DACIA SPRING, SANDERO, JOGGER, DUSTER E BIGSTER - RENOVAÇÃO DE FIO A PAVIO!
2026-02-26 22:07:15

Ao volante Ao volante. A Dacia, de uma assentada, renova toda a gama, do Spring ao Bigster, com todos os carros a ganharem mais e melhores argumentos. O objetivo da marca do Grupo Renault é o fortalecimento do posicionamento como fornecedora de soluções de mobilidade com uma relação custo/benefício imbatível. Desde 2004, esta “receita” já rendeu mais de 10 milhões de vendas. Aindústria automóvel atravessa um momento particularmente complexo, uma vez que as exigências regulamentares relacionadas com emissões poluentes e segurança tornaram os carros cada vez mais carros. Ainda assim, a Dacia acredita dispor de respostas para todos os clientes que procuram apenas o essencial para a mobilidade, a custos acessíveis. Ao mesmo tempo, a marca romena do Grupo Renault reconhece que esta filosofia tem de evoluir de forma contínua, acompanhando o aumento da concorrência, sobretudo no mercado europeu. Assim, este arranque de 2026 fica marcado por uma renovação bastante extensa da gama, com Spring, Sandero, Jogger, Duster e Bigster a receberem novidades que os tornam ainda mais atrativos no mercado europeu e, naturalmente, em Portugal, onde a marca tem conquistado cada vez mais adeptos. Em França, conduzimos os carros atualizados Eco-G ganha caixa automática Sendo uma das marcas dominantes no mercado do GPL, a par da Renault, esta tecnologia assume particular destaque neste processo de renovação. Encontramo-la em três automóveis. Nos Sandero, Sandero Stepway e Jogger, a novidade passa pela introdução da motorização Eco-G associada a caixa automática. Comum aos três modelos, o sistema Eco-G recorre a um motor 1.2 (3 cilindros), agora com 120 cv em vez de 100 cv, associado a uma caixa automática de 6 velocidades e embraiagem dupla, que é alternativa à conhecida caixa manual com o mesmo número de relações. A transmissão pode ser comandada através de patilhas atrás do volante. Apontada pela Dacia como uma solução mais económica, esta configuração beneficia igualmente de um depósito de GPL com mais capacidade (49,6 litros nos Sandero, 48,8 no Jogger), o que permitiu aumentar em cerca de 20% a autonomia em modo GPL. Sendo este combustível mais acessível, a marca aposta numa redução dos custos de utilização sem comprometer a versatilidade. Exemplo disso é a autonomia combinada (gasolina e GPL), que atinge 1590 km no Sandero, 1480 km no Sandero Stepway e 1450 km no Jogger. O primeiro contacto com O Sandero Stepway Eco-G com caixa automática confirmou qualidades interessantes em termos de desempenho, graças à elasticidade do motor, independentemente do combustível utilizado. A comutação entre combustíveis é feita em botão no painel de bordo, com atualização automática das informações sobre a autonomia e o consumo na instrumentação. De resto, pouco se altera nas reações do modelo, que continua a destacar-se pela facilidade de condução e versatilidade em cidade e em percursos extraurbanos. O bom desempenho do motor é acompanhado pelo funcionamento correto da caixa automática, mesmo notando-se algum défice de refinamento em aceleração. Ainda assim, atendendo ao trajeto curto (cerca de 45 km) e à reduzida quilometragem da unidade ensaiada, será necessário um teste mais prolongado para conclusões definitivas. Em termos de comportamento, mantêm-se as características conhecidas: orientação clara para o conforto, aliada a um bom controlo dos movimentos da carroçaria. Importa referir que os valores de potência e binário variam ligeiramente consoante o combustível: os 120 cv e 197 Nm estão disponíveis apenas com GPL (115 cv e 190 Nm a gasolina), embora, na prática, as diferenças sejam quase impercetíveis. Entre as restantes novidades dos Sandero e Jogger conduzidos em França destacam-se as alterações estéticas e no equipamento. Estes passam a ser os primeiros Dacia com a assinatura luminosa em LED nova, com um “T” invertido integrado nos faróis redesenhados, o que garante uma identidade mais moderna e assertiva. Na traseira, as luzes LED com efeito “pixel” contribuem para uma perceção visual de maior largura. Nas versões Stepway, de vocação mais aventureira, sobressaem, ainda, o para-choques