O DPF necessita de temperaturas de escape elevadas e sustentadas para realizar a regeneração eficaz (num processo de inceneração) da fuligem acumulada. Em utilização urbana e com percursos curtos, típicos de um PHEV explorado no seu modo elétrico, o motor de combustão entra em funcionamento de forma esporádica (podendo mesmo nem ser utilizado), com ciclos térmicos incompletos e frequentes interrupções. Assim, o sistema de escape raramente atinge as condições térmicas necessárias para uma regeneração passiva do filtro. “EXCESSO DE ôLEO” CUIDADO! Perante a acumulação progressiva de partículas, a unidade de controlo do motor inicia regenerações ativas, recorrendo a injeções tardias de gasóleo para elevar a temperatura dos gases de escape. No entanto, quando o motor é desligado prematuramente, situação comum nos híbridos plug-in, essas regenerações são interrompidas, ou seja, parte do combustível injetado não é totalmente queimado, escorrendo pelas paredes dos cilindros e acabando por se misturar com o óleo ôno cárter. Esta situação conduz à diluição do óleo pelo gasóleo, explicando a ocorrência frequente do aviso de nível de óleo excessivo no painel de instrumentos. Não se trata de um erro de medição, mas sim de um aumento real do volume de fluido ôno cárter, acompanhado por uma degradação significativa das propriedades lubrificantes do óleo. A viscosidade dimi-nui, a capacidade de proteção é comprometida e acelera-se o desgaste de componentes críticos como bronzes, segmentos e até o turbocompressor. A utilização prolongada nestas condições pode ainda provocar aumento da pressão no cárter, danos em vedantes, contaminação do sistema de admissão e, em casos extremos, risco de auto-alimentação do motor. Por este motivo, a Mercedes que é a única marca que permanece fiel ao Diesel nos PHEV, trata o aviso de nível de óleo excessivo como uma condição crítica, frequente-mente exigindo substituição imediata do óleo e, por vezes, uma regeneração forçada do DPF em oficina. E NOS PHEV A GASOLINA? Este conjunto de problemas é menos frequente em híbridos plug-in a gasolina, uma vez que estes motores toleram melhor ciclos térmicos curtos e não dependem de regenerações periódicas de filtros de partículas nas mesmas condições de temperatura. No caso do diesel, existe uma incompatibilidade funcional parcial entre o conceito plug-in urbano e os requisitos operacionais do motor. Para mitigar estes efeitos, é tecnicamente recomendável que o motor diesel seja utilizado com regularidade, em trajetos suficientemente longos (20 a 30 minutos) e a a um regime estável, permitindo a conclusão das regenerações do filtro de partículas. Em paralelo, torna-se prudente encurtar os intervalos de mudança de óleo, independentemente da quilometragem anual. Qualquer das propostas da Mercedes possui soluções tecnologicamente evoluídas bem como índices de eficiência de referência desde que utilizadas dentro do perfil para o qual foi concebido. Contudo, em utilização predominantemente elétrica, os compromissos mecânicos tornam-se evidentes, devendo o utilizador ponderar se uma solução híbrida a gasolina ou totalmente elétrica não será, do ponto de vista técnico e de durabilidade mais apropriada. o A Mercedes é a única marca que oferece em alguns dos seus modelos duas alternativas PHEV. Uma que utiliza um motor Diesel e outra com motor a gasolina. Embora o modo de funcionamento seja 0 mesmo, os motores a gasolina toleram melhor ciclos térmicos curtos, pelo que não dependem tanto de regenerações periódicas do filtro de partículas nas mesmas condições de temperatura DIESEL VERSUS GASOLINA DIESEL PHEV Embora esta solução seja bastante eficiente do ponto de vista energético, a utilização de um motor diesel requer cuidados redobrados uma vez que a utilização reduzida do motor com o aumento da capacidade da bateria e da autonomia elétrica pode levar a problemas no filtro de partículas e na lubrificação do motor MARCO ANTÓNIO