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FORD TEM "PLANOS EMPOLGANTES PARA A EUROPA" NOS CARROS DE PASSAGEIROS

Notícias ao Minuto Online

2026-02-26 22:07:24

A Ford quer recuperar terreno na Europa e o seu diretor-executivo, Jim Farley, fala de "planos empolgantes". Desde 1 de novembro que há um novo líder para a região, Jim Baumbick. Empenhada em recuperar no mercado europeu, a Ford está a delinear uma estratégia para o continente. Isso tem ficado evidente nos últimos meses - primeiro, com a designação de Jim Baumbick como presidente da Ford Europa em novembro passado e, depois, com a assinatura de uma parceria com a Renault para aproveitar a sua plataforma para dois modelos elétricos. Intenções anunciadas numa altura em que o fabricante americano não tem automóveis de passageiros atuais, depois de o Focus ter saído de produção para a Europa no ano passado. O que não quer dizer que este mercado esteja descartado - pelo contrário. Na chamada com investidores para apresentação dos resultados do último trimestre do ano passado, citada no Yahoo Finance, o diretor-executivo Jim Farley revelou: "Temos planos - planos empolgantes - para a Europa no que toca aos nossos carros de passageiros, mas iremos agir com muita cautela em segmentos específicos para os nossos pontos fortes de modo a garantir que não só construímos um negócio de carros de passageiros rentável, como também apoiamos a rentabilidade dos nossos concessionários". Posto isto, segundo o dirigente, a Ford está dependente do caminho da União Europeia e do Reino Unido no que toca à problemática ambiental e em "como gerem a escolha entre redução de dióxido de carbono e empregos". E vincou: "A maioria da volatilidade desse mercado de carros de passageiros rentável vai depender das políticas dos governos da UE e do Reino Unido". A rentabilidade é um aspeto chave, como Jim Farley deixou claro: "É óbvio que estamos a tomar medidas para melhorar a nossa rentabilidade do negócio dos carros de passageiros, como temos feito há muitos anos. Jim Baumbick e a equipa dele estão muito focados na utilização da plataforma Renault, em especial do seu carro de segmento B, para reduzir drasticamente os nossos custos e melhorar a rentabilidade do nosso negócio de carros elétricos na Europa. Vemos isso como um momento muito crítico para nós". O responsável não entrou em detalhes, mas no anúncio da colaboração com a Renault, em dezembro último, foi apontada a expectativa de que os dois modelos sejam lançados em 2028. Mas, por outro lado, de acordo com o site Motor1.com, a Ford revelou aos concessionários europeus em julho de 2025 que está a planear introduzir diversos modelos europeus em 2027, entre híbridos e 100 por cento elétricos. O exemplo da Tesla e a abordagem na Europa Para Jim Farley, há um exemplo na indústria sobre a possibilidade de lucrar com carros elétricos: a Tesla de Elon Musk: "Mostrou que podemos fazer dinheiro nesse mercado mesmo sem o subsídio do governo, no nível de custo certo. Mas isso é só parte da estratégia. Para além disso, estamos a apostar nos híbridos na nossa gama e nos EREV onde faz sentido". Nesta altura, a Ford está empenhada em reduzir a pegada carbónica da sua gama nos Estados Unidos da América. A abordagem na Europa e noutros mercados estrangeiros é diferente: "Procuramos aproveitar soluções eficientes em termos de capital, de elevada escala e custos mais baixos como os elétricos do segmento B na Renault, como na Europa com a Renault e a Volkswagen. Pensamos que este é um mercado, dependendo de como a UE e o Reino Unido o incentivarem, em que podemos ser rentáveis. Noutros lados, seremos oportunistas". Sherry House, diretora financeira da Ford, disse durante a mesma chamada que os planos para a Europa serão uma mais-valia para as margens de lucro: "Penso que podem esperar uma melhoria constante ao longo do tempo. Com os nossos veículos elétricos [para os EUA] a chegarem em 2027 e depois a ficarem ainda mais rentáveis em 2028 e mais além com variantes adicionais, isso vai melhorar a margem de lucro - tal como o irá fazer a introdução de veículos do segmento B na Europa. E tudo isso vai acontecer enquanto alguns Gen 1 se reduzem em volume". Bernardo Matias