BUGATTI F.K.P HOMMAGE - O REGRESSO DO VEYRON?
2026-02-25 22:05:38

Sim e não. Esta é a segunda criação do Programme Solitaire, através do qual a Bugatti desenvolve até dois projetos à medida por ano, sendo o primeiro o Brouillard, que já passou por estas páginas há uns meses. Portanto não, a Bugatti não vai começar a produzir um novo Veyron em série (nem sequer à sua maneira de entender o que é “em série”). Mas, afinal, o que é isto..? Oomecemos pelo nome, porque também não se chama Veyron. Foi batizado com as iniciais de Ferdinand Karl Piêch, neto de Ferry Porsche, que estava determinado a resgatar a Bugatti do esquecimento. A partir da sua posição no Grupo Volkswagen, que assumiu em 1993, começou a mover influências para relançar uma marca que tinha tido atividade no início da década. A tarefa não era fácil, tanto a nível técnico como financeiro: da extensa árvore genealógica do consórcio alemão surgiram outras marcas de luxo e desportivas como a Bentley OU a Lamborghini, para não falar da Porsche e do salto ambicionado para a Audi no mundo dos superdesportivos com o R8. No meio dessa engenharia industrial e financeira, Pjêch comprou um emblema moribundo em 1998. REFORMA INTEGRAL A Bugatti, propriedade do empresário Romano Artioli desde os anos 80. tinha falido em 1995 com uma fábrica recém-construída em Campogalliano (Módena, Itália), com 240.000 m2 e pavilhões em mármore de Carrara, da qual sairam apenas 140 unidades do EB-110 antes do encerramento e abandono da fábrica, tornando,se refúgio de raves ilegais tão populares na região de La Mancha. Piêch transferiu a marca para Molsheim (Alsácia, França); onde Ettore começou em 1909 e onde ficava o castelo do século XIX, o mesmo que utilizava para avaliar se os seus clientes eram dignos (e credíveis) para adquirir um dos seus carros. O “château” estava abandonado desde a primeira falência em 1957 (a Hispano-Suiza comprou os restos POUco antes de também falir), dando tempo aos ocupantes ilegais para fazerem as alterações a seu gosto, como arrancar os soalhos de madeira para acender as lareiras. Por outro lado, a fábrica original tinha passado para as mãos de uma empresa de componentes aeronáuticos. Assim, o restauro da Bugatti passou por uma renovação completa da mansão e a construção de uma fábrica em formato oval, como o logótipo, com o nome do antigo ate-lier , para produzir, nada mais nada menos, que O carro mais potente e rápido da sua época, O primeiro com mais de 1.000 cv e 400 km/h. Piêch no seu estado puro. Assim nasceu O Veyron em 2005, com o seu w16, 4 turbos, 1.001 cv e 431 km/h, um portento técnico, uma operação de marketing magnânima.. e um investimento de mais de 1,5 mil milhões de euros, dizem, com um prejuízo de 6 milhões em cada uma das 450 unidades fabricadas até 2015. Contudo, a Bugatti sobreviveu a Piêch (falecido em 2019) e agora, com a Porsche e a Rimac como parceiros, acaba de vender 136 unidades; um recorde. Por is-So, acharam por bem homenagear o homem que os trouxe de volta, dando ao Chiron Super Sport uma transformação inspirada no Veyron. Daí a última evolução conhecida do motor 8.0 W16, com 1.600 CV/1.600 Nm. Mudam os faróis e a grelha em ferradura, maquinada a partir de um bloco maciço de aluminio, e com entradas de ar (maiores), traseira e farolins ao estilo original. No interior, replica o volante, a consola e túnel central em alumínio, acrescenta tecidos Car Couture desenvolvidos em Paris e um relógio Audemars Piguet Royal Oak Tourbillon de 41 mm no tablier. Não há preço, nem se espera que haja. TANTO A FRENTE COMO A TRASEIRA FORAM REDESENHAS PARA SE ASSEMELHAR AO VEYRON uLTIMA EVOLUCaO DO 8.0 W16, COM 1.600 CV FICHA TêCNICA BUGATTI F.K.P. HOMMAGE MOTOR W16, 8.0 litros 4 turbos CILINDRADA 7.993 cm3 POTêNCIA 1.600 cv às 7.050 rpm BINâRIO MâXIMO 1.600 Nm entre as 2.250 ea as 7.000 pm V. MâXIMA 420 km/h ACELERAçâO 2,4s (0a 100 km/h) CONSUMO N.D, DIMENSóES (C/LIA) 4.544/ 2.037 /1.212 mm PNEUS 285/30 ZR20 (fre.) 355/25 ZR21 (tras.) PESO N.D. BAGAGEIRA N.D. PREçO N.D. LANçAMENTO Janeiro de 2026 No interior, procura replicar o original no volante, na consola e no tablier de aluminio. JOSÉ ARMANDO GÓMEZ