específico e a faixa preta fosca que une os farolins. O Sandero Stepway e o Jogger passam também a utilizar proteção em Starkle nos para-choques e nos guarda-lamas. Derivado do Duster e do Bigster, este material mais sustentável integra 20% de plástico reciclado e, por dispensar pintura, apresenta, no processo produtivo, uma pegada de carbono inferior. No interior, melhorias pontuais, mantendo-se o conceito introduzido em 2020, precisamente com esta geração: ambiente e materiais simples, mas funcionais. Do ponto de vista tecnológico, sistema multimédia renovado com ecrã tátil de 10, navegação conectada e carregador sem fios para “smartphones”, complementado por painel de instrumentos digital de 7” e com grafismo novo. Em matéria de segurança, opcionalmente, funcionalidades novas, como luzes automáticas, câmara multivisão e retroviso-res exteriores elétricos e rebatíveis. No caso do Sandero, preços de 14.200 EUR (Essential SCe 65) a 19.050 EUR (Eco-G 120 Auto), enquanto o Sandero Stepway é proposto entre 16.300 EUR (Essential TCe 100) e 20.650 EUR (Eco-G 120 Auto). Hybrid 155 também no Jogger Além da versão Eco-G 120 Auto, o Jogger também passa a dispor da tecnologia híbrida de 155 cv, que é orientada para a eficiência. Combina um motor 1.8 a gaso-lina, um 4 cilindros com 109 cv, com duas máquinas elétricas: uma de tração, com 50 cv e 205 Nm, e outra que atua como motor de arranque/gerador, com 20 cv e 50 Nm. O sistema inclui bateria de iões de lítio com 1,4 kWh de capacidade e caixa multimodo sem embraiagem, com 4 relações para o motor térmico e 2 para o módulo elétrico. A potência combinada ascende a 155 cv, com binário anunciado de 170 Nm. Esta motorização reduz consumos e emissões de co2 em cerca de 10% face ao sistema híbrido de 140 cv que a antecedeu. A marca anuncia ainda a possibilidade de até 80% de condução em modo elétrico, em ambiente urbano, sendo o arranque sempre efetuado com a mecânica térmica parada. No Jogger, 18.500 EUR para o Eco-G 120, 23.800 EUR para o Eco-G 120 Auto e 28.400 EUR para o Hybrid 155. Duster e Bigster híbridos GPL Duster e Bigster recebem, por sua vez, uma inédita motorização híbrida combina-da com GPL. O sistema Hybrid-G 150 4x4 reúne tecnologia “mild hybrid”, autonomia proporcionada pelo GPL e tração integral eletrificada, numa combinação de soluções já testadas pela marca romena. A base técnica integra um 1.2 a gasolina ( 140 cv) e um motor elétrico traseiro (31 CV/23 kW), o que resulta numa potência combinada de 154 CV. O binário máximo atinge 230 Nm no motor térmico e 87 Nm no elétrico. O motor 1.2 está associado a uma caixa automática de dupla embraiagem e 6 velocidades, sendo a principal inovação o motor elétrico montado no eixo traseiro, ligado a uma caixa de 2 velocidades. Este permite um elevado binário a baixas velocidades , particularmente útil em condução fora de estrada , e mantém a tração traseira até 140 km/h. Existe ainda um modo "neutro", com embraiagem desacoplada, que reduz os consumos ao circular em 2WD. A bateria de iões de lítio de 48 v tem 0,84 kWh de capacidade e recarrega auto-maticamente durante a condução, podendo o carro funcionar em modo 100% elétrico até 60% do tempo em ambiente urbano. O GPL mantém um papel central: com preço inferior a 0,90 EUR/litro, reduz os custos de utilização em cerca de 30% e as emissões de co2 em 20 g, comparativamente à versão “mild hybrid” 130 4x4.com depósitos de 50 litros para gasolina e GPL, a autonomia combinada pode atingir os 1500 km, de acordo com o protocolo WLTP. O primeiro contacto evidenciou um funcionamento equilibrado, com o motor térmico a revelar boa elasticidade e o apoio frequente da unidade elétrica a contribuir para resposta mais contudente durante as acelerações. Em cidade, o sistema privilegia o modo elétrico, reativando o motor de combustão apenas quando necessário. Houve ainda oportunidade de testar o sistema fora de estrada, em pisos particularmente exigentes, com lama profunda, passagens de água e desníveis acentuados. Os modos de condução Auto, Snow, Mud/Sand e Lock ajustam a entrega de potência conforme o terreno, tendo o Lock demonstrado elevada eficácia em situações de muito baixa aderência. Mesmo em subidas íngremes ou com o veículo