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TRABALHADORES DA FERRARI RECEBEM ATÉ 14.900EUR DE PRÉMIO

Turbo Online

2026-02-19 22:06:09

Mesmo com menos carros vendidos em 2025, a Ferrari voltou a crescer em receitas e lucros, mostrando que a rentabilidade continua a ser o verdadeiro motor da marca italiana de superdesportivos. Apesar da quebra nas entregas, a empresa mantém margens elevadas e procura crescente Mesmo com menos carros vendidos em 2025, a Ferrari voltou a crescer em receitas e lucros, mostrando que a rentabilidade continua a ser o verdadeiro motor da marca italiana de superdesportivos. Apesar da quebra nas entregas, a empresa mantém margens elevadas e procura crescente A construtora italiana entregou 13.640 veículos aos clientes em 2025, ficando a apenas 112 unidades de igualar o recorde do ano anterior. Ainda assim, o desempenho financeiro voltou a surpreender. A receita líquida subiu 7%, atingindo 7,1 mil milhões de euros, enquanto o lucro operacional cresceu 12%, para 2,1 mil milhões. Estes números confirmam que, para a marca do Cavallino Rampante, a rentabilidade por unidade continua a ser mais relevante do que o volume de vendas. Ferrari vale tanto como os maiores grupos alemães O Grupo BMW (que inclui BMW, Mini e Rolls-Royce), que vendeu 2,46 milhões de veículos em 2025 e está avaliado em 52 mil milhões de euros; o Grupo Mercedes (Mercedes e Smart), que comercializou 2,16 milhões de unidades e vale 56 mil milhões de euros; e o Grupo Volkswagen, que em 2025 transacionou 8,98 milhões de unidades e tem uma capitalização bolsista de 56 mil milhões de euros, valem tanto ou menos quanto a Ferrari, avaliada em 56,9 mil milhões de euros. Trabalhadores recebem bónus recorde Durante a apresentação de resultados do quarto trimestre, o CEO Benedetto Vigna anunciou prémios anuais até 14.900 euros para os trabalhadores em Itália. O valor é praticamente suficiente para comprar um automóvel novo de entrada de gama do grupo Stellantis, mantendo simbolicamente o dinheiro “em família”. Cerca de 5.000 pessoas trabalham para a Ferrari no país. Produção praticamente esgotada até 2027 A empresa mostra-se confiante quanto ao futuro. Segundo Vigna, a produção para 2026 já está totalmente vendida e as encomendas para 2027 estão quase completas. Em Maranello, a marca prepara uma ofensiva de produto significativa: cinco novos modelos serão apresentados este ano, incluindo o aguardado elétrico Luce. No total, estão previstos 20 novos Ferrari até ao final da década. Combustão continua dominante Apesar da estreia elétrica, a Ferrari prevê que, até 2030, 40% da sua gama seja composta por modelos exclusivamente a combustão, outros 40% por híbridos e os restantes 20% por veículos totalmente elétricos. A marca acredita que os motores tradicionais ainda têm margem de evolução e continuará a desenvolver os seus V6, V8 e V12 para aumentar desempenho e cumprir normas ambientais. O diretor de I&D, Ernesto Lasalandra, admite mesmo que o atual recorde específico de potência do V6 do F80 - 296 cv por litro - poderá ser superado. Estratégia para manter clientes satisfeitos Ao combinar motores de combustão, híbridos e o primeiro elétrico, a Ferrari procura preservar o interesse da base de clientes mais tradicional enquanto atrai novos compradores. É expectável que a gama continue a evoluir com novas variantes eletrificadas e modelos puramente térmicos, numa estratégia que privilegia exclusividade, margens elevadas e forte carteira de encomendas. A construtora italiana entregou 13.640 veículos aos clientes em 2025, ficando a apenas 112 unidades de igualar o recorde do ano anterior. Ainda assim, o desempenho financeiro voltou a surpreender. A receita líquida subiu 7%, atingindo 7,1 mil milhões de euros, enquanto o lucro operacional cresceu 12%, para 2,1 mil milhões. Estes números confirmam que, para a marca do Cavallino Rampante, a rentabilidade por unidade continua a ser mais relevante do que o volume de vendas. AD AD Ferrari vale tanto como os maiores grupos alemães O Grupo BMW (que inclui BMW, Mini e Rolls-Royce), que vendeu 2,46 milhões de veículos em 2025 e está avaliado em 52 mil milhões de euros; o Grupo Mercedes (Mercedes e Smart), que comercializou 2,16 milhões de unidades e vale 56 mil milhões de euros; e o Grupo Volkswagen, que em 2025 transacionou 8,98 milhões de unidades e tem uma capitalização bolsista de 56 mil milhões de euros, valem tanto ou menos quanto a Ferrari, avaliada em 56,9 mil milhões de euros. Trabalhadores recebem bónus recorde Durante a apresentação de resultados do quarto trimestre, o CEO Benedetto Vigna anunciou prémios anuais até 14.900 euros para os trabalhadores em Itália. O valor é praticamente suficiente para comprar um automóvel novo de entrada de gama do grupo Stellantis, mantendo simbolicamente o dinheiro “em família”. Cerca de 5.000 pessoas trabalham para a Ferrari no país. AD AD Produção praticamente esgotada até 2027 A empresa mostra-se confiante quanto ao futuro. Segundo Vigna, a produção para 2026 já está totalmente vendida e as encomendas para 2027 estão quase completas. Em Maranello, a marca prepara uma ofensiva de produto significativa: cinco novos modelos serão apresentados este ano, incluindo o aguardado elétrico Luce. No total, estão previstos 20 novos Ferrari até ao final da década. Combustão continua dominante Apesar da estreia elétrica, a Ferrari prevê que, até 2030, 40% da sua gama seja composta por modelos exclusivamente a combustão, outros 40% por híbridos e os restantes 20% por veículos totalmente elétricos. A marca acredita que os motores tradicionais ainda têm margem de evolução e continuará a desenvolver os seus V6, V8 e V12 para aumentar desempenho e cumprir normas ambientais. AD AD O diretor de I&D, Ernesto Lasalandra, admite mesmo que o atual recorde específico de potência do V6 do F80 - 296 cv por litro - poderá ser superado. Estratégia para manter clientes satisfeitos Ao combinar motores de combustão, híbridos e o primeiro elétrico, a Ferrari procura preservar o interesse da base de clientes mais tradicional enquanto atrai novos compradores. É expectável que a gama continue a evoluir com novas variantes eletrificadas e modelos puramente térmicos, numa estratégia que privilegia exclusividade, margens elevadas e forte carteira de encomendas. Fernando Marques