imobilizado em terreno difícil, o motor elétrico traseiro revelou-se decisivo para recuperar tração e superar obstáculos com facilidade. O Eco privilegia a eficiência e o controlo de descida mantém a velocidade entre 3 e 30 km/h em declives acentuados. Os preços do Duster Hybrid-G 150 4x4 começam nos 27.850 EUR (nível Expression), enquanto O Bigster Hybrid-G 150 4x4 é proposto a partir de 30.350 EUR (Expression). Citadino elétrico tem motores novos Um dos impulsionadores da mobilidade elétrica acessível no segmento A, o Spring apresenta vários argumentos para fazer face ao aumento da concorrência, sobretudo proveniente da China.com novidades como a bateria LFP e o motor compacto e mais potente, o elétrico da Dacia movimenta-se melhor no trânsito e apresenta-se com uma relação custo/benefício muito otimizada. Em 2025, este automóvel deu à marca romena o primeiro lugar entre os citadinos sem motores de combustão, com 35.034 unidades (+53%). Lançado em 2024 como forte evolução do modelo comercializado originalmente em 2021, o Spring pautou-se por manter as motorizações de 45 cv e de 65 cv, algo que agora se altera para oferecer dinamismo reforçado. Assim, como grande novidade, este elétrico passa a dispor de duas opções novas, com 70 CV (52 kW) e 100 cV (75 kW), com este última a oferecer ainda 137 Nm de binário máximo (mais 20% entre os 80 e os 120 km/h). Este aumento de renciemnto responde a um dos maiores pedidos por parte dos clientes da marca: mais fôlego fora da cidade. O motor caracteriza-se por ter maior integração de componentes (7 em 1), o que aumenta a eficiência e a leveza. Além disso, o Spring renovado beneficia de bateria nova, de fosfato de ferro-lítio (LFP), com 24,3 kWh de capacidade (26,8 kWh anteriormente) e tecnologia "cell-to-pack" (apresenta-se alojada numa secção central reforçada da plataforma). Estas alterações tornam a estrutura mais rígida e otimizam a distribuição do peso, o que tem efeitos positivos no equilíbrio geral do Dacia. Ainda no mesmo âmbito, o modelo recebe uma barra estabilizadora dianteira, pela primeira vez, que se associa aos amortecedores e molas da suspensão reajustados para mais estabilidade em curva. A travagem foi também melhorada e as jantes de 15” mantêm-se de série a partir do nível Expression, o que melhora o comportamento do Spring. A melhoria geral da eficiência (deve-a, igualmente, à otimização da aerodinâmica) reflete-se no valor homologado de consumo mais reduzido, agora situado em 12,4 kWh/100 km, enquanto a autonomia em ciclo combinado é de 225 km (jantes de 15"). Esta variante recarrega a um máximo de 40 kW em tomadas de corrente contínua (cc) , e, assim, em 0h29, a energia armazenada no acumulador aumenta de 20% para 80%. No interior, nada muda. Os materiais são duros ao toque, o que contrastando com um lado tecnológico agradável, na forma do ecrã central tátil de grandes dimensões (10,1") e os detalhes coloridos que encontramos na versão de topo (Extreme). O espaço a bordo é curto para quatro adultos. o motor com 100 cv apenas está disponível com o nível de equipamento mais completo (Extreme), que apresenta alguns detalhes estéticos e funcionais mais aventureiros, como os autocolantes nos para-choques ou os tapetes específicos. A primeira experiência ao volante deste Spring renovado revelou um automóvel substancialmente mais despachado, já que a maior potência aliada ao baixo peso ajuda o elétrico a subir de ritmo com maior vivacidade, algo percetível nos 9,6 segundos que leva a acelerar de 0 a 100 km/h (13,7 s nos modelos com 65 cv). Fruto das melhorias aplicadas, o comportamento do Spring também evolui, com progressos no equilíbrio em curva e na travagem, mas a direção continua a ser vaga e pouco precisa além de existir ainda um rolamento pronunciado da carroçaria. Fica a sensação de que a Dacia continua a ter no conforto o seu principal argumento. os preços para as motorizações noas serão anunciados em breve. De acordo com a marca, as versões com 45 CV (33 kW) e 65 CV (48 kW) manter-se-ão na gama. Este citadino mede 3,701 m de comprimento e tem mala com 288 litros de capacidade (1004, rebatendo os encostos dos bancos traseiros). Dacia Spring, Sandero, Jogger, Duster e Bigster PEDRO JUNCEIRO